Stranger Things – Análise
Tudo começou quando o pequeno Will desapareceu em Hawkins e colocou a sua família e amigos à sua procura em todo o lado. Em paralelo, Eleven foge de um laboratório de experiências, revelando os seus poderes. Dez anos depois chegamos ao fim de “Stranger Things” com amizades, romances, perdas, muita ação, poderes, vilões e não esquecer o Upside Down, onde tudo começou.
A Netflix conseguiu fazer algo difícil com esta série. Manteve a qualidade ao longo de cinco temporadas e o casting principal esteve presente do início ao final da série. Assim, a última temporada de “Stranger Things” volta a contar com Millie Bobby Brown, Finn Wolfhard, Noah Schnapp, Caleb McLaughlin, Sadie Sink, Gaten Matarazzo, Joe Keery, David Harbour, Natalia Dyer, Winona Ryder, Charlie Heaton e Maya Hawke.
O rescaldo da última temporada
Muito se tem discutido nos últimos dias sobre a nova e última temporada de “Stranger Things”. Alguns queriam mais realismo, outros mais fatalidade e muitos ficaram contentes com o destino final da série, eu estou nesta última fação.
Esta temporada teve uma primeira parte muito forte, com muita ação, muito risco e um grande plot twist. A segunda parte poderia ter aproveitado melhor esse plot twist, mas não deixou de ser divertida, com aventura e muita emoção.
O último episódio veio com toda a intensidade, com grandes batalhas e planos que podiam dar muito errado. Este último episódio é um festim visual, duas horas do final deste grande mundo visual, com grandes efeitos e espetacularidade.
Falando agora de alguns aspetos negativos, senti que deixaram muita história por contar e perguntas por responder. Ainda que seja um final completo e merecedor após dez anos de muito sucesso.
Há quem não goste do “final feliz”, mas uma série destas não poderia terminar de outra forma, principalmente após todo o sofrimento que estas personagens tiveram ao longo das cinco temporadas. Se pode ter tirado algum realismo? Talvez. Contudo, esta é efetivamente uma série de fantasia.
Stranger Things lançou atores para o estrelato

Como todas as séries ou sagas que se prolongam pelos anos que Stranger Things teve, resultam em estrelas em ascensão e atores que se destacam e conseguem grandes carreiras na atuação.
Apesar de todos os trabalhos que tem conseguido na Netflix, a qualidade da atuação de Millie Bobby Brown foi diminuindo a cada temporada. E, apesar de gostarmos desta personagem, as suas reações e emoções foram cada vez mais nulas.
Outros atores tiveram prestações sólidas, mas que passaram despercebidas. E, depois, há quem se tenha lançado para o sucesso. É o caso de Sadie Sink, Gaten Matarazzo, Joseph Quinn e Maya Hawke. Quatro atores que tiveram prestações com muita qualidade e transparecem muito carisma e emoção.
No final, qual é a melhor temporada de Stranger Things?

Esta foi uma daquelas séries que se conseguiu sempre reinventar. Seguindo a mesma história e arco narrativo, conseguiu apresentar temas diferentes e estilos diferentes a cada temporada.
Sendo assim, a minha favorita foi mesmo a quarta temporada. Sou uma fã de um bom storytelling, com surpresas e grande desenvolvimento. Esta foi a série em que tivemos a grande revelação de Vecna, um vilão incrível. Assim, foi a temporada em que o world building e a narrativa tiveram mais desenvolvimento.
Além disso, foi a temporada em que surgiu Eddie Munson, a incrível personagem de Joseph Quinn, que nos conquistou a todos. Desde então, tenho seguido todas as produções do ator, que está a seguir uma grande carreira.
Conclusão
Stranger Things fecha o ciclo de forma divertida e emocional. Nem tudo foi perfeito, mas a série soube manter a identidade até ao fim, deixar personagens memoráveis e marcar uma geração. É uma despedida justa para um fenómeno que acompanhámos durante dez anos.

