Driveclub (PS4) | Análise

 

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  • Editora: SCEE
  • Produtora: Evolution Studios
  • Plataformas: PS4

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O que salta imediatamente à vista é que Driveclub é graficamente portentoso! Os carros estão fantásticos e as pistas são de uma beleza que nos faz querer parar o nosso carro, a meio da corrida, e apenas admirar o que está à nossa volta.

Começando então pela parte gráfica, Driveclub é do melhor que já passou por uma consola dentro do seu género. A sensação de velocidade é muito agradável, está bem conseguida e encaixa perfeitamente no estilo do jogo que é muito mais arcade do que esperava, e a beleza das pistas e carros é de assinalar. Efeitos de luz e sombra de grande nível, bons reflexos nos carros e um sistema de danos que está dentro do que estamos habituados, tudo ajuda a que Driveclub seja agradável ao olhar. Olhando de forma mais aprofundada para as pistas, Driveclub apresenta uma boa variedade, espalhadas por todo o mundo e, apesar de o seu número ser baixo e de algumas pistas apresentarem pouca vida, o conjunto de provas é bastante agradável. Ainda na parte gráfica, temos de assinalar a muito bem conseguida “vista interior” nos carros, com pormenores específicos de cada carro (são 50 carros no total) que os tornam únicos.

Passando agora para a parte sonora, Driveclub é um jogo de altos e baixos. Os efeitos sonoros são bons, os carros têm a sua identidade sonora e durante as corridas não existe nada a apontar, mas a banda sonora não está, claramente, ao nível do jogo, com músicas monótonas e que retiram a adrenalina que este jogo deve ter, quer seja durante as corridas, quer seja a navegar pelos menus. Pedia-se algo menos repetitivo e mais intenso que ajudasse à identidade arcade do jogo.

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Na jogabilidade Driveclub apresenta-se como um jogo com forte tendência arcade. Rápido, imprevisível e capaz de quebrar algumas leis da física para enaltecer o espetáculo e a sensação de velocidade a cada metro da pista. Com isto temos uma curva de aprendizagem que acelera à velocidade do jogo, sendo fácil, desde o início, controlar os carros, quaisquer que seja o tipo que iremos conduzir, mesmo notando diferenças interessantes entre eles.

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Driveclub é um jogo com forte componente online. Se gostam apenas de jogar offline não esperem grande longevidade neste jogo e rapidamente começarão a repetir provas. É na componente online que Driveclub brilha com uma forte componente social. Mas já lá vamos! Comecemos pela parte offline.

Driveclub está cheio de desafios, apelativos, apesar de não muito variados, mas constantes o suficiente para nos mantermos a jogar sem parar. O problema está em dois pontos: inteligência artificial e sistema de penalização. Começando pela IA, Driveclub apresenta um paradigma que encaixa no género: adversários agressivos e na grande maioria dos casos, comportam-se como tal, e bem. Todavia, agressividade não deve limitar a inteligência dos condutores e por vezes é o que acontece, com os nossos adversários a darem a ideia que não nos estão a ver e “levam-nos à frente”. Claro que isto seria um problema menor e que passaria ao lado num jogo com forte tendência arcade, mas aqui existe um sistema de penalização.

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Quando batemos com o nosso carro vemos danos visuais, mas não existem danos mecânicos e, por vezes, quase que apetece não travar, fazer uma curva a alta velocidade, bater na parte lateral e continuar, ganhando muito tempo. Todavia, tal não seria inteligente porque Driveclub tem um sistema de penalização, essencial para que o jogo ser justo, só que o próprio sistema de penalizações não o é, porque é incoerente, e tanto podemos dar um forte toque num adversário e nada acontecer, como sermos “atropelados” por um adversário e levarmos nós a penalização. Claro que nunca é fácil implementar um sistema de penalizações que consiga analisar todas as situações, muitas vezes funciona bem, mas por vezes é frustrante por ser injusto.

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No entanto, o jogo não fica totalmente manchado por estas pequenas falhas porque, como já referi, este é um jogo com forte componente online e é aqui que as coisas ficam interessantes. A base é simples: criar um grupo de seis corredores (onde podem criar um símbolo, pintar carros, escolher padrões parecidos, etc…), bater recordes de pistas ou desafios, ganhar pontos para o clube e desafiar outros grupos a baterem os nossos tempos. Tudo muito social, divertido, viciante e com ação contínua. Existe sempre algo para se fazer ou melhorar.

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E é na componente online que este jogo se sustenta e bem. Driveclub apresenta um conceito interessante, viciante e divertido. Graficamente é muito bom e a jogabilidade nunca é frustrante. O problema são estes pequenos problemas apresentados que não o deixam ser melhor. É um bom jogo, vai prender-vos durante muito tempo, mas tem falhas. Se estas falhas não forem importantes para vocês, Driveclub é uma boa aposta e pode ser o início de um conceito que tardava a arrancar em força.

 

Pontos fortes:

  • Graficamente muito bom
  • Forte componente social, muito viciante
  • Rapidamente dominamos os controlos dos carros
  • Boa vista interior dos carros
  • Muitos desafios online

Pontos fracos:

  • Inteligência artificial demasiado agressiva em alguns momentos
  • Sistema de penalização não é coerente e pode tornar-se frustrante
  • A banda sonora não oferece ao jogo a adrenalina que se pedia

LP

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