Euphoria, Episódio 2- Análise
Após duas temporadas que conquistaram milhões de adolescentes pelo mundo, a polémica série “Euphoria” volta após uma pausa de mais de 4 anos. A espera foi grande, mas os fãs não abandonaram a série, mesmo após várias controvérsias que marcaram estes anos entre as temporadas.
E ontem, no dia 20 de abril, a HBO Max lançou o segundo episódio da nova temporada. Isto após o primeiro episódio ter dividido bastante as opiniões de críticos e fãs, que na sua grande maioria, não acharam que o episódio correspondeu às expectativas.
O segundo episódio de Euphoria

E após o péssimo primeiro episódio, os fãs ficaram curiosos para o que iria chegar a seguir. Ora, a boa notícia é que o segundo episódio não é tão mau quanto o primeiro, que considero algo ofensivo e um pouco grotesco. Porém, a verdade é que este segundo episódio também acaba por não ter um saldo positivo. Já que “America My Dream” acaba por se tornar um filler desta nova temporada. Sobretudo tendo em conta o ritmo acelerado e mirabolante aplicado pelo primeiro episódio.
Isto acontece porque “America My Dream” tem um foco particular em personagens que ainda não tínhamos observado com tanta atenção durante a nova temporada. Sendo que o destaque positivo do episódio vai sem dúvida para Maddie, interpretada por Alexa Demie, que pouco apareceu no primeiro episódio. Já desta vez, a atriz acaba por ser o foco principal de Levinson, focando-se principalmente na sua jornada de emancipação e inserção manipuladora no mundo do entretenimento, tirando o melhor proveito do capitalismo.
Uma série sem rumo

Já Rue, que foi o foco principal do primeiro episódio, neste parece algo perdida e sem rumo, com um objetivo pequeno de resolver uma pequena missão que lhe é atribuída no novo emprego ligado à prostituição. Enquanto Lexi (Maude Apatow), que também teve um foco importante durante o episódio anterior, nem sequer aparece no episódio desta semana.
Temos também o regresso do já falecido ator Eric Dane, que aqui aparece já extremamente debilitado. Porém, isso não impediu Sam Levinson de escrever diálogos constrangedores para o ator, colocando-o em circunstâncias desconfortáveis e injustificáveis. Sendo que a personagem poderia ser facilmente descartada deste episódio (e até ao momento da temporada) e a sua falta não seria propriamente sentida.
Porém, o segundo episódio de “Euphoria” parece não levar o enredo propriamente a nenhum lado. Os conflitos são resolvidos de forma surpreendentemente fácil, sobretudo os que envolvem Jacob Elordi e Sydney Sweeney. E os que parecem querer avançar com a história não são desenvolvidos o suficiente neste episódio, sendo assim deixados para a próxima semana. Como é o caso do aguardado reencontro entre Rue e Jules (Hunter Schaffer).
O que diz a crítica?

A crítica surpreende com a reação à terceira temporada de “Euphoria”. Já que a nova temporada da série parece ser a mais polémica e divisava até ao momento. Pois conta com 43% de aprovação da crítica, o que é de longe o pior número para uma demorada da série desde a estreia de “Euphoria” na HBO Max. Os críticos apontam uma falta de coerência e sensibilidade que existia nas temporadas anteriores. Em particular com os temas mais pesados e sensíveis, algo que “Euphoria” sempre fez de forma cautelosa até a esta terceira temporada.
A terceira temporada de “Euphoria” já está disponível para assistir na HBO Max.
Conclusão
Em suma, o segundo episódio é um passo dado na direção certa depois do início terrível de “Euphoria”. Porém, “America My Dream” deixa claro que esta é uma série sem rumo e que não sabe o que quer dizer, mesmo após duas temporadas de tanto sucesso.

