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Este snack natural ajuda a adormecer mais rápido e a ter sono profundo

Dormir mal não é apenas uma questão de mau humor no dia seguinte; a ciência já mostrou que o défice de sono está ligado a problemas de memória, maior risco de doenças cardiovasculares e até ao envelhecimento precoce.

Há anos que os investigadores estudam a relação entre alimentação e descanso, e os resultados começam a ser bastante claros. Alguns alimentos, consumidos nas horas certas, podem ajudar a adormecer mais depressa e a dormir melhor. A pergunta é simples: será que um snack natural pode mesmo melhorar o nosso sono?

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Qual é o snack que ajuda a dormir melhor?

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Não estamos a falar de soluções milagrosas nem de comprimidos mágicos, mas sim de um fruto que provavelmente já viste na prateleira do supermercado: o kiwi. Surpreendentemente, este pequeno aliado verde revelou efeitos impressionantes em estudos sobre insónia e qualidade do sono.

Uma estudo acompanhou participantes que comeram dois kiwis todas as noites, uma hora antes de se deitarem. O resultado? Dormiram mais depressa, descansaram mais horas e relataram noites menos agitadas. Os cientistas atribuem o efeito à elevada concentração de antioxidantes e serotonina presentes no kiwi, substâncias que ajudam o corpo a regular os ciclos naturais de descanso durante o sono.

E não é só o kiwi que entra nesta lista: o sumo de cereja azeda também demonstrou benefícios, graças ao seu teor de melatonina, a hormona que regula o ciclo circadiano. O detalhe importante, como alerta a professora Marie-Pierre St-Onge da Columbia University, é que não adianta comer mal durante todo o dia e esperar que uma taça de kiwis resolva tudo de repente. O impacto positivo vem da consistência e da integração destes alimentos numa dieta equilibrada.

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O que torna estes alimentos tão eficazes?

Kiwi Sono Dormir
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Grande parte da explicação reside num aminoácido chamado triptofano, encontrado em alimentos como nozes, sementes, ovos, peixe e, claro, no famoso copo de leite morno. O triptofano é a matéria-prima que o nosso organismo usa para produzir serotonina, que por sua vez é convertida em melatonina. Em termos simples: sem triptofano suficiente, o corpo tem mais dificuldade em “ligar o interruptor” do sono.

Um estudo com mais de 11.000 estudantes em Espanha revelou que os participantes com menor ingestão diária de triptofano apresentavam maior risco de insónia e dormiam menos horas. Ou seja, não se trata apenas de um mito da avó, a ciência confirma que a alimentação tem influência direta na qualidade do sono.

Mas outro ponto curioso é a importância de combinar estes alimentos com hidratos de carbono complexos, como cereais integrais ou leguminosas. Esta mistura ajuda o triptofano a chegar mais facilmente ao cérebro, onde é convertido nos tais químicos que promovem o descanso.

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E afinal, basta mudar a dieta para ter um sono melhor?

Aqui entra a parte menos romântica da história: não existe uma fórmula única. Dormir melhor passa, claro, pela alimentação, mas também pela higiene do sono. Ou seja, manter horários consistentes, reduzir a luz dos ecrãs dos telemóveis antes de dormir e evitar refeições pesadas tarde da noite.

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Assim, se juntarmos bons hábitos com uma dieta rica em frutas, vegetais e sementes, o sono ganha uma qualidade muito superior. Mas se o problema for persistente, convém não ignorar, pode ser sinal de distúrbios como insónia crónica ou apneia do sono, situações que exigem acompanhamento médico especializado.

Dormir bem é um investimento diário que começa no prato e termina no silêncio do quarto. Já experimentaste incluir estes alimentos na tua rotina noturna, ou tens outros truques caseiros para dormir melhor?


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