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Sorry, Baby é destaque em janeiro nos Cineclubes Portugal

E já estamos em 2026! Chegou, portanto, também a altura de darmos a conhecer a programação de janeiro de alguns cineclubes no nosso país.

Os cineclubes continuam a ser uma alternativa valiosa para espectadores que querem ver filmes em ecrã grande mas não têm salas de cinema nas suas cidades. Descobre os destaques do primeiro mês de 2026 de norte a sul do país e também nos Açores.

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No Cineclube do Porto, continuam os clássicos

Arroz Amargo no Cineclube do Porto
© Lux Film

O Cineclube do Porto, fundado em 1945, vai continuar a dinamizar as suas “Matinés do Cineclube” no Batalha Centro de Cinema. Em janeiro, vais poder ver dois clássicos bastante distintos.

Assim, no domingo 11 às 11h15 vais poder ver “Desaparecida!” (1938, Alfred Hitchcock). Neste que é o penúltimo filme do mestre do suspense no Reino Unido, uma jovem apercebe-se que uma idosa desapareceu do comboio onde viajava.

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Depois, no domingo 25 à mesma hora, chega “Arroz Amargo” (1949, Giuseppe De Santis). Esta é, pois, uma das mais importantes obras do neo-realismo italiano onde dois criminosos vão trabalhar para os arrozais e tentam recrutar novas pessoas para um assalto.

A entrada para as sessões têm o custo de 5€ para o público em geral e 3,75€ para mobilidade reduzida. Há ainda descontos para quem tem o

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Em Viseu a grande aposta é o cinema europeu

Nouvelle Vague
© Alambique

Para janeiro, o Cineclube de Viseu, fundado em 1955, apresenta aos seus espectadores mais 4 grandes filmes, sempre às quintas-feiras às 21h.

Assim, as sessões começam na quinta-feira 8 com “Nouvelle Vague” (2025, Richard Linklater). Trata-se de uma homenagem ao cinema focada na figura de Jean-Luc Godard e no seu filme “O Acossado” (1960).

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Depois, na quinta-feira 15 chega “Sorry, Baby” (2025, Eva Victor). O filme fez parte da seleção oficial do Festival de Sundance e da Quinzena dos Cineastas do Festival de Cannes e conta a história de uma mulher que, após um acontecimento trágico, vive a sua vida como se nada tivesse acontecido.

Para dia 22, o Cineclube aposta num filme inédito em Portugal. Vindo da Grécia, “Bull’s Heart” (2025, Eva Stefani) é um documentário sobre uma performance do artista Dimitris Papaioannou.

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Por fim, na quinta-feira 29, o mês encerra com “As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant” (1972, Rainer Werner Fassbinder). Trata-se de um filme onde uma estilista se apaixona por uma jovem humilde a quem promete torná-la numa grande modelo.

As sessões do Cineclube de Viseu acontecem no Auditório do IPDJ de Viseu. Têm o custo de 5€ para o público geral, 3€ para sócios, estudantes do ensino superior, Amigos Teatro Viriato e Associados ACERT e 2€ para sócios estudantes, desempregados e maiores de 65. Até aos 18 anos, a entrada é gratuita.

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No Cineclube de Guimarães o cinema é universal!

Paula Beer
Paula Beer quase como sempre em estado de graça. ©Leopardo Filmes/Divulgação

O Cineclube de Guimarães, fundado em 1958, mantém um intenso mês de programação em janeiro. A saber, o Cineclube vai dinamizar um total de 9 sessões ao longo do mês.

As sessões começam, pois, este domingo 4 às 21h15, com “Lavagante” (2025, Mário Barroso), um filme com a narrativa a decorrer durante a ditadura do Estado Novo. Depois, na quinta-feira 8 também às 21h15, chega o vencedor da Palma de Ouro “Foi só um acidente” (2025, Jafar Panahi), uma vingança metafórica de um regime opressor. Por fim, também em Guimarães podes ver “Nouvelle Vague” no domingo 11 às 21h15.

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Na semana seguinte, há mais duas sessões. Assim, na terça-feira 13 às 21h15, será exibido “A Savana e a Montanha” (2024, Paulo Carneiro), sobre a luta dos habitantes de Covas do Barroso contra um projeto minério. Por fim, no domingo 18 às 21h15 podes ver “Jovens Mães” (2025, Jean-Pierre e Luc Dardenne) sobre a adaptação à maternidade de jovens adolescentes.

No domingo 25 às 21h15, vais poder ver em Guimarães “Miroirs No. 3” (2025, Christian Petzold) sobre uma mulher que sofre um aparatoso acidente de viação.

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Por fim, para a última semana do mês, há ainda mais três sessões. A saber, na terça-feira 27 às 21h15 podes ver “Devorar a Noite” (2024, Jonathan Vinel e Caroline Poggi). Um filme que aborda as temáticas dos videojogos e realidade virtual. Depois, na quinta-feira 29 às 21h15 chega “O Último Suspiro” (2025, Costa Gavras) com um diálogo profundo sobre a morte, o medo, a esperança e o direito à dignidade. Para terminar, no sábado 31 às 17h, a sessão é pensada para as crianças com “200% Lobo” (2025, Alexs Stadermann) sobre um lobisomem que se transforma num caniche.

Informações de bilheteira

As sessões de terça-feira são integradas no ciclo “Deslocamentos” e decorrem no pequeno auditório do Centro Cultural Vila Flor, com entrada gratuita. As restantes sessões decorrem no grande auditório do CCVF e têm entrada gratuita apenas para sócios do Cineclube, mediante o pagamento de uma quota mensal de 3,50€. Exclui-se, no entanto, a sessão de sábado 31 que também é de entrada gratuita.

