John Corbett e Lana Condor

Netflix adapta A Todos os Rapazes que Amei de Jenny Han

A Netflix adquiriu os direitos da adaptação de “A Todos os Rapazes que Amei”,  romance beststeller de Jenny Han.

A plataforma de streaming adquiriu os direitos do filme “A Todos os Rapazes que Amei”, adaptação do livro escrito por Jenny Han. O filme com o mesmo título contará com Lana Condor, atriz de “X-Men: Apocalipse”, e com o ator Noah Centineo, da série “The Fosters”.

No elenco estarão ainda Janel Parrish (“Pretty Little Liars”), Israel Broussard (“Feliz Dia Para Morrer”), Andrew Bachelor (“The Babysitter”), Anna Cathcart (“The Descendants”) e John Corbett. Sofia Alvarez é responsável pelo argumento de “A Todos os Rapazes que Amei”. Enquanto Susan Johnson realiza o filme com Matt Kaplan, Dougie Cash, e Jordan Levin responsáveis pela produção. O filme é o primeiro da trilogia “To All the Boys I Loved Before”, toda ela escrita por Jenny Han.

A Todos os Rapazes que Amei

A história de “A Todos os Rapazes que Amei” segue Lara Jean Song Covey, cuja vida amorosa vai do imaginário ao fora de controlo quando as cartas de amor de cada rapaz que ela amou – cinco no total – são enviadas misteriosamente. Em baixo podes ler a sinopse oficial do livro:

Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei — cinco, ao todo. Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando acabo de a escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-a na minha caixa de chapéu verde-azulada. Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não quero estar apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.

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O filme marca a segunda parceria da Netflix e Awesomeness (que produz o filme), depois de “You Get Me”, com Bella Thorne. Já a Overbrook e a Netflix recentemente trabalharam juntas no maior investimento cinematográfico do estúdio até hoje, “Bright”, protagonizado por Will Smith.

LANA CONDOR PROTAGONIZA O NOVO FILME DA NETFLIX

A Todos os Rapazes que Amei
Da esquerda para a direita: Lana Condor, Janel Parish, Anna Cathcart e Noah Centineo no set do filme

De acordo com Jenny Han, o mais importante no que diz respeito à adaptação de “A Todos os Rapazes que Amei” é a questão da representatividade dos descendentes de asiáticos. Aliás, foi isso mesmo que revelou na sua página de Facebook.

“A representavidade é tão importante, e isso significa tudo para mim. Mais do que qualquer coisa, eu espero que o sucesso deste filme gere mais oportunidades para atrizes asiáticas e escritoras à margem da sociedade”

Apesar de ter obtido os direitos para a concretização de mais um projeto, a Netflix continua a ser colocada de lado pela indústria cinematográfica. Esta semana, Steven Spielberg revelou que pensa que os filmes da Netflix não deveriam ser elegíveis para nomeações aos Óscares da Academia. Além disso, Thierry Frémaux, director geral do Festival de Cannes disse em entrevista à revista Film Français que os filmes da plataforma não poderão estar em competição. Relembra que no ano passado, “Okja” com Jake Gyllenhaal e Tilda Swinton concorria à Palma de Ouro.

“A Todos os Rapazes que Amei” deverá ser um filme de romance adolescente ao género de “A Culpa é das Estrelas” (2014), “Deixa o Amor Entrar” (2014) ou de “Cidades de Papel” (2015).

“A Todos os Rapazes que Amei” será lançado pela Netflix neste verão. O livro com o mesmo nome já está editado em Portugal desde novembro de 2014 pela mãos da Top-Seller. 

Virgílio Jesus

Era uma vez em...Portugal um amante de filmes de Hollywood (e sobre Hollywood). Jornalista e editor de conteúdos digitais em diferentes meios nacionais e internacionais, é um dos especialistas na temporada de prémios da MHD, adepto de todas as formas e loucuras fílmicas, e que está sempre pronto para dois (ou muitos mais!) dedos de conversa com várias personalidades do mundo do entretenimento.

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