Comic Con Portugal | Entrevistas aos atores de dobragens de Big Hero 6

“Big Hero 6” esteve presente na Comic Con Portugal, onde três atores das dobragens portuguesas, juntamente com Mário Augusto, apresentaram imagens exclusivas do filme, que estreia dia 18 de dezembro em Portugal. A Magazine.HD esteve à conversa com Peter Michael, Afonso Lagarto e Sabri Lucas.

A Disney fez-se representar no Auditório A da Comic Con Portugal, este domingo, através da sua grande aposta para este Natal: “Big Hero 6 – Os Novos Heróis”. O filme, produzido em parceria com a Marvel, conquistou o auditório que se mostrou sempre muito interessado sobre a história do filme, sobre o adorável personagem principal – Baymax – e, fundamentalmente, sobre difícil processo de dobragem.

Foram exibidos trechos exclusivos do filme onde se pôde ver uma grande paleta de cores unidas em grandiosas cenas de ação e onde o público se conseguiu deliciar com a apresentação do peculiar Baymax, o protagonista de “Big Hero 6”.

No painel moderado por Mário Augusto estiveram presentes três atores do elenco de dobragens: Peter Michael (Baymax), Afonso Lagarto (Fred) e Sabri Lucas (Wasabi). A Magazine.HD esteve à conversa com os três no final do painel – culminado com uma enorme ‘caça ao tesouro’ de prémios Disney que foram entregues a três sortudos que se encontravam na audiência.

ENTREVISTAS

Baymax é um cuidador. É para isso que foi desenhado. A função deste robô grande e insuflável é, tecnicamente, ser companheiro e cuidador pessoal: com um simples scan, Baymax consegue detetar sinais vitais e, de acordo com o nível de dor de cada paciente, pode tratar de praticamente qualquer doença. Pensado por Tadashi Hamada, Baymax pode revolucionar a indústria da saúde. Mas, para o irmão mais novo do inventor, Hiro, o robô carinhoso e inocente acaba por se tornar em algo mais: num herói e muito possivelmente no melhor amigo de Hiro.

Baymax tem voz de Peter Michael, o experiente ator de dobragens que fez, entre outras vozes, as de Sid em “Idade do Gelo” ou Kuzco em “Pacha eo Imperador”.

Peter Michael

Magazine.HD: Já sei que ainda não teve a oportunidade de ver o filme… mas quais são as suas expectativas?

Peter Michael: Não vi o filme.. As expectativas são altas… o filme pareceu-me um dos mais apelativos da Disney que eu fiz. Já o “Frozen” tinha sido agradavelmente surpreendido com tudo o que envolvia as cenas com gelo porque o gelo estava muito bem retratado, e achei muito curioso centrar-se no amor entre duas irmãs. Aqui acho que o filme tem uma leveza e umas cores muitos apelativas, e gostei muito da minha personagem.

MHD: O Baymax é um personagem diferente do habitual [não tem boca], mas também é muito carismático…

PM: Sim, é mais uma personagem daquelas…

MHD: Que desafios encontrou para dobrar este personagem?

PM: Para mim foi fazer uma coisa calma porque às vezes é mais difícil fazer personagens mais histeriónicas ou mais eléctricas que oscilam muito entre graves e agudos, e esta é muito neutra. Sem humanizar muito o personagem, porque é um robô, ao mesmo tempo também não poderia ser muito robótico porque era um robô ‘fofinho’. Já fiz outros robôs, mas um robô ‘fofinho’ nunca me tinha calhado, este foi especial.

MHD: Uma vez que o filme nasce de uma parceria entre a Disney e a Marvel, acha que pode estar aqui uma nova ‘galinha dos ovos de ouro’ para a Disney? Por exemplo, a Disney Store neste momento  é um mundo de brinquedos de “Big Hero 6″…

PM: Sim, deve ser uma loucura. Acho que eles fazem muito bem em fundirem-se. Eu sempre fui muito apreciador da Marvel, fiz muitos filmes para a Marvel. E esta fusão com a Disney acho que é boa porque ainda por cima não se estraga o imaginário nem de uma nem da outra e tem tudo para funcionar bem.

