Como o acordo entre Warner e Paramount pode prejudicar as salas de cinema
A venda da Warner Bros. Discovery à Paramount parecia ser uma boa notícia para quem gosta de ver filmes no cinema, já que a Netflix desistiu da compra. Porém, segundo os analistas, a compra da Warner pela Paramount não vai salvar os cinemas, avança a Variety.
As consequências do negócio Paramount- Warner Bros.

Assim, apesar das promessas do Ceo da Skydance, David Ellison de lançar mais de 30 filmes por ano em sala e deixá-los algum tempo nos cinemas antes de serem despejados no streaming. A Variety avança que a fusão resulta em consolidação, redução de produção e filmes com menos tempo nos cinemas. Algo que agrava os problemas das salas no período pós-pandemia e pós-greves de atores e argumentistas em 2023.
Além disso, os dados de bilheteira recentes relativos a 2025 são extremamente alarmantes. Pois os números arrecadados pela bilheteira doméstica dos Estados Unidos caiu cerca de 20% em relação a 2019 (antes de toda a crise pandémica que afetou os cinemas),
Temos o maior exemplo do mercado na compra que lembra este negócio entre Paramount e Warner Bros.: o acordo entre Disney e Fox. Depois da Disney ter adquirido a Fox em 2019, houve uma queda drástica de produção (Fox passou de 14 filmes/ano para 3-6 sob a chefia da Disney). Portanto, podemos assumir que o mesmo se passará com este novo negócio entre Warner Bros. e Paramount.
Até porque, assim como a Disney e o Disney+, a própria Paramount também tem o seu próprio serviço de streaming, que curiosamente se chama Paramount+. Estes fatores indicam que o resultado será um número menor de concorrência para os serviços de streaming e um domínio desse monopólio. Algo que só prejudica os lançamentos em salas de cinema, como verificamos na Fox após a compra da Disney.
Portanto, mesmo que com a Netflix muitos filmes da Warner Bros. deixassem de marcar presença nas salas. Não parece que com a Paramount teremos algo muito distante dessa realidade.

