Realidade Virtual sem óculos? Sim, é possível!
Gostas de jogar? Este monitor AOC Agon Pro é para ti!
Imaginem um ecrã curvo de 45 polegadas na vossa secretária. Imaginem performance e qualidade de imagem de topo. Provavelmente estão a imaginar algo parecido com o AOC Agon Pro AG456UCZD
Entramos no videojogo!
No vasto universo dos monitores de gaming, e que temos explorado cada vez mais por aqui, encontrar o ecrã perfeito para um tipo específico de jogo tornou-se surpreendentemente fácil, desde que seja muito específico. É que a oferta é tanta, que acabarás por entrar o que se adapta às tuas necessidades. Mas queremos algo mesmo muito focado só num tipo de jogo? Enquanto os simuladores de condução beneficiam dos enormes rácios 32:9, estes muitas vezes carecem de altura vertical para shooters na primeira pessoa. A solução intermédia costuma ser o formato 21:9, mas os habituais ecrãs de 34 polegadas sabem a pouco. Conseguimos ter o melhor de dois mundos? A verdade é que neste aspeto, o mercado tem pouco para oferecer.
É aqui que entra o AOC Agon Pro AG456UCZD, um monitor OLED de 45 polegadas que promete ser uma espécie de “óculos de realidade virtual” que não precisas de usar na cabeça. Mal o tiramos na caixa, percebemos que é um monitor premium, não é apenas mais um ecrã; é uma experiência sensorial completa e que muda a nossa forma de absorvermos a experiência de jogar. A facilidade com que “entramos” no jogo, é quase surreal tendo em conta que é “apenas” um monitor.
Tamanho certo, performance de topo.
A primeira coisa que salta à vista — e que define toda a experiência — é a curvatura de 800R. Para quem não está familiarizado, isto representa uma curva extremamente acentuada. Se colocássemos vários destes monitores num círculo, o diâmetro seria de apenas 1,6 metros. Este aspeto não agrada numa primeira fase, nem deve ser usado se quiserem juntar outro monitor, porque ficariam demasiado rodeados pelo ecrã. Para terem noção, ao sentarmo-nos à secretária, a cerca de 60 a 90 cm de distância (que é uma distância curta e focada em imersão), o monitor envolve-nos completamente, com as extremidades a chegarem perto da nossa visão periférica e ouvidos. É uma sensação de claustrofobia positiva que nos transporta diretamente para dentro do jogo. Imaginem um jogo de guerra ou de condução. Toda a vossa visão está neste mundo.
No papel, as especificações podem levantar sobrancelhas aos mais puristas. O monitor apresenta uma resolução WQHD (3440 x 1440). Numa tela de 45 polegadas, isto resulta numa densidade de píxeis de apenas 83ppi — o equivalente a um monitor 1080p de 27 polegadas. Será pouco? Será que a imagem parece pixelizada? Surpreendentemente, não. A tecnologia OLED, com o seu contraste infinito e pretos perfeitos, compensa a falta de densidade, algo que não esperava. A imagem é nítida, tridimensional e vibrante. A cobertura de cor é soberba (mais de 98% do espaço DCI-P3), oferecendo cores ricas sem a necessidade de uma camada Quantum Dot.
O brilho também impressiona para um OLED, algo que muitas vezes falha em monitores OLED deste tamanho. A AOC oferece ainda uma opção rara: a escolha entre brilho variável (mais intenso) ou constante (mais suave, fixo nos 256 nits), permitindo ao utilizador decidir como prefere gerir a luminosidade. Aqui é simplesmente uma questão de conforto nos olhos e do local onde estão a jogar. Se for uma zona mais escura, esta opção fixa pode ser o ideal.
O melhor monitor que há neste formato?
Com uma taxa de atualização de 240 Hz e um tempo de resposta quase instantâneo do painel OLED, o processamento de vídeo é irrepreensível. Qualquer atraso que possa existir, o nosso cérebro já não vai detetar. Com mais de 200 fps a sensação de movimento é perfeita. Não há arrastamento nem blur, ideal, novamente, para jogos intensos, de alta velocidade e movimentações constantes. Mesmo em jogos onde fiquemos abaixo dos 144Hz, a sensação é muito boa e claramente acima da maioria dos monitores. A isto junta-se a certificação FreeSync Premium e é compatível com G-Sync, garantindo uma jogabilidade sem cortes (tearing) entre os 48 e os 240 Hz. Jogos como Doom Eternal, Call of Duty, Gran Turismo, entre outros, ficam simplesmente incríveis!
Se o AG456UCZD brilha nos jogos, no trabalho de escritório a conversa é outra, tal como se esperava. A curvatura 800R distorce linhas retas, tornando o trabalho em folhas de cálculo um desafio geométrico. Embora o texto seja legível graças à clareza do OLED, a necessidade de rodar fisicamente a cabeça para ver as laterais do ecrã pode tornar-se cansativa. Para edição de fotografia, serve apenas se mantivermos a imagem no terço central do ecrã. Aqui o foco é imersão nos jogos, na experiência, sendo que também tem um efeito positivo nos filmes, apesar de o rácio do ecrã não ser o ideal.
Como parte da linha Agon Pro, a qualidade de construção é robusta e inclui iluminação LED de bom gosto, um suporte sólido e até um comando à distância. Neste aspeto não há nada a apontar, tal como a Agon Pro nos tem habituado.
Um destaque inesperado são as colunas integradas. São, sem dúvida, das melhores que já testei num monitor. A curvatura do ecrã atua como um refletor sónico, direcionando o som para o utilizador e criando um efeito surround convincente, quase como se estivéssemos a usar auscultadores abertos. Enquanto surpresa, esta foi a melhor de todas. A sensação é brutal e demonstra como a AOC olhou para todos os detalhes para criar o melhor monitor gaming possível.
Não é para todos, mas é para gamers!
O AOC Agon Pro AG456UCZD é um produto de nicho, mas é muito bom! Não é o monitor ideal para trabalhar, nem para quem procura a densidade de píxeis de um 4K, nem é o melhor para filmes, mas enquanto monitor gaming, a experiência é realmente incrível, quer seja pela qualidade da imagem, quer seja pelo som ou pela curvatura. é fácil esquecermos o que está à nossa volta. Apenas o jogo existe. Para o jogador que procura imersão total, seja em simuladores de condução, de voo ou shooters na primeira pessoa, é um produto de tecnologia inigualável. Oferece a envolvência da Realidade Virtual sem o incómodo dos óculos, apoiada pela qualidade de imagem inegável do OLED. Se o orçamento permitir, é uma experiência que dificilmente vais querer largar. Estamos em Fevereiro, mas posso já dizer que no fim deste ano, estará no top de 2026, quase de certeza!