MHD: O Mário Augusto, no Auditório [onde decorreu o painel de “Big Hero 6”] falou um pouco sobre a evolução das dobragens portuguesas porque hoje em dia o processo é bastante diferente de antigamente. No entanto, há sempre muita gente reticente em ver a versão dobrada…

PM: Nós temos sempre aquela coisa de termos sido habituados a ouvir as vozes originais dos atores. Eu acho muito bem que existam as duas coisas: a possibilidade de ver as coisas dobradas e legendadas.  No caso dos desenhos animados, acho imprescindível que haja também sempre uma versão dobrada e que se continue a pautar com qualidade, sobretudo nestes filmes… porque uma pessoa esquece-se que mesmo em relação aos outros produtos, como os DVDs, se houver essa possibilidade, ajudará também às pessoas que não vêem.  Eu tenho um grande amigo de infância cujos pais são cegos – o pai já  faleceu -, foram sempre cegos e houve um dia que a mãe me mandou os parabéns porque me ouvia nas coisas que eu dobrava. Há pessoas que se esquecem que não é propriamente um ‘Ah, eu não gosto nada de dobragens’ , não é isso… desde que haja as duas coisas. Também não sou a favor de de repente se dobrar tudo, eu gosto de ouvir as vozes originais dos atores. Agora também gosto de saber que posso optar por uma coisa ou outra. E nos desenhos animados acho que fazemos um trabalho tão bom que muitas vezes eu prefiro ouvir as nossas versões dobradas do que as originais, mas há alguns filmes em que faço questão de ver as duas.

MHD: Há algumas críticas apontadas por parte das pessoas que não querem ouvir a versão dobrada que se baseiam no facto de a  versão portuguesa tentar infantilizar os diálogos para apelar a uma faixa etária mais baixa. Sente essa necessidade?

PM: Não… eu sinto que isso às vezes acontece nos produtos que não são feitos nos melhores estúdios nem com os melhores atores para fazer isso. Não se pode por tudo no mesmo pacote, concordo com algumas opções de alguns estúdios isso possa acontecer. A voz tem de se adequar principalmente ao boneco… a minha personagem teve como modelo a versão americana mas depois tive também de fazer umas comparações com a versão espanhola. A versão espanhola é diferente da versão americana. A nossa é quase um meio termo, porque tem também a ver com a nossa sociedade… é quase como os sabores dos iogurtes, aqui uma pessoa tem o sabor a morango desde sempre,0 de tutti-frutti e o natural…hoje em dia já temos uma grande quantidade de sabores.

MHD: O “Big Hero 6” é a grande aposta da Disney para este Natal,  Quais é que são os ingredientes que acha que este filme tem para agradar tanto às crianças como os adultos neste época natalícia?

PM: O que eu já percebi é que tem ação sem ser um filme de ação, tem maus e bons sem o mau ser extremamente mau quanto parece nem os bons serem ‘santinhos’, tem uma variedade de personagens engraçada, é muito citadino, muito urbano… e foca-se mais uma vez numa relação de amizade, desta vez um grupo de amigos ao qual acresce um outro que foi construído pelo irmão do Hiro, o Baymax. Agora estou a olhar para ele [olha para o Baymax gigante que se encontra no expositor da Disney] e cada o vez o acho mais ‘fofinho’.

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MHD: Dá vontade de levar para casa…

PM: É, havemos de o levar para casa, gostava de ter um destes na sala.

MHD: Em relação à Comic Con, já teve a oportunidade de visitar o espaço?

PM: Andei pouco aqui à volta mas já vi que isto é muito grande e tem imensa adesão por parte do pessoal e acho muito bem…

MHD: E em que medida é que a inserção de “Big Hero 6” num painel pode ajudar a captar mais audiência?

PM: Eu por acaso não sou uma pessoa que se preocupe muito com as audiências, mas acho que vai ser bom com certeza. Porque há que fazer publicidade às coisas que uma pessoa faz e é muito engraçado vires aqui e de repente perceberes que as pessoas vêm até a ti a dar-te os parabéns e a dizer que são nossas fãs e por acaso até fico um bocadinho surpreendido. Já trabalho há muitos anos, já fiz muita coisa… teatro faço muito. É quando encontras um fã de teatro, eu lembro-me de há uns tempos ia fazer um espetáculo em Braga e houve uma miúda que veio atrás de mim e eu pensei que ela tinha reconhecido ou a voz ou de alguma coisa que eu tenha feito na televisão, e não, ela era minha fã de teatro.

