©Samsung

Samsung Galaxy S26+, esperavas algo assim?

A Samsung é o grande nome dos Smartphones Android. Será o S26+ a escolha certa?

A Samsung lançou a sua mais recente aposta para o mercado de telemóveis de topo, o Galaxy S26+. Contudo, uma análise aprofundada revela que a gigante sul-coreana parece ter dado um descanso ao seu departamento de inovação de hardware em alguns dos componentes, focando as suas energias no desenvolvimento de funcionalidades de software baseadas em Inteligência Artificial que possam entregar valor acrescentado e mudara vida dos utilizadores. Sendo muito semelhante ao seu antecessor, levanta-se a questão: será que as poucas novidades justificam o investimento?

Pub

Elegante, resistente, potente. Chega?

Uma das maiores distinções deste modelo prende-se com o processador, que varia consoante a região geográfica. Enquanto mercados como os Estados Unidos, China e Japão recebem uma versão exclusiva do Snapdragon 8 Elite Gen 5, a Europa (e o resto do mundo) fica equipada com o Exynos 2600, produzido pela própria marca. Aqui levanta-se o que deverá ser o grande ponto de crítica deste smartphone, e talvez o único. São cada vez mais os consumidores europeus que querem uma versão com um Snapdragon, mas o S26+ continua com os modelos Exynos. Olhando para a performance, os ganhos em relação ao modelo do ano passado (S25+) existem, mas são marginais, sendo que, tal como se esperava, os Snapdragon continuam a ser superiores.

No entanto, a performance ainda é de topo, ficando os nossos olhos na parte que a concorrência tem falhado… a gestão do calor. O processador central (CPU) aguenta o esforço prolongado de forma bastante sólida, o que surpreende e é um dos pontos mais fortes deste novo modelo. Contudo, o processador gráfico (GPU) sofre de um abrandamento térmico acentuado, cortando o seu desempenho para metade em situações de stress contínuo. Quando é que isto acontece? Depois de muito tempo a jogar (jogos com gráficos de topo), o smartphone aquece bastante e perde performance. é um problema? Apenas para quem joga muito, mas nota-se que o foco do S26+ não é o utilizador hardcore de jogos.

E se na perfomance estamos bem, apesar de não deslumbrar, o que podemos dizer das cameras?

A configuração das três câmaras traseiras (principal de 50 MP, telefoto de 3x e ultra-grande angular) transita diretamente da geração passada. Portanto, onde está a melhoria? No software que trabalha a imagem. Durante o dia as imagens apresentam cores vibrantes e bom detalhe, mas continuam a pecar por uma ligeira falta de nitidez quando comparadas com os Google Pixel. Porém, ganham em zoom. Quando vamos para cenários noturnos, o modo noturno faz um bom trabalho a limpar o ruído visual, mas o modo automático tende a ser mais brando, resultando em sombras escuras e algum grão. A câmara de zoom sofre particularmente com a falta de luz. Este é um ponto que não esperava, mas é preciso salientar que estou a ser exigente, porque os Galaxy habituaram-nos ao melhor!

Pub

Mas, a verdadeira melhoria fotográfica encontra-se na câmara frontal de 12 MP, que adota uma lente mais ampla e capta selfies com uma nitidez, gama dinâmica e cores de excelência. Aqui sim os resultados foram realmente impressionantes, sendo mesmo das melhores selfies que já vi, quer seja de dia, ou de noite. Sim, a qualidade desta camera não está ao nível das traseiras, mas para selfie, onde muitos smartphones são apenas medianos, o S26+ ganha vida.

Lê Também:
WhatsApp anuncia mudança mais importante de sempre

Por fim, o vídeo. Grava até 4K a 60 frames por segundo em todas as lentes (e 8K na principal), com uma estabilização eletrónica bastante competente, embora não suporte câmara lenta a 4K/120fps. O resultado? Melhor do que esperava. Boas cores e contrastes, vídeo nítido, sem quebras, sem falhas, ao ponto de, com uma boa iluminação, ter um resultados quase profissional. É mesmo muito bom para um smartphone.

Pub

 

Bateria merece uma vénia

Apesar de manter a mesma capacidade de bateria de 4900 mAh, a gestão de energia é a grande vitória deste telemóvel. O tempo de ecrã ligado em tarefas como navegação web e reprodução de vídeo melhorou substancialmente, atingindo umas impressionantes 17 horas de uso ativo. é mesmo muito tempo para um telemóvel com este tamanho, este ecrã e este peso. Contudo, não podemos olhar só para a bateria, é preciso ver a velocidade de carregamento, um ponto com os Galaxy estão acima dos Pixel da Google.

