Dragon Age Inquisition (PS4) | Análise

 

 dragon age inquisition  

  • Editora: Electronic Arts
  • Produtora: Bioware
  • Plataformas: PS4, PS3, Xbox One, Xbox 360, PC

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No meu caso foram precisas quase 90 horas de jogo para acabar a história de Dragon Age Inquisition, e o que espanta é a clara noção de que tanto ficou por explorar, descobrir e evoluir. Existem tantas personagens que ainda não conheço, locais que não vi, diálogos que não tive, conhecimentos que não adquiri… 90 horas de jogo e ainda estou longe do nível máximo a que posso levar a minha personagem. Dragon Age Inquisition é muito grande!

Começamos por personalizar a nossa personagem. O modo de criação é de tal forma massivo que se perderem tempo, conseguem criar um personagem muito parecido com vocês. A escolha é vasta e certamente acabarão o processo muito satisfeitos com a vossa personagem, caso decidam perder algum tempo.

O enredo leva-nos a sermos um inquisidor. Termos uma posição de liderança estranha-se no início, pois as nossas decisões terão um impacto quase imediato desde o início do jogo. Dragon Age sempre nos habituou a termos o destino do jogo nas nossas decisões, mas agora sentimos mais influência. Iremos decidir quem vive, quem morre, quem são os aliados, quem são os inimigos, e guerras serão travadas pelas nossas escolhas, porque não iremos agradar a todos. Por vezes iremos sentir que fizemos a escolha certa, outras vezes iremos perceber que errámos.

Um dos aspetos mais interessantes, e que Dragon Age Inquisition consegue melhor do que a maioria, é a forma como a nossa personagem evolui consoante as nossas decisões. No início tal não se percebe de forma óbvia, mas quando chegarmos perto do final teremos a noção que as nossas escolhas não tiveram influência apenas no enredo, mas também na nossa personagem. Com várias personagens que regressam dos jogos anteriores, como Leliana, o conjunto de personagens deste jogo, para além de gigante e variado, é consistente e de grande qualidade. São interessantes, dão conteúdo ao enredo e não estão presentes simplesmente para fazerem número. A sensação final, após 90 horas de jogo, é que estive num mundo que é realmente habitado, que estas personagens vivem lá, e assim este mundo respira qualidade.

A este aspeto juntam-se as muitas horas de diálogos. Sim, iremos passar muitas horas a falar, e garanto-vos que nunca será um sacrifício. As falas estão muito bem feitas, existe inteligência e é pelos diálogos que ganharemos o conhecimento necessário para evoluir mas, principalmente, para conseguir decidir melhor no futuro. Tudo faz sentido! Falando ainda do enredo, e sem querer estragar surpresas, Dragon Age Inquisition tem como base uma boa intriga política e uma sociedade coerente e sólida. Todavia, o enredo não consegue alcançar os momentos épicos do primeiro jogo da série. A sensação que fica no fim é que Dragon Age Inquisition fica muito perto da genialidade, mas que faltou aquele momento que nos marca para sempre.

dragon age inquisition

Com uma boa banda sonora e um grande trabalho de vozes, Dragon Age Inquisiton espanta pelo seu mundo. Graficamente é fantástico, com uma sensação de imensidão a cada cenário que descobrimos. Ao contrário de outros jogos, este não é um apenas um gigante cenário pelo qual viajamos. Dragon Age Inquisition oferece um mapa com várias localizações pelas quais iremos saltando. Oferecendo esta possibilidade, iremos visitar locais longínquos, oferecendo a possibilidade de vermos cenários muito diversificados. A beleza dos cenários é incrível e qualquer jogador terá, várias vezes, a tendência de parar e admirar o que nos rodeia, quer seja um deserto, cascatas, mares, florestas, etc… Também as personagens estão bem desenhadas, tal como os seus movimentos e forma como interagem com os cenários. A isto juntam-se bons efeitos de luz e sombras, uma flora e fauna muito interessantes em cada localização e, claro, um excelente ritmo durante as batalhas.

dragon age inquisition_

Durante as muitas lutas que iremos enfrentar notamos que o sistema de combate não sofreu grande evolução. A Bioware oferece-nos praticamente o mesmo que nos anteriores jogos, em que está tudo mais refinado mas não existe um salto evolutivo. Nas alterações mais óbvias temos a falta de magias de cura e a enorme importância que as poções ganham nesse tema. A maior diferença está na fluidez dos combates, sem quebras, mais intuitivos e intensos, muito graças ao poder das novas consolas. É notório que a Bioware quis oferecer em Dragon Age Inquisition uma jogabilidade simples e intuitiva, capaz de não nos obrigar apenas a pensar, mas também a reagir por instinto.

Infelizmente o jogo peca por não necessitar de muita estratégia na grande maioria dos combates. A menos que estejam perante um boss ou um dragão, a grande maioria dos combates não nos obrigam a uma adaptação e acabarão por usar sempre a mesma estratégia, o que retira algum prazer à jogabilidade.

Existe muito para se ler, muito para evoluir, muitas armas para encontrar. Dragon Age Inquisition é mesmo muito grande e os pequenos bugs gráficos que irão encontrar são insignificantes num jogo tão massivo. É deveras impressionante o simples facto de que nunca nos sentimos perdidos neste gigante mundo. Existe sempre algo para fazer e nunca é penoso andar de um lado para o outro. É agradável e entusiasmante percorrer novos caminhos e descobrir novas personagens que, provavelmente, terão algo para nos ensinar.

dragon age

Após acabar esta análise, regressarei a Dragon Age Inquisition para muitas mais horas de jogo. Falta-me descobrir muita coisa, matar vários dragões e tomar mais decisões. Este é, sem dúvida, um dos jogos do ano. Se será o melhor de 2014, já não falta muito para se saber, mas que é um forte candidato, lá isso é! Tem falhas e o seu enredo não está ao nível do resto do produto, mas deve ser jogado pelos fãs da saga e por todos os outros que nunca jogaram Dragon Age. Recomendado!

 

Pontos fortes:

  • Excelentes cenários, vastos e variados
  • 90 horas só para acabar a história…
  • … e depois ainda há muito para explorar e evoluir
  • Boa banda sonora e trabalho de vozes
  • Jogabilidade simples e batalhas sem quebras
  • Diálogos bem estruturados
  • O peso das nossas decisões

Pontos fracos:

  • Enredo não tem momentos épicos que marquem o jogador

LP

 

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Luis Pinto

Software developer - Autor do canal Tek Test - Apaixonado por jogos desde o tempo do Spectrum!

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