MHD: Para finalizar: se tivesse a oportunidade de escolher um grande nome internacional para vir a uma edição da Comic Con no próximo ano, quem é gostaria de ver num painel?

PM: Eu escolhia o casalinho Brad Pitt e Angelina Jolie que gostava de conhecer pessoalmente. Mas também o Edward Nortan, a Meryl Streep,… Assim do imaginário das séries, havia uma série que eu gostava muito que acabou de uma maneira uma bocado disparatada que era os “Heroes”. Gostei imenso da primeira temporada, a segunda já foi assim-assim, e depois aquilo coincidiu com a greve dos argumentistas lá na América e acabaram com a série… essa era uma série que dava uma grande audiência se fosse retomada. Também poderia ser o elenco de “Era Uma Vez”, que eu também costumo ver,  e as personagens encaixam bem neste evento. Ah, outro nome que não tem muito a ver, mas eu adorava conhecer a Jessica Lange de “American Horror Story”, sou completamente fã

Fred parece ser um rapaz descontraído sem rumo definido. Mas este amante de monstros e aficionado de banda desenhada vai longe e está preparado. Por exemplo, Fred não hesita em juntar-se aos Novos Heróis e tem muitas ideias para as habilidades do seu super-herói. O seu alter-ego feroz e cuspidor de fogo tem garras, comunicações integradas e um super salto.

Afonso Lagarto estreia-se nas dobragens para Cinema com este seu Fred.

Afonso LagartoMagazine.HD: Já teve a oportunidade de ver o filme completo?

Afonso Lagarto: Não vimos o filme completo, só vimos aquilo que mostramos aqui no painel, os trailers e vimos o que gravámos.

MHD: Com que impressão é que ficou do filme no geral? Que expectativas é que tem?

AL: As melhores, as maiores expectativas. Eu acho que este filme vai ser um grande sucesso. Foi o meu primeiro projeto a dobrar um filme e estou muito contente por ser um filme com esta qualidade tecnológica… eu não tinha noção que isto estava tão avançado assim. Eu tenho seguido os filmes da Disney e este surpreendeu-me bastante, acho que tem um nível de tecnologia de animação com coisas que nunca foram usadas antes, o que é muito entusiasmante. Acho que o filme depois tem também uma história envolvente, contempla muitas coisas, ou seja tem uma componente emocional muito forte, tem uma parte de ação fortíssima, tem uma parte cómica incrível e o meu personagem contribui em larga escala para isso, o Fred. Por isso acho o filme muito completo que vai ser um grande sucesso agora no Natal, ainda por cima, é perfeito.

MHD: A sua personagem é um fanático pelos comic books. Partilha desse fanatismo do personagem?

AL: Partilho, partilho, não pelas bandas desenhadas, eu nunca li muita banda desenhada da Marvel, o meu irmão era mais colado nisso. Mas eu gosto muito de filmes de animação, adoro monstros… portanto eu consigo rever-me um pouco no Fred e acho que muita muita gente, principalmente gente que está aqui neste convenção, vai rever-se na personagem do Fred. O Fred é o maior fanático do mundo por banda desenhada e, se pudesse, a profissão dele era ler banda desenhada todo o dia, é entusiasta… lê aquilo como se fosse a coisa mais importante do mundo porque, de repente, vê-se no meio de um grupo de heróis e tem a oportunidade de vestir um fato de super-herói e salvar o mundo. Para ele, isso era o melhor que lhe podia ter acontecido, ele viver uma história de BD.

MHD: Em que medida é que a Comic Con Portugal pode ajudar a promover o “Big Hero 6”?

AL: Da melhor forma possível. É a primeira vez que venho a um evento como este, também é a primeira edição em Portugal…acho muito importante que este tipo de eventos aconteçam em Portugal e ainda mais no Porto porque acho que é uma cidade totalmente indicada para isto… existe cá o Fantasporto que é um evento que cá trás muitas pessoas, sendo que Harry Potter foi escrito baseado em muitas das ruas do Porto, portanto é uma cidade que tem uma mística enorme em relação a isso. Acho que a Comic Con é um evento extraordinário, desde os jogos de cartas [olha ao longe e vê diversas pessoas nas mesas de jogos de cartas] onde as pessoas estão todo o dia inteiro a jogar Pokémon, até aos jogos de computador e consola. Como é óbvio, para o “Big Hero 6” é o sítio perfeito para apresentar um filme destes.

