Michelle Pfeiffer em "Scarface - A Força do Poder", © 1983 Universal
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O mês de novembro acaba de começar e a Netflix, como vem sendo hábito, continua a reformular o seu catálogo. Entre filmes e séries que saem e que entram, qualquer utilizador da plataforma encontra sempre uma oferta diversificada. No entanto, esta constante mutação da plataforma também significa a despedida de grandes filmes e obras-primas da sétima arte. Assim, no próximo dia 2 de novembro, “Scarface – A Força do Poder” abandonará a Netflix. Brian de Palma realizou este clássico do cinema e Oliver Stone foi o argumentista.

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Qual é o enredo de “Scarface – A Força do Poder”?

Al Pacino em "Scarface - A Força do Poder"; © 1983 Universal
Al Pacino em “Scarface – A Força do Poder”; © 1983 Universal

Tony Montana consegue deixar Cuba durante o êxodo do Porto de Mariel em 1980. Tanto ele como o seu amigo Manny estão encarcerados numa prisão da Flórida. No entanto, conseguem sair em liberdade após matarem alguém por contrato. De seguida, começam a trabalhar para o traficante Frank Lopez e Tony tem a ambição de tomar o seu lugar, casando-se com a mulher dele, Elvira. Uma vez que o consegue, sente-se no topo mas as suas ações futuras fazem dele um alvo a abater. 

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Quem compõe o elenco do filme com Al Pacino?

Al Pacino é Tony Montana, naquele que é um dos papéis mais marcantes do ator americano. Michelle Pfeiffer é Elvira e Steven Bauer dá vida a Manny. Ademais, o restante elenco é composto por Robert Loggia, Miriam Colon, F. Murray Abraham, Paul Shenar, Mary Elizabeth Mastrantonio, entre outros.

O que diz a crítica sobre “Scarface – A Força do Poder”?

O filme de Brian de Palma conta com 79% da crítica e 93% do público no Rotten Tomatoes. Todavia, a apreciação feita ao filme quando estreou foi bastante negativa, com a crítica a considerá-lo “excessivamente violento, sádico e visualmente agressivo”. Além disso, o filme também foi acusado de ser “vazio, superficial e de glorificar o estilo de vida criminoso”. No entanto, ao longo dos anos, a obra de Palma viria a ganhar uma nova roupagem: passou a ser encarada como uma crítica mordaz ao Sonho Americano e a realização viria a ser elogiada como nunca antes tinha sido, assim como a performance de Al Pacino.

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A influência de “Scarface – A Força do Poder” na cultura do hip-hop

“Scarface – A Força do Poder” ganhou uma nova vida quando a cultura do hip-hop começou a florescer nos E.U.A nos anos 90, com diversos artistas a olharem para o filme como uma bíblia. A subida a pulso de Tony Montana num “sistema opressor” vindo do nada constituiu uma referência forte para muitos jovens que viviam em comunidades americanas marginalizadas e mergulhados na epidemia do crack. As roupas e jóias de Montana foram referências estéticas em vários videoclipes e artistas como Nas, Jay-Z, The Notourious B.I.G ou o coletivo Wu Tang-Clan têm referências diretas ao filme nas suas letras. A influência de “Scarface – A Força do Poder” estendeu-se igualmente para os jogos, destacando-se GTA Vice City.

Todavia, o exemplo ficcional de Tony também servia para a facção de rappers mais conscientes alertarem os seus ouvintes, isto é, relembrar que a jornada da personagem de Al Pacino tem um final trágico marcado pelo vício, traição, paranoia e ganância.

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