A sétima arte está recheada de personagens icónicos, daqueles que conseguimos associar a um objeto ou maneira de falar sem precisar de os ver. Conquanto, poucos disfrutam de um reconhecimento tão grande como o maior detetive do mundo, Sherlock Holmes, e ele assim o prova em “Sherlock Holmes: A Game of Shadows” (2011).
Criado por Arthur Conan Doyle com o lançamento da obra “Study In Scarlet” (1887), o detetive teve mais 61 histórias até ao ano de 1927. Logo depois, o personagem expandiu-se para além dos livros e juntou-se ao mundo do audiovisual.
Depois de ser interpretado por variadíssimos atores, foi a vez do ícone Robert Downey Jr., que após o gigantesco sucesso de “Iron Man” (2008), viveu o personagem no filme “Sherlock Holmes” (2009), mais um êxito.
Vou já dar spoiler: este não ficou atrás. Ao passo que, foi o último filme de Robert Downey Jr. antes de “The Avengers” (2012), era fácil antecipar êxitos de bilheteira ao longo da década, que no total renderam 11,8 bilhões de dólares!
Sherlock Holmes: A Game of Shadows, o filme perfeito para ver no verão
Em “Sherlock Holmes: A Game of Shadows” acompanhamos o melhor detetive do mundo, Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.), que tem pela frente um rival tão inteligente como ele, o Professor Moriarty (Jared Harris). Este, está a cometer vários crimes pela Europa e, com a ajuda do Dr. Watson (Jude Law), Sherlock persegue-o.
Estreia no canal Syfy, às 21h30 de 1 de Agosto, este sábado. Há melhor maneira de começar o querido mês de Agosto, do que com a ação e mistério que envolvem todas as histórias de Sherlock Holmes, juntamente com o carisma de Robert Downey Jr.? Dou-vos um tempo para pensar.
Com Robert Downey Jr., o sucesso é garantido

“Sherlock Holmes: A Game of Shadows” é uma produção feita para o grande público e não para os críticos. No Rotten Tomatoes, conseguiu uma taxa de aprovação de 60% enquanto a audiência atribui 77%.
No Letterboxd, 805 mil pessoas viram-no e 118 mil o colocaram nos Favoritos. Portanto, são números sólidos que mostram a adoração dos fãs pelo universo criado pelo realizador Guy Ritchie.
Sherlock Holmes: A Game of Shadows e a continuação que tarda em chegar

Como se esperava, a bilheteira foi um grande sucesso. Com um orçamento de 125 milhões, faturou 543, pouco mais de meio bilhão. Aproximou-se assim do seu antecessor, que com um orçamento de aproximadamente 90 milhões, faturou 524.
“Sherlock Holmes: A Game of Shadows” é dos poucos casos em que se estranha a demora de uma sequência. Dois grandes sucessos de bilheteira, num universo rico o suficiente para se contarem inúmeras histórias, não se entende a enorme espera. Um dos motivos pode ter sido o compromisso de Robert Downey Jr. como Tony Stark: dos 9 filmes que fez durante a década, apenas dois não foram nesse papel.
Portanto, 15 anos depois, “Sherlock 3” (ainda sem data de estreia) está confirmado com o regresso do ator, o seu companheiro Jude Law e o Inspector Lestrade (Eddie Marsan). No entanto, o filme não será dirigido por Guy Ritchie mas sim por Dexter Fletcher, o realizador por trás de “Rocketman” (2019). Assim como em “Furiosa: A Mad Max Saga” (2024), a audiência está reticente com o retorno tardio a uma saga que pode estar condenada a viver do passado. A ver vamos.
“Sherlock Holmes: A Game of Shadows” foi nomeado a 15 prémios e venceu 3. Conseguiu 2 nomeações no Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, 2012; a de Melhor Filme de Ação/Aventura, que perdeu para “Mission: Impossible – Ghost Protocol” (2011); e a de Melhor Figurino, que Jenny Beavan perdeu para Alexandra Byrne por “Thor” (2011).