MHD: Já vi que gostou muito do peluche do Baymax [o ator não o largou durante o painel], eu também já fui à Disney Store e já me deliciei com o merchandise, Uma vez que há uma parceria com a Marvel, o merchandising pode ser potenciado ainda mais do que os filmes recentes da Disney, que por si só já são grandes sucessos?  

AL: Sim, eles deram-me o boneco do Baymax por causa da dobragem, eu fiquei deliciado. Levei o boneco para o palco e estava toda a gente cheia de inveja! Pediram-me para atirar o boneco, para oferecer o boneco… se calhar ainda vou leiloá-lo. Estou a brincar, vou guardá-lo e acho-o muito engraçado… gostava muito de ter um do meu personagem. Mas acho que sim, pode ser potenciado porque junta as duas grandes produtoras num mercado muito grande para o merchandising, É uma forma de a Disney promover o filme e de fazer algum lucro com a venda dos bonecos.

MHD: Que opinião tem em relação à dificuldade de algumas pessoas em verem a versão dobrada de um filme de animação? 

AL: Confesso que normalmente gosto de ver a versão original. Não é uma questão de preferência entre uma ou outra, eu vou explicar-te porquê. Normalmente, primeiro são feitas as vozes de um filme e só depois é que são feitos os bonecos. E se reparares, os personagens de, por exemplo, o Shrek (apesar de ser um filme da concorrência), as bocas é que se adaptam às vozes e não o contrário, e isso é bastante diferente, ou seja, eles dobram primeiro o filme. Têm um guião e gravam só através de um esboços das cenas que ainda não estão animadas, criam a personagem a partir da voz. Depois os animadores dão corpo ao personagem, quer dizer que o personagem fica adequado à voz e expressão do ator. Cá, nós vamos estar sempre colados ao original portanto vamos estar sempre a fazer um pouco do trabalho que eles fizeram lá e a tentar encaixar a nossa voz na boca de um personagem que foi desenhado através de outro ator. Mas é importante haver a versão dobrada para quem não sabe ler legendas, para que o real público da Disney – as crianças – possam ter a oportunidade de ver o filme e perceberem o que se passa. Há público para as duas versões. E a versão dobrada tem vindo a melhorar, sem dúvida, ao longo dos tempos.

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MHD: Relativamente ao evento, o que achou daquilo que viu?

AL: Adorei os zombies que andam aí a passear. Estão muito bem caracterizados e fazem o seu papel de uma maneira incrível e assustam as pessoas. Acho incrível que haja público para este tipo de eventos, acho mesmo que as pessoas vivem isto com uma verdade enorme e se vestem e mascaram para virem para aqui, compram espadas, os sabres de luz e os capacetes dos Stormtroopers, acho incrível todo este mundo! Acho mesmo importante que haja um evento para os amantes disto e não só, para pessoas como eu que não são assim tão fanáticas mas que me divirto imenso a passear um dia aqui. Há espaço para tudo, há uma zona só para jogos de computador, outra só para merchandising onde vendem todo o tipo de produtos relacionados com todo o tipo de séries e todo o tipo de conteúdos. Há a parte do Hall of Fame onde estão atores tão importantes de séries americanas que vieram de propósito para a Comic Con Portugal, ou seja, é uma coisa que atrai muita gente do mundo inteiro e que potencia imenso a cidade do Porto e Portugal.

MHD: Para terminar, a edição de 2015 está confirmada para o Porto. Se pudesse trazer aqui uma estrela internacional do Cinema, Séries, BD ou Jogos, quem é que queria ver aqui?

AL: Os gajos de Breaking Bad! Porque é uma série incrível, se calhar não se adequa muito a este universo do Comic Con. Se eles viessem eu estava cá de certeza. “American Horror Story” também é uma série que tenho seguido… eu sou mais de filmes, confesso.

MHD: Mas também podem vir estrelas de Cinema…

AL: Então tragam cá o John Malkovich que já é uma presença bem assídua em Portugal. Podia aproveitar uma das suas viagens para vir cá. E Jack Nicholson, que se vai reformar… podia vir cá partilhar umas ideias connosco. Eu sou ator e então todos eles, se puderem vir, são mais do que bem-vindos.

