Circuit des Yeux toca ao vivo na ZBD

É já dia 29 que Haley Fohr volta a apresentar em Portugal o portentoso projecto musical Circuit des Yeux. Mais uma grande iniciativa promovida pela Galeria Zé dos Bois.

Reaching For Indigo (Drag City, 2017), o mais recente longa-duração de Circuit des Yeux e em foco nesta sua digressão pela Europa, conquistou os críticos o ano passado, tendo integrado várias listas dos melhores álbuns de 2017. E é já neste domingo, 29 de abril, que teremos a oportunidade inestimável de ouvir soar, no espaço da Galeria Zé dos Bois, a voz única de Haley Fohr, saída do abismo das entranhas e envolvida por uma dramática e majestosamente orquestrada sonoridade.

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A música de Circuit des Yeux é um convite contínuo a alargarmos a nossa sensibilidade, transportando-nos por paisagens sonoras que não julgávamos possíveis, numa experiência cinemática em cujo centro se encontra sempre, inflexivelmente, o drama humano. Haley Fohr é uma força da natureza e o palco o lugar onde se sente mais confortável, com a sua música e ela própria a tornarem-se uma só coisa: “A música na realidade sou eu”.

A experiência promete ser intensa, com a sua voz grave e visceral como um buraco negro a atrair tudo para o seu centro de gravidade. Em seu redor orbitarão guitarras, teclados, violinos, samples, capazes de gerar uma gama infinita de emoções enigmáticas e primordiais, numa imparável ascese em direcção à cor indefinida que dá nome ao álbum e que, para a compositora, significa aquele horizonte inalcançável para o qual não conseguimos deixar de tender.

CIRCUIT DES YEUX | “BLACK FLY”

Os bilhetes têm o preço de 8€ e encontram-se disponíveis na Flur Discos, Tabacaria Martins e ZDB (segunda a sábado, das 22h às 02h; reservas@zedosbois.org). A cantora e guitarrista será acompanhada por Whitney Johnson (viola, voz, sample), Andrew Scott Young (contrabaixo e voz) e por Tyler Damon (bateria).

Maria Pacheco de Amorim

Literatura, cinema, música e teoria da arte. Todas estas coisas me interessam, algumas delas ensino. Sou bastante omnívora nos meus gostos, mas não tanto que alguma vez vejam "Justin Bieber" escrito num texto meu (para além deste).

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