O documentário “KATSEYE: Wild Hearts” estreia no Disney+ Portugal a 16 de outubro, depois de uma curta passagem pelos cinemas. Antes de mais, vale a pena perceber quem são as KATSEYE e o que aconteceu ao grupo nos últimos meses.
Quem são as KATSEYE?

As KATSEYE são um girl group internacional, formado através do reality show “The Debut: Dream Academy”, fruto de uma parceria entre a editora sul-coreana HYBE e a norte-americana Geffen Records. O concurso tinha 20 candidatas, das quais apenas seis foram escolhidas: Manon Bannerman, Sophia Laforteza, Daniela Avanzini, Lara Raj, Megan Skiendiel e Yoonchae Jeung. Todo o processo foi documentado na docussérie “Pop Star Academy: KATSEYE”, disponível na Netflix Portugal desde agosto de 2024.
O grupo estreou-se em junho de 2024 com o single “Debut”, seguido de “Touch”, que se tornou a primeira música do grupo a ficar viral no TikTok. Pouco depois, em agosto de 2024, lançaram o primeiro EP, “SIS (Soft Is Strong)”. Já em junho de 2025, chegou o segundo EP, “Beautiful Chaos”, precedido por dois singles. “Gnarly” dividiu opiniões, mas tornou-se a primeira entrada do sexteto no Billboard Hot 100. Hoje, considera-se a “música de assinatura” do grupo. Já “Gabriela” destacou-se sobretudo nas rádios e foi nomeado aos Grammys.
Mais recentemente, em agosto de 2026, surgiu o terceiro EP, “Wild”, antecedido por “Pinky Up” e “Animal”. No entanto, “Hootie Frutti” foi um lançamento controverso. Especialmente pelo videoclipe, considerado por alguns demasiado sensual.
Onde e quando ver o filme das KATSEYE?

Portanto, o filme chega ao Disney+ a 16 de outubro, tanto nos Estados Unidos como internacionalmente, estando também disponível no Hulu nos EUA. Esta estreia em streaming surge depois de uma exibição limitada nos cinemas em agosto, pouco antes do lançamento do EP “Wild”.
Qual é a narrativa do filme das KATSEYE?
“Wild Hearts” foi realizado por Nadia Hallgren, a mesma cineasta de “Pop Star Academy”. O documentário mergulha na nova e ousada era do grupo, celebrando os fãs (conhecidos como Eyekons) que ajudaram a torná-la possível. Através de imagens inéditas, vídeos de fãs e entrevistas íntimas, o filme acompanha a evolução das KATSEYE desde a pressão do “Dream Academy” até ao sucesso nas tabelas. Importa referir que Manon surge apenas em filmagens gravadas previamente, mas não participa nas entrevistas feitas propositadamente para o documentário, ao contrário das restantes cinco integrantes. A sua pausa é um dos temas centrais da longa-metragem.
O que aconteceu à Manon e à Sophia?

O percurso do grupo não foi isento de turbulência. Em fevereiro de 2026, a HYBE e a Geffen anunciaram que Manon iria fazer uma pausa temporária por motivos de saúde. A própria publicou depois um comunicado garantindo estar saudável e a cuidar de si própria. Contudo, a situação gerou polémica. O pai de Daniela, Rafael Avanzini, publicou comentários interpretados como críticas à colega da filha, como “cinco também está bem” e “volta quando estiveres pronta para trabalhar”. Muitos fãs associaram o episódio a uma discussão mais ampla sobre racismo na indústria musical, já que Manon é a única integrante negra do grupo. Mais tarde, em abril, Bannerman afirmou estar a ter “conversas positivas” com as empresas e sentir-se apoiada.
Ainda assim, a pausa manteve-se. Manon ficou de fora do EP “Wild” e dos respetivos singles e videoclipes. Até à data, as editoras não deram qualquer atualização sobre um possível regresso. Meses depois, em agosto de 2026, foi Sophia a anunciar a sua própria pausa, também por motivos de saúde mental, ficando posteriormente de fora da etapa europeia da digressão do grupo. Atualmente, as KATSEYE atuam como quarteto: Daniela, Lara, Megan e Yoonchae. É este grupo de quatro que está a percorrer a “Wildworld Tour”.
O que diz a crítica?

Em suma, as opiniões dividem-se. O crítico Todd Inoue, do San Francisco Chronicle, descreveu o filme como um olhar íntimo, mas também como uma história de aviso. Já o In Review Online considerou que as integrantes demonstram pouco interesse pelo processo criativo, recorrendo a termos vagos como “ousado” e “maduro”.