 

Wasabi tem um compromisso com a precisão. Ele é super inteligente com apenas um toque de neurótico, mas o grande e corpulento rapaz obcecado pela organização não consegue deixar de se juntar aos Novos Heróis quando Hiro mais precisa. Enquanto membro dos Novos Heróis, Wasabi amplia as suas habilidades com as artes marciais a partir do seu armamento espetacular de lâminas de plasma. Astuto não chega para descrever este rapaz.

Wasabi é também um personagem que marca a estreia do ator Sabri Lucas nas dobragens de filme de animação.Sabri Lucas

Magazine.HD: Depois do que se passou no painel de “Big Hero 6”, que expectativas tem para o filme e para o sucesso que ele possa ser? O que é que as crianças podem esperar?

Sabri Lucas:  Depois de ter visto isto aqui, o filme tem tudo para ser um sucesso… e não só para as crianças. As crianças vão divertir-se imenso mas sobretudo os pais também se divertirão porque o filme é para esta gente toda. Para a gente que vem para aqui e joga, que coleciona estas coisas, que pensa na tecnologia, na animação.

MHD: A evolução do processo de dobragem tem sido constante. Sente, no entanto, que há dobragens excessivamente infantis?

SL: Não, nada. Eu tenho dois filhos, o meu filho mais novo tem 2 anos e a minha filha tem 3 e devo dizer-te: tu tens na Meo o Video-On-Demand em que escolhes no Meo Kids os filmes que queres ver. A primeira coisa que tens é um painel com a versão portuguesa e a original. Eu comparo as duas, e a versão portuguesa é muito mais interessante, não é nada infantil e é muito melhor que a versão americana em tudo: nas vozes, porque colam muito melhor com os bonecos, são muito mais verdadeiras, muito mais emocionantes do que as americanas.

MHD: Já teve a oportunidade de visitar a Comic Con?

SL: Estou a andar, estou a andar… Estou super surpreso. Não gosto nada de major events e acho que isto é brutal. Isto tem um fascínio inerente a cada pessoa que aqui está, é uma cena inacreditável.

MHD: E qual é a importância da inserção de Big Hero 6 neste evento?

SL: Uma vez que é uma feira, para todas as idades, eu acho que o “Big Hero 6” tem toda a coerência em estar aqui porque é um filme que se adequa a este tipo de público. Repara: tens aqui pessoas que não são só miúdos de 10 anos. Temos aqui pessoas de 30, 40 anos que se dedicam a isto e é mágico.

MHD: O que é que nos pode contar sobre Wasabi, o seu personagem?

SL: Posso dizer que é um cientista , é um gajo um bocado neurótico, que cumpre as regras todas, amigo dos amigos e muito forte!

MHD: Vamos à pergunta habitual para terminar a entrevista: se pudesse escolher um grande nome internacional para estar aqui no próximo ano, quem escolheria?

SL: O David Fincher a representar a série “House of Cards” que é uma série que eu gosto bastante e que acho que era brutal colocar aqui o cadeirão com o Kevin Spacey em alusão ao Abraham Lincoln.

O FILME

“Big Hero 6” centra-se no prodígio da robótica Hiro Hamada e no seu companheiro robótico BayMax, uma dupla que, ao descobrir um plano maléfico para destruir a cidade futurista de Fransokyo, se une a um grupo de coloridos super-heróis para combater o mal.

É a primeira longa-metragem de animação da Marvel – baseada na comic de Steven T. Seagle e Duncan Rouleau – a ser lançada nos cinemas via Walt Disney Animation Studios, com realização de Don Hall (Winnie the Pooh) e Chris Williams (Bolt), e com Roy Conli (Entrelaçados) como produtor.

 

Daniel E.S.Rodrigues

Sonho como se estivesse num filme de Wes Anderson, mas na verdade vivo no universo neurótico de Woody Allen. Sou obcecado pela temporada de prémios, e gostaria de ter seguido a carreira de cartomante para poder acertar em todas as previsões dos Óscares, Globos de Ouro (da SIC), Razzies, Troféus TV7 Dias e Corpo do Ano Men's Health. Mas, nesse universo neurótico e imperfeito em que me insiro, acabei por me tornar engenheiro. Sigam-me no Instagram para mais bitaites sobre Cinema, Música, Fotografia e outras coisas desinteressantes.

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