Bad Bunny domina Super Bowl 60 num espectáculo histórico
O intervalo do Super Bowl 60 entrou para a história e Bad Bunny ofuscou o desporto por completo. No Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia, o artista porto-riquenho protagonizou um dos halftime shows mais comentados e impactantes de sempre, juntando música, identidade cultural e intervenção política num palco visto por milhões em todo o mundo. A final da NFL, disputada entre os Seattle Seahawks e os New England Patriots, ficou assim marcada não apenas pelo desporto, mas também por uma forte afirmação artística num momento político sensível.
Desde o início, Bad Bunny deixou claro que o espectáculo seria mais do que entretenimento. Um cenário inesperado de erva alta surgiu no relvado, evocando paisagens caribenhas, enquanto uma banda de metais ao vivo e uma coreografia massiva deram corpo a uma atuação vibrante. Dias antes, o artista prometera “uma grande festa” numa entrevista à Apple Music.
Quem cantou ao lado de Bad Bunny?
Ao longo de cerca de 15 minutos, Bad Bunny percorreu alguns dos maiores êxitos da sua carreira, incluindo “Tití Me Preguntó”, “Yo Perreo Sola”, “Safaera”, “El Apagón” e “Monaco”, esta última acompanhada por violinos num dos momentos mais marcantes da noite.
A celebração ganhou ainda mais força com a presença de Lady Gaga e Ricky Martin. Gaga subiu ao palco para interpretar “Die With a Smile”, surpreendendo ao cantar e dançar salsa, enquanto Ricky Martin ampliou a homenagem à cultura latina ao interpretar “Lo Que Le Pasó a Hawaii” ao lado de Bad Bunny.
Além disso, figuras como Cardi B, Karol G, Jessica Alba e Pedro Pascal marcaram presença no cenário, que fazia referência directa a Porto Rico e ao álbum “Debí Tirar Más Fotos”, lançado recentemente.
Quais foram as mensagens deixadas pelo artista?
Mais do que um concerto, o halftime show assumiu um tom claramente político. Bad Bunny integrou no espectáculo críticas às políticas de imigração dos Estados Unidos e mensagens de inclusão e solidariedade. Um dos momentos mais simbólicos ocorreu quando o artista entregou um Grammy a uma criança. Segundo a revista Variety, representa Liam Ramos, detido pelo ICE aos cinco anos, em janeiro, em Minneapolis.
Nos ecrãs do estádio surgiu a frase “A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor”, enquanto, no final, Bad Bunny ergueu uma bola com a inscrição “Juntos somos a América”. Rodeado por bandeiras, enumerou os países do continente americano, sublinhando uma mensagem de união e diversidade.
América ficou dividida
Apesar do aplauso generalizado do público e da crítica, a atuação não foi consensual. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu negativamente através da rede social Truth, classificando o espectáculo como “absolutamente terrível” e “uma afronta à grandeza da América”. Além disso Trump criticou ainda a língua espanhola e a coreografia, comentários que reacenderam o debate sobre identidade cultural e representação nos grandes eventos norte-americanos.
Bad Bunny vem a Portugal este ano
Em Portugal, o Super Bowl 60 e o Apple Music Halftime Show foram transmitidos em directo pela DAZN Portugal. A atuação ficará também disponível no YouTube oficial da NFL.
Assim sendo, Bad Bunny segue agora para a “Debí Tirar Más Fotos World Tour”. A digressão passa por Portugal nos dias 26 e 27 de maio. O artista tem dois concertos esgotados no Estádio da Luz, confirmando o impacto global do artista porto-riquenho.

