Euphoria, Episódio 3- Análise
Após duas temporadas que conquistaram milhões de adolescentes pelo mundo, a polémica série “Euphoria” volta após uma pausa de mais de 4 anos. A espera foi grande, mas os fãs não abandonaram a série, mesmo após várias controvérsias que marcaram estes anos entre as temporadas.
E ontem, no dia 27 de abril, a HBO Max lançou o terceiro episódio da nova temporada. Isto após o primeiro episódio ter dividido bastante as opiniões de críticos e fãs, que na sua grande maioria, não acharam que o início da temporada não correspondeu às expectativas.
Uma luz ao fundo no túnel para Euphoria

Não parece haver dúvidas em que este terceiro episódio, “The Ballad of Paladin”, foi o melhor episódio da terceira temporada de “Euphoria” até ao momento. E o motivo principal é que toda a organização do episódio por parte de Sam Levinson parece caminhar numa construção de caos, que culmina no casamento de Cassie (Sydney Sweeney) e Nate (Jacob Elordi). Sendo este o momento mais marcante da temporada até ao momento.
“The Ballad of Paladin” é o mais coeso de todos episódios, o que aconteceu graças às personagens passarem muito tempo no mesmo espaço, o tal casamento caótico de Nate e Cassie. Pois um dos problemas dos dois episódios anteriores é que as personagens pareciam estar a viver as suas jornadas individuais, que em nada estavam interligadas. O que tornou os dois primeiros episódios num epílogo desligado das outras temporadas, o que não acontece no episódio desta semana.
O caos descontrolado de Euphoria

E felizmente, Sam Levinson parece estar menos interessado na exploração sexual das suas personagens de forma grotesca. Principalmente com Cassie (Sydney Sweeney), que aparentemente desistiu da sua missão de se tornar uma influencer de OnlyFans.
Porém, para além do momento de caos descontrolado que interessa ao espectador no casamento, este episódio tem pouco a oferecer. Sobretudo nos enredos que envolvem os traficantes de droga, que parecem genéricos e pouco inspirados. Principalmente quando comparados com o resto do episódio, que nada tem a ver com estes momentos.
O início do episódio resume muito a falta de rumo que existe em “Euphoria”. Pois apresenta-nos algo que os fãs queriam muito ver, a relação entre Rue (Zendaya) e Jules (Hunter Schafer). Porém, este enredo perde-se com o desenvolver da narrativa, perdendo espaço com tantos outros enredos que Sam Levinson tenta trazer para este episódio tão caótico.
O que diz a crítica?

A crítica surpreende com a reação à terceira temporada de “Euphoria”. Já que a nova temporada da série parece ser a mais polémica e divisava até ao momento. Pois conta com 43% de aprovação da crítica, o que é de longe o pior número para uma demorada da série desde a estreia de “Euphoria” na HBO Max. Os críticos apontam uma falta de coerência e sensibilidade que existia nas temporadas anteriores. Em particular com os temas mais pesados e sensíveis, algo que “Euphoria” sempre fez de forma cautelosa até a esta terceira temporada.
A terceira temporada de “Euphoria” já está disponível para assistir na HBO Max.
Conclusão
Por mais que exista uma dificuldade em manter o enredo da série coeso, este episódio é sem dúvida um passo na direção certa. Apostando num momento de climax com um casamento caótico que funciona melhor do que qualquer momento da temporada até agora. Mesmo que eventualmente Sam Levinson se perca nos exageros que já nos acostumou.

