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“The Running Man” foi escrito por Stephen King nos anos 80, sendo passado no ano de 2025. É, então, uma distopia, que acompanha uma América futurista e totalitária, onde uma rede de TV controla o público durante 24h.

Nessa rede existem vários reality shows, incluindo o “The Running Man”, onde os concorrentes fogem de cinco caçadores durante trinta dias, estando em vigilância constante do público.

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Ben Richards (Glen Powell) aceita entrar neste concurso para salvar a filha que está doente e à medida que o jogo avança, torna-se num símbolo de resistência contra um sistema opressivo que explora o sofrimento humano para divertir as massas. Edgar Wright é o realizador desta nova adaptação, que conta com Glen Powell, Lee Pace, Josh Brolin, Michael Cera e Colman Domingo no elenco.

A construção do universo

O desenvolvimento e construção deste mundo distópico foi aquilo que mais gostei no filme. É um universo muito dominado pela globalização, pelos reality shows e pelo efeito de acompanhar notícias e redes sociais vinte e quatro sobre vinte e quatro horas.

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Assim, apresenta um visual muito digital, muito colorido e frenético. As próprias pessoas são muito caóticas e toda a televisão e os anúncios são muito irrealistas. O realizador conseguiu criar um mundo distópico sem falhar e que marca desde início o seu tom, algo difícil de fazer num só filme de duas horas.

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A contribuição dos atores

© 2025 PARAMOUNT PICTURES

Claro que as personagens e as prestações dos atores também ajudaram neste efeito. Colman Domingo era o apresentador destes reality shows. Muito falso desde o início, com um claro exagero na fala e nas emoções, como se a própria vida real fosse um filme.

Josh Brolin interpreta uma personagem detestável, sem qualquer moral e discernimento sobre o que é e não é correto. Age sempre sobre o pretexto do entretenimento do público.

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Lee Pace é o antagonista da história. É aquele que não conseguiu ser o herói, mas que o respeita pelo que está a conquistar. Ao mesmo tempo que a fama lhe subiu à cabeça, tratando tudo como se fosse um reality show, utilizando a violência para divertir o público.

Por fim, Glen Powell foi a escolha certa para esta personagem. O ator tem-se afirmado como um grande nome em Hollywood, estando a seguir o caminho do cinema de ação. É um ator muito carismático e isso volta a sentir-se em “The Running Man”, com o seu timing cómico, misturado com os momentos de tensão e drama.

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A mensagem do filme

The Running Man entrevista
© 2025 PARAMOUNT PICTURES

Todas estas personagens constroem um mundo onde conseguimos perceber o que está errado, mas a lavagem cerebral desta sociedade é tão grande, que vêm a violência como um divertimento e não sabem distinguir o real do não real.

Assim, como em todas as histórias de Stephen King, há sempre uma ou mais mensagens por trás. Críticas sociais a fazer. E é cómica a forma como o autor e o realizador conseguem satirizar uma américa que, ainda que não chegue a este extremo, já esteve mais longe de se tornar no mundo que vemos em “The Running Man”.

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Há uma clara mensagem de como a inteligência artificial é perigosa, caso caia nas mãos erradas. E como as pessoas começam a ter dificuldade em perceber o que é real e o que é criado por computadores. Este é um medo real e atual, que é utilizado, também, no filme.

A dimensão de Running Man

Lee Pace em The Running Man
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Com este mundo distópico tão bem construído, personagens carismáticas e várias mensagens para refletir, o filme tornou-se muito grande, mas no final não chegou à profundidade que parecia que ia alcançar.

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É um ótimo filme de ação, que diverte e entretem, mas sentiu-se que começou muito bem mas não soube acabar. Tornou-se grande demais, o que tornou algumas partes do filme caóticas e confusas. Não me importava de acompanhar uma sequela deste filme, onde veríamos as consequências das ações do herói Ben Richards.

Conclusão

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A nova versão de The Running Man, realizada por Edgar Wright e protagonizada por Glen Powell, mostra uma América do futuro dominada por reality shows e pela manipulação mediática. O filme impressiona pelo visual caótico e pelas boas interpretações, sobretudo de Glen Powell. Apesar das críticas sociais interessantes, perde força no final e torna-se algo confuso, mas continua a ser um bom filme de ação, divertido e com potencial para uma sequela.

Overall
6/10
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