O Wi-Fi do quarto vive aos soluços, mas na sala está sempre perfeito? A culpa pode ser do sítio onde o router está. Em muitas casas portuguesas, ele acaba no móvel da televisão.
Ou seja, encostado à box e às consolas, por vezes até escondido atrás do próprio ecrã. É prático, fica perto das tomadas e o cabo da fibra já chega lá. Mas é também um dos piores lugares possíveis.
O Wi-Fi viaja através de ondas de rádio, e tudo o que encontra pelo caminho o enfraquece. Uma televisão é uma barreira cheia de componentes eletrónicos e estrutura metálica.
Ao lado dela, a box, as colunas e as consolas emitem sinais que podem interferir com a rede.
Como resolver o problema sem gastar um cêntimo?

Assim sendo, o router deve ficar a pelo menos 30 centímetros de qualquer outro aparelho ou estrutura. Isto vale tanto na horizontal como na vertical. A televisão é dos piores vizinhos possíveis, tal como o micro-ondas e os telefones sem fios.
Depois, escolhe um ponto central e elevado, de preferência perto das divisões onde mais usas a internet. Numa casa com vários pisos, o ideal é o piso intermédio.
O chão é um erro frequente, porque o sinal distribui-se melhor para os lados e para baixo. Paredes grossas, móveis metálicos e até aquários também reduzem o alcance de forma notória.
Se o router estiver a estragar a decoração, não o fechas num armário. Um cesto de vime ou uma caixa de plástico podem escondê-lo sem bloquear o sinal, desde que nunca sejam de metal.
Nem o router mais moderno faz milagres mal posicionado. A MEO, NOS e a Vodafone já têm routers Wi-Fi 7, mas de pouco serve a tecnologia mais recente se o equipamento estiver atrás da televisão. Se, mesmo assim, houver divisões sem sinal, um sistema mesh ou um repetidor podem ser o passo seguinte.


