O jornalista e escritor Joaquim Letria morreu esta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, aos 82 anos. A morte foi confirmada pela editora Âncora à SIC. Até ao momento, não foram divulgadas as causas. Contudo, segundo a Lusa, que citou uma fonte próxima, morreu em casa.
Quem foi Joaquim Letria?

Joaquim Letria nasceu a 8 de novembro de 1943, em Lisboa. Começou a carreira no Diário de Lisboa. Depois, passou pela revista Flama e pelo Rádio Clube Português.
Como foi a carreira de Joaquim Letria no jornalismo?
Primeiramente, trabalhou sete anos na agência norte-americana Associated Press, durante a guerra do Vietname. Mais tarde, mudou-se para Londres, depois de ser selecionado para a BBC.
Regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974. Na RTP, começou como diretor-adjunto de Informação para Programas não-Diários. Nesse mesmo ano, recebeu o Prémio da Imprensa, na categoria Televisão. Mais tarde, dirigiu a informação da estação pública.
Paralelamente, deixou marca na imprensa escrita. Em 1975, participou na fundação do semanário O Jornal. Em 1980, foi um dos fundadores do Tal & Qual. Participou ainda na criação da revista Sábado.
Que obras deixa Joaquim Letria?

Além do jornalismo, Joaquim Letria teve um papel ativo na vida pública. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas. Foi também porta-voz do então Presidente da República, Ramalho Eanes, funções que desempenhou até 1986. Lecionou jornalismo durante mais de duas décadas.
Posteriormente, na televisão, apresentou o programa Apanhados, o primeiro do género em Portugal. Como escritor, publicou vários livros. Entre eles está Histórias Para Ler e Deitar Fora, uma antologia de crónicas editada em 1987.
Em suma, Joaquim Letria deixa, assim, um percurso que atravessou a imprensa, a rádio, a televisão e o ensino.



