Fazes compras online na Temu e Shein? Há alterações que vão afetar em breve milhares de portugueses

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Costumas frequentar sites como a Temu ou Shein? O panorama das compras online está prestes a mudar! A partir de novembro, a Comissão Europeia decide alargar a taxa aduaneira de três euros a todas as encomendas vindas de fora da União Europeia, independentemente do valor. Até agora, essa taxa aplicava-se apenas a encomendas superiores a 150 euros. Com a nova regra, deixa de existir qualquer isenção.

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O que muda a partir de novembro para as compras online?

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Até ao momento, apenas as encomendas mais caras, acima de 150 euros, pagavam a taxa. Por outro lado, os pacotes de menor valor continuavam isentos. Contudo, essa distinção desaparece. Assim, todas as encomendas provenientes de países terceiros passam a estar sujeitas ao pagamento de três euros, seja qual for o preço do artigo comprado.

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Esta decisão surge na sequência de um comunicado divulgado pela Comissão Europeia. Recorde-se, aliás, que a taxa já tinha sido criada a 1 de julho, quando Bruxelas decidiu acabar com a isenção de direitos aduaneiros para encomendas acima de 150 euros. Agora, o objetivo passa por fechar definitivamente essa lacuna.

Porque decidiu Bruxelas taxar as compras online?

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O objetivo da Comissão Europeia é claro. Taxar aquilo que designa por “importações de e-commerce de baixo valor”. Na prática, esta medida visa sobretudo plataformas como a Temu e a Shein, ambas sediadas na China. Estas empresas têm registado um crescimento acelerado no mercado europeu, o que, segundo Bruxelas, traz consequências negativas para os países da UE.

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Com efeito, o aumento exponencial de pequenas encomendas sobrecarrega, entre outros aspetos, os sistemas nacionais de recolha de lixo e reciclagem. Além disso, a proliferação deste tipo de comércio levanta questões de concorrência desleal face às empresas europeias, que não beneficiam das mesmas condições fiscais.

Santo António, O Casamenteiro de Lisboa
"Santo António, O Casamenteiro de Lisboa"

Quais os números por trás desta decisão?

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Os dados justificam, em parte, a preocupação de Bruxelas. Em 2025, a União Europeia recebeu cerca de 5,9 mil milhões de artigos de baixo valor. Destes, mais de 90% tiveram origem na China. Ou seja, a esmagadora maioria das pequenas encomendas que entram no espaço comunitário provém de plataformas chinesas.

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Perante estes números, torna-se evidente porque razão a Comissão Europeia decidiu agir. Afinal, o volume de encomendas não para de crescer, e a isenção fiscal para valores mais baixos funcionava, até aqui, como um incentivo adicional a este tipo de comércio.

Qual o futuro das compras online?

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Com a entrada em vigor da nova medida, em novembro, os consumidores portugueses e europeus que compram habitualmente na Temu ou na Shein vão notar a diferença. Ainda assim, a taxa de três euros mantém-se relativamente moderada, quando comparada com o valor total de muitas encomendas.

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De qualquer forma, esta alteração reflete uma tendência mais ampla dentro da União Europeia: a de reforçar o controlo sobre o comércio eletrónico vindo de fora do bloco. Por isso, é provável que surjam, no futuro, novas medidas semelhantes, à medida que Bruxelas continua a acompanhar o crescimento deste setor.


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