Para carregamentos sem fios, recebeu uma atualização para a norma Qi2 de 20W (face aos 15W anteriores). É compatível com acessórios magnéticos, mas o telemóvel não possui ímanes embutidos, obrigando à compra de uma capa específica para esse efeito, algo que é pena para um smartphone deste preço, mas que acaba por diminuir o peso do mesmo e que agradará a quem não precisa destes suportes. Com fios continua inalterado nos 45W. Uma carga completa demora cerca de uma hora, atingindo os 70% na primeira meia hora. Podia ser mais? Sim, mas 70% em meia hora parece-me bastante bom.

Pub

No exterior, as alterações são quase impercetíveis por comparação com o do ano passado. A traseira e a frente continuam protegidas pelo vidro Gorilla Glass Victus 2, unidas por uma estrutura em alumínio e garantindo a certificação IP68 contra água e poeiras. A única mudança estética digna de nota é uma “pequena ilha” que agora liga as câmaras traseiras. O design é excelente e todo o produto soa a premium na nossa mão, qualquer que seja a cor escolhida. É claramente um produto de topo e mostra-se como tal.

Mas, é preciso olhar para o ecrã. Cada vez mais o ecrã é importante, quer pela qualidade ou resistência, mas também pelo brilho e por quanta bateria gasta. O painel OLED de 6,7 polegadas mantém a taxa de atualização variável entre 1 e 120 Hz. Através de novos algoritmos de software (Proscaler e MDNIE), a marca promete um contraste e nitidez superiores. consegue? Sim, apesar de não ser um salto gigantesco, a verdade é que jogar ou ver um filme neste smartphone é um luxo. Com picos que chegam aos 2600 nits, é um ecrã extremamente brilhante, e podemos estar na praia, com muito sol, e não teremos problema para ver o que queremos. Contudo, fica a faltar o revestimento antirreflexo presente no modelo Ultra, o que o prejudica ligeiramente sob luz solar direta. antigamente não seria algo que se notasse, mas agora que sabemos o que a Samsung consegue fazer, queremos o mesmo neste S26+.

Pub

Por fim, e de forma muito rápida, o software.O Galaxy S26+ chega equipado com a interface One UI 8.5 baseada no Android 16, fortemente focada em ferramentas de Inteligência Artificial. A Samsung garante uma longevidade fantástica com sete anos de atualizações de sistema operativo e de segurança. E é aqui que a Samsung ganha. A quantidade de funcionalidades de AI dentro deste menino é surreal. A forma como podemos ligar os vários dispositivos Samsung que temos, quer seja relógios, tablets, TVs, etc… tudo é excelente, tudo funciona a um nível que, depois de nos habituarmos, simplesmente não queremos voltar a perder. Quer seja para criação de conteúdos, sabermos as nossas métricas de saúde, gerirmos os vários produtos da marca, falarmos com o Gemini ou transferirmos ficheiros entre eles, depois de usarem isto, não voltam para outra marca.

Lê Também:
Android: funcionalidade escondida permite recuperar notificações apagadas

Regressando ao ecrã, o leitor de impressões digitais ultrassónico mantém-se rápido e fiável. Já os altifalantes estéreo, embora ligeiramente menos ruidosos que no ano passado, oferecem uma qualidade sonora robusta, com vozes claras e agudos bem definidos. O equipamento está disponível em versões de 256 GB e 512 GB de armazenamento e, sinceramente, acho que não é preciso mais.

Pub

 

Vale a pena, ou não?

O Samsung Galaxy S26+ é, sem dúvida, um telemóvel topo de gama sólido, com um ecrã de alta qualidade e uma autonomia surpreendente. No entanto, do ponto de vista de análise, esbarra num problema de custo-benefício, principalmente para quem tiver um S25+ ou S25 Ultra, porque são mesmo muito bons. Com isto, quero dizer que o S26+ traz melhorias, é um passo em frente, mas em termos de simples rácio de qualidade/preço, o Samsung S25 Ultra do ano passado é melhor nesta fase. Claro que isso deixará de se verificar quando o S26+ descer de preço. Contudo, se querem algo o mais atual possível e a autonomia é essencial para vocês, então este smartphone é uma excelente escolha.

 


About The Author


Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *