No Limite do Amanhã, em análise

 

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  • Título Original: Edge of Tomorrow
  • Realizador: Doug Liman
  • Actores: Tom CruiseEmily BluntBill Paxton 
  • NOS | 2014 | Ação | Ficção Científica  | 113′

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“No Limite do Amanhã” tem tudo para ser um grande filme sobre extraterrestres, oferecendo uma pespectiva única e original ao género. Contudo, perde a sua capacidade de grandeza quando o enredo se torna banal, contradizendo as premissas do filme apenas para que o final aqueça os corações de quem o vê.

Ao entrar na sala de cinema para assistir a “No Limite do Amanhã” é inevitável não nos ocorrer o pensamento de que vamos ver mais um filme em que o herói é completamente indestrutível, sobrevivendo a situações completamente irrealistas, e que vamos ser completamente assoberbados com efeitos especiais enquanto nos oferecem um enredo medíocre na melhor das hipóteses. A verdade está muito longe disso, e esta é uma história que surpreende pela sua originalidade dentro do género.

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Major William Cage (Tom Cruise) fica assustadíssimo quando lhe ordenam que documente a bravura dos soldados que vão liderar o ataque à França, agora completamente ocupada por uma espécie de extraterrestres que invadiu toda a Europa, derrotanto a Humanidade. Esse medo leva-o a ameaçar o seu superior, o que faz com que William Cage, que nunca esteve em combate, passe a fazer parte da primeira vaga de ataque. O dia chega, e a sua morte parece certa, mas algo acontece quando Cage mata um dos aliens, algo que pode mudar todo o desfecho da guerra para os seres humanos.

É difícil apontar defeitos a esta história, porque mesmo os pormenores que não foram tão bem conseguidos têm a sua lógica dentro do contexto. Mesmo o interesse romântico que se desenvolve entre Cage e Rita (Emily Blunt), apesar de completamente desnecessário e algo forçado, faz sentido quando inserido no contexto do enredo, e nas premissas do filme. Se nos vissemos obrigados a reviver o mesmo dia, vezes e vezes sem conta, sempre com a mesma pessoa a nosso lado, seria um pouco inevitável não se desenvolverem sentimentos fortes nessa relação.

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Tom Cruise está completamente de parabéns, o desenvolvimento da sua personagem é estrondoso. A forma como Cage passa de um homem cobarde e amedrontado para um líder sem qualquer egoísmo é fantástica, e isso não seria possível sem o trabalho do actor que o encarna.

A única grande falha de “O Limite do Amanhã” é sem dúvida o seu final, que desilude por não fazer sentido. A única lógica que pode justificar esta escolha é a de que os extraterrestres poderiam ter certas propriedades ainda não conhecidas para os seres humanos, que tornariam então possível que os eventos se dessem dessa maneira. Contudo, isso soa tão deslocado de toda a narrativa que nos deixa um sabor amargo na boca. Tudo isto porque o interesse romântico tem que prevalecer, faça ou não sentido, seja ou não a melhor opção para um final satisfatório de uma história francamente boa.

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No geral, é um excelente filme. Originalidade num género que já foi explorado de tantas formas diferentes é sem dúvida uma qualidade muito forte. Acaba por existir uma forte empatia por William Cage por sentirmos que vivemos inúmeras vezes aquele dia com ele. Talvez a existência desse sentimento seja responsável pela dificuldade em aceitar um final tão medíocre para uma história tão boa.

SL

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2 thoughts on “No Limite do Amanhã, em análise

  • Ele virou alfa . Tá preso p sempre com a menina no fluxo do tempo.Mas original é impossível.

  • Corrigindo:mais original é impossível . Não é bem um final feliz convencional.

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