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No Cineclube da Ilha Terceira, reflete-se sobre a liberdade e a falta dela

Ler Lolita em Teerão
“Ler Lolita em Teerão” | © Outsider Films

Nos Açores, o Cineclube da Ilha Terceira (fundado em 1977) vai iniciar o ciclo “O Cinema da Minha Vida” que irá decorrer até maio de 2026 com sessões aos domingos às 18h no Recreio dos Artistas. São três as sessões de janeiro.

No domingo 11 vais poder ver “Sete Invernos em Teerão” (2023, Steffi Niederzoll) onde uma jovem estudante é condenada à forca.

Depois, no domingo 18 chega “Sem Amarras” (2024, Simon Moutaïrou) sobre escravos que engendram um plano para escapar à escravatura e tornarem-se livres.

Por fim, no domingo 25 é exibido “Ler Lolita em Teerão” (2024, Eran Riklis) onde uma professora cria um clube de leitura de mulheres para lerem obras proibidas no Irão.

A saber, a entrada para as sessões é de 1,50€ para sócios do cineclube e 3€ para não sócios. Até aos 18 anos, a entrada é livre.

Na Póvoa de Varzim, também se aposta no cinema europeu

Tardes de Solidão
“Tardes de Solidão” | © Nitrato Filmes

O Cineclube Octopus, fundado em 1983, vai apresentar em janeiro 5 sessões de cinema na Póvoa de Varzim. A saber, à exceção da primeira sessão, todas as outras acontecem à quinta-feira às 21h45 no Cine-Teatro Garrett.

Devido ao feriado de 1 de janeiro, a primeira sessão do Cineclube Octopus decorre, portanto, à sexta-feira no mesmo horário e local. Assim, na sexta-feira 2 vais poder ver “O Riso e a Faca” (2025, Pedro Pinho) sobre um engenheiro ambiental que viaja até África para trabalhar para uma ONG.

Na semana seguinte, na quinta-feira 8 chega “Pequenos Clarões” (2024, Pilar Palomero). A narrativa do filme centra-se na história de uma filha que pede à mãe que cuide do pai que está doente. Eles já não se veem há 15 anos.

Depois, também na Póvoa de Varzim vais igualmente ter a possibilidade de ver “Sorry, Baby” na quinta-feira 15.

Na quinta-feira 22 é exibido “Dreams” (2024, Dag Johan Haugerud) onde uma jovem se apaixona pela sua professora de francês.

Por fim, na quinta-feira 29 chega “Tardes de Solidão” (2024, Albert Serra), um documentário sobre o toureiro Andrès Roca Rey.

As sessões do Cineclube Octopus são de entrada gratuita para sócios (com quota de 45€ anuais). Para os não sócios, a entrada tem um custo de 4€. Há ainda descontos para menores de 20 anos: um grupo de 2 pessoas fica a 2€/pessoa e um grupo de 4 ou mais pessoas fica a 1€/cada.

O Cineclube de Vila do Conde tem comédia e drama

Madalena Cunha
Madalena Cunha interpreta a personagem Justa ©Teresa Villaverde / Alce Filmes

Fundado em 1990, o Cineclube de Vila do Conde tem sessões todos os domingos às 16h e 21h30 no Teatro Municipal de Vila do Conde. Em janeiro tens 4 sessões à escolha.

Assim, já no domingo 4 vais poder ver “Um Ladrão no Telhado” (2025, Derek Cianfrance). Protagonizado por Channing Tatum e Kirsten Dunst, esta comédia aborda a história de um criminoso que se esconde numa loja de brinquedos.

Depois, no domingo 11 também chega a Vila do Conde “Foi só um acidente”. Já no domingo 18 é exibido “Justa” (2025, Teresa Villaverde) sobre os incêndios em Portugal.

As sessões terminam, pois, no domingo 25 com “Onde Aterrar” (2025, Hal Hartley), um filme onde toda a gente acredita que um realizador está à beira da morte.

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Em Joane, há cinema de várias nacionalidades

After the hunt com Julia Roberts
© Amazon MGM Studios

O Cineclube de Joane, fundado em 1998, realiza as suas sessões na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão sempre às 21h45 às quintas-feiras.

O mês começa no dia 8 com “Depois da Caçada” (2025, Luca Guadagnino) onde um professora se vê envolvida em acusações de má conduta sexual.

Depois, na quinta-feira 15 chega igualmente a Vila Nova de Famalicão “Foi só um acidente” e na quinta-feira 22 “Lavagante”.

Por fim, para fechar o mês, no dia 29 vais poder ver o clássico do neo-realismo italiano “Humberto D” (1952, Vittorio De Sica) onde um homem vive numa pobreza extrema com o seu cão.

Em Vila Franca de Xira há cinema premiado

Jovens Mães no Cineclube Vilafranquense
© Midas Filmes

Para terminar, damos destaque à programação do Cineclube Vilafranquense (fundado em 2023) que terá duas sessões em janeiro.

Assim, já este sábado 3 às 16h é igualmente exibido neste cineclube o vencedor do Prémio de Melhor Argumento no Festival de Cannes “Jovens Mães”. A sessão vai contar com a apresentação do crítico João Lopes.

Por fim, no sábado 24 chega “Kontinental ’25” (2025, Radu Jude). A sessão acontece em dose dupla, às 16h e 21h. O filme foi totalmente filmado com um iPhone e aborda a história de uma oficial de justiça que está encarregue de um despejo de um sem-abrigo. Venceu o Prémio de Melhor Argumento no Festival Internacional de Cinema de Berlim.

A saber, as sessões decorrem no auditório da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira e custam 2,5€ para sócios e 5€ para não sócios.


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