Peter Claffey © Steffan Hill/HBO

Novo episódio de A Knight of the Seven Kingdoms é chocante e incrível

Depois de uma longa espera, o auge de “A Knight of the Seven Kingdoms” chega esta semana para nos chocar, surpreender – tudo e mais alguma coisa. O episódio mais épico da série da HBO Max, rivaliza alguns dos melhores episódios de “Game of Thrones” e, para mim, é sem dúvida um favorito no que toca ao universo de George R. R. Martin.

Uma batalha sangrenta que funcionaria melhor se não soubéssemos o final

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© Steffan Hill/HBO

Mesmo que não saibas o que acontece no final do episódio, sabes certamente que “A Knight of the Seven Kingdoms” é inspirado numa trilogia escrita por George R. R. Martin – intitulada Tales of Dunk and Egg. Com pelo menos mais duas temporadas planeadas, é claro que Ser Duncan (Peter Claffey) sobreviverá à grande batalha. Gostaria de ter acompanhado o lançamentos das novelas pois, se não soubesse que o nosso hedge knight sobrevive, haveria dúvidas até ao final.

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Ao contrário do que acontece frequentemente, o nosso protagonista não tem uma batalha épica onde destrói o seu inimigo até este fazer algo desonroso. Aerion Targaryen (Finn Bennett) entra a matar. Literalmente. O primeiro golpe impala o hedge knight, deixando-o incapaz de responder ao segundo ataque à lá “heeere’s johnny!”.

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O detalhe que entregou Egg em A Knight of the Seven Kingdoms

Inconsciente no chão a segundos do início do combate, é aqui que somos transportados ao passado de Duncan, bem como à tragédia que o leva a encontrar o seu Mestre. É interessante ver o início da sua relação e como Ser Arlan of Pennytree adota Dunk não por caridade mas pelo potencial que o jovem mostrara. É ainda ele que inspira o hedge knight a acordar.

A Knight of the Seven Kingdoms coloca-nos na perspetiva de Duncan

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© Steffan Hill/HBO

De volta à batalha, no meio do caos e dos aliados que são atirados para o chão ou feridos de alguma forma, Ser Duncan de Tall tem uma missão clara – derrotar Aerion. A sua participação no combate é feita de forma inteligente e nós, os espectadores, somos frequentemente colocados na perspetiva do hedge knight, assistindo ao combate pela sua viseira.

É curioso percebermos a diferença entre vermos um cavaleiro heróico em combate, comparada com a visão aterradora que este tem do mundo à sua volta. Apesar do proteger de golpes que seriam fatais, a viseira bloqueia grande parte da sua visão. Isto deixa-nos mais ansiosos quando, por exemplo, tudo o que vemos é o mangual (ou flail) de Aerion vir “na nossa” direção.

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A justiça nem sempre vence em Westeros

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© HBO Max / © Game of Thrones

Paralisado pelo medo e os ferimentos, Duncan nada consegue fazer para para os ataques sucessivos de Aerion, atirando-o para o chão. Prestes a terminar o episódio de “A Knight of the Seven Kingdoms”, tudo o que temos é um hedge knight à beira da morte e um príncipe vitorioso. Se não soubéssemos o que se segue, este seria um final não muito longo do que George R. R. Martin nos habituou com “Game of Thrones“.

Contudo, a história de Ser Duncan está longe de terminar. Entre os gritos de Egg (Dexter Sol Ansell) e as palavras do seu mestre, o hedge knight consegue erguer-se – para terror do jovem Aerion -, e rapidamente o domina. No final, o príncipe sobrevive mas é obrigado a humilhar-se perante a corte, retirando as acusações em troca da sua vida.

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E a justiça venceu! O povo grita pela vitória do hedge knight. Um cavaleiro que protege o povo, tal como jurou fazer. Que, apesar de quase ter morrido, não desistiu. Mas isto é uma história de George R. R. Martin. E não há finais felizes.

A grande perda de A Knight of the Seven Kingdoms

Ainda que muitos de nós já soubesse quem era o dragão morto da visão de Daeron, vários fãs ficaram chocados quando é Baelor Targaryen, Hand of the King e futuro Rei de Westeros, que nos deixa. Após a batalha e aparentemente ileso, é o Príncipe que perde a vida devido a um golpe fatal que alguém ousara. Quiçá propositado, quiçá fruto de um combate violento em que todos tentam sobreviver?

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Apesar de ter vencido, Ser Duncan acaba o episódio de “A Knight of the Seven Kingdoms” destroçado. Além dos ferimentos físicos, vê morrer à sua frente um homem bom e justo, o futuro Rei de Westeros. E morreu, devido às escolhas de Duncan. Se ele nunca tivesse querido participar no torneio a qualquer custo, Baelor ainda estaria vivo.


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