Crédito editorial: Maryia_k/ Shutterstock.com (ID: 2144576139)

Depressão Kristin: continuam os problemas nas redes móveis e fixas

Depois da depressão Kristin, continuam os fortes constrangimentos nas telecomunicações em Portugal, sobretudo na zona centro do país, onde os danos em infraestruturas e os cortes prolongados de energia estão a atrasar a reposição total dos serviços. Apesar de MEO, NOS, Vodafone e NOWO terem equipas no terreno desde as primeiras horas, a normalização pode ainda demorar vários dias.

Lê Também:
IKEA tem a melhor coluna do mercado a um super preço

Quais são os maiores probelmas para resolver?

De acordo com fontes do setor, a tempestade causou danos significativos em antenas, cabos de fibra ótica e equipamentos de suporte, muitos deles localizados em áreas de difícil acesso. Ou seja, uma realidade que está a condicionar os trabalhos de reparação, sobretudo num contexto em que o mau tempo deverá prolongar-se, dificultando intervenções técnicas durante a noite.

Pub

Além disso, os operadores admitem não conseguir, para já, avançar com prazos concretos para a normalização total das telecomunicações, assumindo que o processo será gradual e dependente da evolução das condições meteorológicas.

Cortes de energia agravam falhas nas redes móveis e fixas

Um dos principais fatores a afetar o funcionamento das redes é a interrupção do fornecimento de energia elétrica. As antenas de telecomunicações dependem de eletricidade, baterias ou geradores. No entanto, tanto as baterias como os geradores têm autonomia limitada, o que torna o serviço altamente vulnerável a falhas prolongadas de energia.

Tal como já tinha acontecido em episódios anteriores de apagões,a dependência energética está a provocar quedas intermitentes nas redes móveis e fixas.

Mais de 300 mil pessoas afetadas em vários distritos

Ao início da tarde de quarta-feira, dados divulgados pela NOS indicavam que mais de 300 mil clientes estavam afetados por falhas nos serviços de telecomunicações. As regiões com maior impacto incluíam Coimbra, Castelo Branco, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal e Viseu.

Pub

Com o avançar do dia, o distrito de Leiria destacou-se como o mais afetado. A gravidade da situação levou o presidente da Câmara Municipal de Leiria a solicitar a declaração de estado de calamidade.

O que estão a fazer as operadoras?

Perante a dimensão dos danos, as operadoras reforçaram os meios técnicos e humanos. A NOS confirmou que mantém equipas no terreno a monitorizar cada ocorrência e a intervir assim que as condições o permitem, sublinhando que o acesso às vias rodoviárias e a reposição da energia são fatores determinantes para acelerar os trabalhos.

Pub

A MEO, por sua vez, revelou ter mais de 1500 técnicos no terreno. Além de equipas dedicadas à coordenação com a Proteção Civil, municípios e Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). A operadora do Grupo Altice reconheceu uma afetação generalizada de todos os serviços, com especial incidência na rede móvel, devido à destruição de infraestruturas e às falhas de energia. As zonas mais críticas incluem Leiria, Santarém, Pombal e Coimbra.

Lê Também:
LEGO acaba de lançar o set perfeito para os gamers a um preço muito baixo

Também a Vodafone confirmou danos relevantes nas redes móvel e fixa, incluindo múltiplos cortes de fibra ótica, agravados por interrupções prolongadas no fornecimento elétrico. Segundo a operadora, os impactos são mais evidentes na zona centro, tanto no litoral como no interior, tendo sido ativados de imediato os mecanismos de continuidade de operação.

Pub

Quanto tempo vai demorar a resolver?

Apesar do esforço das operadoras e da mobilização de milhares de técnicos, a reposição total dos serviços não será imediata. Enquanto o mau tempo persistir, a prioridade mantém-se na segurança das equipas e na recuperação progressiva das comunicações.


About The Author


Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *