Lugares Escuros | Mini-Crítica

 

O suspense não se mantém sempre na mó de cima, mas Lugares Escuros é um competente showcase para o elenco em forma.

 

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  • Título Original: Dark Places
  • Realizador: Gilles Paquet-Brenner
  • Elenco: Charlize Theron, Nicholas Hoult, Christina Hendricks
  • Género: Drama, Thriller
  • NOS | 2015 | França, Reino Unido, EUA | 113′

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Libby Day tinha apenas sete anos quando a sua família foi brutalmente assassinada na sua própria casa, numa quinta no Kansas. 25 anos depois, ela compromete-se a “revisitar” o crime e, no processo, descobre as dolorosas verdades que desencadearam aquela noite violenta.

Lugares Escuros” é a segunda adaptação cinematográfica de um romance de Gillian Flynn, ou talvez seja limitadamente admissível considerá-la a primeira: afinal, e apesar de “Em Parte Incerta”, de David Fincher ter acabado por ser lançado relativamente mais cedo, as filmagens deste último começaram um mês depois do vizinho que aqui analisamos.

No entanto, e apesar do avanço promissor, é óbvio em diversas medidas que o filme de Gilles Paquet-Brenner teve três grandes fatores a jogar em seu desfavor relativamente à outra adaptação macabra: neste caso, Flynn não colaborou na escrita do argumento, a história em si é menos dinâmica e satírica e… Paquet-Brenner está longe de ser um Fincher.

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A base de inspiração oferecia possibilidades deliciosas, tanto ao nível de core temático como de comentário social satírico e banhado a ácido. No entanto, a versão cinematográfica de Paquet-Brenner está longe de aproveitar estas potencialidades, criando uma estrutura com repetidas implausibilidades, um terceiro ato inferior a dois primeiros bastante competentes, e ao não conseguir encontrar um núcleo quente em qualquer uma das relações entre o vários personagens. O balanço é desapontante, mesmo que saiamos em sua defesa pela capacidade de condensar um enredo tão intrincado e complexo em apenas duas horas…

Salva-se do esquecimento quase imediato o elenco esforçado, encabeçado por uma performance modulada de Charlize Theron, mas onde os destaques maiores acabam por ser secundários – Christina Hendricks é fantástica do retrato do desespero em escala de Patty e o jovem Tye Sheridan volta a dar provas de que é um dos jovens talentos masculinos mais promissores e dinâmicos de Hollywood.

Não é que “Lugares Escuros” seja um desastre total, mas é a definição inglória de um filme mediano e esquecível. No final de contas, parece que a escuridão tomou mesmo conta dos procedimentos.

 

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O PIOR – Pouca excelência na definição do suspense, realização e argumento pouco focados.

O MELHOR – Lote de performances fortes, ainda que sombrias, de todo o elenco.


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One thought on “Lugares Escuros | Mini-Crítica

  • Eu não gostei mesmo nada deste “Lugares Escuros”: 1*

    Odiei completamente este filme estreado em Portugal a 13 de agosto de 2015, pois a história desenrola-se num emaranhado enredo.
    Deveria desenrolar-se de outra maneira, pois o seu início foi aborrecido e sonolento mas o seu final foi simplesmente desabrido.

    Cumprimentos, Frederico Daniel.

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