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Operadora low cost começa o ano em grande e deixa NOS, MEO e Vodafone para trás

O início de 2026 fica marcado, como é habitual, por novos aumentos de preços no mercado das telecomunicações. No entanto, entre as quatro principais operadoras a operar em Portugal, há uma exceção clara. A principal operadora low cost decidiu manter os preços inalterados, contrastando com a estratégia seguida por MEO, NOS e Vodafone, que avançam com atualizações tarifárias indexadas à inflação.

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O que é que a DIGI fez?

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Sutthiphong Chandaeng / Shutterstock.com

Enquanto os três grandes operadoras nacionais confirmaram aumentos para o novo ano, a DIGI foi a única a não anunciar qualquer atualização de preços. A operadora mantém, assim, a sua tabela tarifária inalterada, numa clara aposta na conquista de quota de mercado.

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A estratégia continua assim a sequência da entrada oficial da DIGI em Portugal e da aquisição da Nowo em 2024, movimentos que aceleraram a sua expansão no mercado nacional. De acordo com dados da ANACOM referentes à primeira metade de 2025, a DIGI já representava 2,8% dos clientes de serviços em pacote, um crescimento significativo para um operador relativamente recente.

Em contrapartida, os clientes das operadoras tradicionais enfrentam um cenário diferente, marcado por aumentos justificados pelos custos operacionais crescentes.

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Quais foram os aumentos da concorrência?

Os aumentos anunciados por MEO, NOS e Vodafone seguem a taxa de inflação esperada para 2025, situada entre os 2,1% e os 2,2%. Ou seja, os valores estão previstos contratualmente, o que significa que não conferem direito a rescisão sem penalização. Segundo as operadoras, o agravamento dos custos com energia, transporte, manutenção de infraestruturas e investimento contínuo na rede torna inevitável esta atualização de preços. Ainda assim, a decisão não deixa de gerar descontentamento entre os consumidores.

A Vodafone Portugal será a primeira a aplicar os novos preços, com as atualizações a entrarem em vigor a partir de 9 de janeiro. A operadora afirma que o aumento é necessário para garantir a qualidade do serviço e a continuidade do investimento.

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Apesar disso, existem exceções importantes. Ficam excluídos os novos contratos ou renovações realizadas a partir de 11 de novembro, bem como os tarifários pré-pagos e ofertas recentes como o Yorn Chill e o RED All In. No segmento empresarial, os aumentos apenas se aplicam a novas adesões a partir de julho.

No caso da MEO, a atualização de preços também se baseia na inflação, mas a operadora optou por proteger alguns segmentos específicos. As submarcas Uzo e Moche, direcionadas sobretudo para públicos mais jovens e digitais, mantêm os preços inalterados ao longo de 2026.

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Já a NOS, que em 2025 tinha absorvido os custos adicionais como medida de contenção, decidiu alterar a estratégia. A partir de 1 de fevereiro de 2026, os aumentos aplicam-se aos pacotes com televisão, tarifários móveis pós-pagos e serviços empresariais.

Qual é o impacto nas famílias em Portugal?

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© Altice Portugal

Embora os aumentos possam parecer reduzidos à primeira vista, o impacto anual pode ser significativo. Numa fatura mensal de 50 euros, um aumento de 2,2% representa mais 1,10 euros por mês, o que equivale a cerca de 13 euros por ano.

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Assim sendo a a decisão da DIGI de não aumentar preços em 2026 surge como um fator diferenciador relevante e que pesa no orçamento das famílias. Para muitos consumidores, isto pesar na escolha do operador, sobretudo num mercado cada vez mais competitivo e sensível ao preço.


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