10 Coisas que (possivelmente) não sabias sobre Seven

 

Seven, o clássico contemporâneo de culto de David Fincher, faz 20 anos e para celebrar revisitamos alguns dos seus factos mais curiosos.

 

Depois de os anos 70 e 80 terem sido prolíferos em termos de serial-killers de grande porte e poucas falas, os anos 90 introduziram a “moda” dos assassinos de QI elevado. Depois de Hannibal Lecter de O Silêncio dos Inocentes foi a vez de John Doe revirar os nossos cérebros em Seven – Sete Pecados Mortais.

 

1. Da mente de um trabalhador deprimido

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Andrew Kevin Walker escreveu o argumento (que foi o seu primeiro!) enquanto vivia em Nova Iorque e trabalhava como caixeiro-viajante da Tower Records. Foram esses anos de vida em profundo desconforto e desânimo que inspiraram o setting e tom negros do filme.

 

2. Antes de Fincher…

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Guillermo del Toro recusou a oportunidade de realizar “Seven” porque se considera um romântico e não conseguia rever-se na visão negra do argumento. A cadeira de realização foi também oferecida a David Cronenberg, que recusou o convite.

 

3. Mills e Somerset poderiam ter sido diferentes

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Todavia, “Seven” podia ter sido um filme bem diferente, mesmo garantindo David Fincher na realização. Morgan Freemon não foi a primeira escolha para interpretar William Somerset – William Hurt foi a primeira ideia do argumentista e Al Pacino foi avidamente perseguido pelo estúdio para preencher o papel (mas já estava comprometido com o filme “A Sombra da Corrupção”. Por outro lado, antes de Brad Pitt subir a bordo como David Mills, Denzel Washington e Sylvester Stallone já tinham sido abordados e recusaram o trabalho.

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4. Créditos de uma mente brilhante

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Originalmente, Fincher pensou em iniciar o filme com créditos com imagens do Detetive Somerset numa viagem, no entanto, quando teve de fazer um visionamento antecipado, precisou de “encher” a sequência. Foi nessa altura que falou com o designer gráfico Kyle Cooper, que criou a abertura negra e cinética de “Seven” com uma montagem dos cadernos de John Doe, imagens chocantes e uma música de Nine Inch Nails – o seu trabalho foi considerado por muitos críticos como revolucionário para o cinema.

 

5. O segredo de John Doe

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Quando Fincher contratou Kevin Spacey para dar corpo ao assassino John Doe, o ator sentiu que seria mais interessante manter a sua participação em segredo. Apesar de, uma vez mais, o estúdio não gostar da ideia, acabou por concordar, e Spacey não apareceu em qualquer peça de marketing ou promoção e não teve o nome revelado nos créditos iniciais do filme.

 

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6. Diários reais

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Os livros John Doe sobre os seus pensamentos e perceções sobre a humanidade eram manuscritos. Todos eles foram escritos, na realidade, para o filme. Custaram 15.000 dólares e demoraram dois meses a completar.

 

7. Cabeça imaginária

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Tal como aconteceu na lendária cena do duche de “Psycho”, as audiências de “Seven” acreditam ter visto mais do que na realidade viram. Foram registadas várias ocorrências de espectadores que acreditam ter visto a cabeça de Gwyneth Paltrow no icónico clímax do filme… mas ela nunca apareceu.

 

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8. Lesão real

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Lembram-se da altura em que o Detetive Mills utiliza gesso num braço? Nas filmagens da cena em que persegue John Doe à chuva, Brad Pitt caiu e embateu violentamente com o braço num para-brisas – chegando mesmo a necessitar de cirurgia. O acidente foi posteriormente incorporado no filme.

 

9. What’s in the box?

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É a cena mais icónica de “Seven”, mas quase ficou fora do filme. Depois de ver o rascunho original do argumento, o estúdio argumentou que devia procurar-se um final feliz, onde Mills salvaria a mulher de John Doe. Observando a resistência de todos, a New Line Cinema ainda sugeriu atentuar o final, substituindo a cabeça de Tracy pela cabeça de um dos cães do detetive. No entanto, e desejoso de escapar a outra produção infernal regida pelos desejos de um estúdio (como acontecera em Alien 3), Fincher reuniu o apoio de Freeman e Pitt (que incluiu mesmo no contrato que só faria o filme com aquele final) e conseguiu, finalmente manter o final que queria e que só conheceu por acaso: quando o estúdio lhe enviou o argumento, enviou por engano o primeiro rascunho, e não aquele com o final feliz.

 

10. Como assim, uma sequela?

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Depois do enorme sucesso do filme no mercado doméstico e internacional, o estúdio quis, logicamente, uma sequela. Segundo os rumores, esta seguiria a vida do detetive Somerset enquanto Mills estava a recuperar dos acontecimentos de Seven num hospital psiquiátrico. Quando questionado sobre a potencial sequela, Fincher disse estar “menos interessado nisso do que ter pessoas a enfiarem-me cigarros nos olhos”.

 

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