Tóxico de Nicole Blanchard © Guerra e Paz

Toxic: A Dark Romance (Audiobook), a crítica

Se estás à procura de um novo Dark Romance com um bom nível de spice e drama então “Toxic: A Dark Romance” de Nicole Blanchard é uma boa opção a considerar. Disponível em formato físico e audiobook (Audible), a obra pode ainda ser encontrada em Português Europeu na Euforia Editora.

A sinopse promete um q.b. de “Haunting Adeline” e de facto é possível ver as semelhanças – do nome de certas personagens, a certos momentos, e a estilos de escrita. Se estás curioso, lê a nossa crítica. Contém spoilers menores.

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Uma história cativante mas não genial

A história principal de “Toxic: A Dark Romance”, por Nicole Blanchard, centra-se à volta de Tessa – uma enfermeira na Prisão de Blackthorne e casada com Vic Emerson, um homem abusivo. Este é um contexto não muito frequente neste género mas bem trabalhado. Ela não é uma heroína, mas a vítima de um ciclo interminável.

Tudo muda quando conhece Gracin, o recluso recém-chegado à prisão – conhecido pela sua violência. Tessa chama imediatamente a atenção dele, compreendendo a situação em que se encontra. Contra as palavras dela, ele vai incitá-la a libertar-se e a deixar-se levar pelo calor que ele lhe fornece.

No entanto, em “Toxic” nem tudo é o que parece. O homem perigoso e sedutor que conquista Tessa é na realidade um hitman. Quando o seu alvo é abatido, Tessa terá de escolher entre o correto e a liberdade. Os dois envolvem-se numa espécie de “365 Dias” (desta vez, mais lógico) e o duo terá de se render aos seus desejos mais escuros.

A história possui não apenas o típico spice, como drama e alguns momentos de verdadeira tensão onde é impossível parar até descobrirmos o que acontece. A evolução dos eventos está bem concretizada e não vais passar o audiobook todo na prisão de Blackthorne. Quando tudo parece perto de terminar, quase que temos todo um novo livro pela frente.

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Contudo, existe o típico problema de “como” determinadas coisas são possíveis. Porque está Gracin autorizado a estar sozinho com uma enfermeira se é super perigoso. Como é que convenientemente ele consegue controlar tudo. Em determinados momentos, é melhor não questionar…

toxic
© Euforia

Um bom nível de spice

“Toxic: A Dark Romance” possui cenas explicitas e muitos momentos spice. A química entre os dois é quase imediata, e a paixão proibida irresistível. Tessa sente-se vista pela primeira vez, e os sentimentos por Gracin crescem especialmente quando este lhe mostra um lado protetor. Ele fá-la sentir-se viva como não se sentia há muitos anos. Há uma boa dose de “gato e rato”.

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As vozes do Dual POV de Toxic: A Dark Romance

De um modo geral, a química dos dois atores é perfeita em “Toxic: A Dark Romance”. Apesar de não conhecer o trabalho anterior de nenhum deles, o duo consegue dar vida às personagens, com o drama e intensidade requerido de ambas.

Aiden Snow interpreta Gracin e as restantes personagens masculinas, incluindo Vic Emerson – o marido abusivo de Tessa. Curiosamente, achei que a voz de Aiden Snow encaixava na perfeição com Vic, com um tom agressivo e do típico “macho alfa”. Assim, habituar-me a tê-lo como a voz do sedutor Gracin de “Toxic” não foi tão fácil mas nada que umas cenas spicy não resolvam.

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Michelle Sparks é Tessa e o seu tom inicial é tão depressivo e sem vida quanto esperaríamos. Com uma entonação simples, a sua voz representa o estado emocional da sua personagem. Isto muda conforme a sua relação com Gracin se desenvolve, ganhando tons mais dramáticos e expressivos ao longo do audiobook.

Crítica

Toxic: A Dark Romance

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  • Um Dark Romance intenso com uma pitada de Haunting Adeline e 365 Days, onde a protagonista terá de escolher entre o correto e a sua liberdade após sair de um relacionamento abusivo para uma atração duvidosa.
Overall
7/10
7/10
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