Missão Artemis II da NASA teve ajuda portuguesa
A Missão espacial Artemis II, da NASA está de volta à Terra e tudo correu bem! Muito por conta de um material feito em Portugal, que ajudou (e muito) no isolamento térmico.
Tecnologia natural com desempenho extremo
A presença da cortiça nesta missão demonstra como um material natural pode atingir elevados níveis de desempenho tecnológico. Neste caso, a cortiça atua como isolante térmico, protegendo componentes críticos da nave durante fases extremas como o lançamento e a reentrada na atmosfera.
Além disso, o material utilizado não é cortiça convencional. Trata-se de um compósito avançado, conhecido como P50, desenvolvido especificamente para aplicações aeroespaciais. Tem propriedades essenciais como resistência a temperaturas extremas, absorção de energia sob esforço mecânico e flexibilidade para adaptação a estruturas complexas.
Da tradição à inovação global
Fundada em 1870, em Mozelos, Santa Maria da Feira, a Corticeira Amorim tornou-se a maior transformadora de cortiça do mundo. Atualmente liderada pela quarta geração da família, a empresa registou uma faturação de 861 milhões de euros no último exercício e exporta para mais de 100 países.
Embora cerca de 80% das vendas provenham da produção de rolhas, com mais de 5,2 mil milhões de unidades, a empresa tem vindo a diversificar a sua atuação. Assim, a cortiça já está presente em setores como automóvel, construção, energia, design e, cada vez mais, na indústria aeroespacial.
Aplicações além da Terra
Por outro lado, esta não é a primeira vez que a cortiça portuguesa chega ao espaço. Após a participação na missão Artemis I, a continuidade na Artemis II reforça a fiabilidade do material em condições extremas.
Segundo a empresa, a cortiça desempenha um papel crucial ao proteger estruturas críticas da nave, garantindo segurança em alguns dos ambientes mais hostis já enfrentados pela engenharia. Assim, o material natural ganha um estatuto de alta performance, comparável a soluções sintéticas avançadas.
Sustentabilidade acima de tudo
Outro fator relevante é a sustentabilidade. A cortiça é um recurso natural renovável, com impacto positivo na regulação climática. Portanto, a sua utilização em projetos tecnológicos avançados demonstra que inovação e sustentabilidade podem caminhar lado a lado.
Além disso, a empresa tem vindo a desenvolver novas soluções mais ecológicas para sistemas de proteção térmica, alinhadas com as necessidades futuras da exploração espacial.

