Queens of the Stone Age no Palco NOS

NOS Alive | Sexta-feira 13 de sorte para os fãs de rock dos Queens Of The Stone Age

Eels e The Queens of the Stone Age foram os grandes protagonistas deste segundo dia do NOS Alive. O festival termina hoje.

O ponteiro batia as sete da tarde quando, no palco Sagres, um grande aglomerado de pessoas, de óculos escuros, esperavam os Eels. A banda entrou em palco ao som de “Feet Don’t Fail Me”, seguindo, depois, para “The Way You Used to Do” e “A Song for the Deaf”, e aí percebemos que o concerto ia ser mais do que uma apresentação das novas canções, íamos ter viagem pelo seu percurso.

Não faltaram músicas como “Feel Do not Fail Me” e “Little Sister”, que foram muito bem recebidas pelo público, que cantavam as suas canções. O momento alto foi em “No One Knows”, onde mostraram bem o porquê de serem hoje tão aclamados, tendo já quase duas décadas. No final, ficou a sensação de que todos nos divertimos.

Eels

Quando os Eels saíram do palco, já não havia uma réstia de sol no Passeio Marítimo de Algés, e a plateia começava a dirigir-se para o palco principal do festival, pois dali a poucos instantes os The National, banda muito acarinhada pelo público português, ia entrar em palco.

The National

A banda subiu ao palco NOS para apresentar o sétimo disco de originais, “Sleep Well Beast”, mostrando uma confiança louvável ao iniciar o concerto com quatro singles do seu mais recente álbum. No bolso, a banda norte-americana trouxe ainda temas dos sete primeiros discos.  Entretanto não faltaram  ‘Bloodbuzz Ohio’ nem ‘Carin at the Liquor Store’.

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Em ‘Mr. November’, única memória de “Alligator”, sentimo-nos no pico desta bonita viagem que a banda, agradavelmente, nos concedeu.

Esta é uma banda que consegue uma sinergia com o público única, agradando todos com os novos temas, mas também com os seus sucessos que foram entoadas em de cor, num momento mágico. Está comprovado, Matt Berninger consegue fazer com que a multidão entre em delírio, e mais do que isso, sabe, exactamente, como mexer com os nossos corações.

Faltava pouco tempo para os Queens of The Stone Age subirem ao palco principal do NOS Alive, mas ainda tínhamos tempo de ver a grande actuação dos Portugal.The Man. A banda que recebeu, pela primeira vez este ano, a nomeação para os Grammys, veio a Algés apresentar o seu novo álbum “Woodstock”. O pico deste concerto foi no final com “Feet It Still”, conhecido como o maior êxito da banda, tendo alcançado o quarto lugar na Billboard Hot 100.

Em Portugal.The Man o público dançou, cantou e sentiu-se feliz, especialmente, em momentos como “Number One”, “Easy Tiger” ou “Live in The Moment”. Durante o concerto foram sempre comunicativos com os fãs, e deixaram uma mensagem especial aos portugueses, através dos ecrãs: “Obrigado por nos emprestarem o vosso nome, adoramo-vos!”, “Somos Portugal. The Man só para garantir que estão a ver o concerto certo” e “Como é possível um país ter tanta gente bonita? Vocês são lindos”.

Nesta actuação tivemos vários estilos. Desde indie, pop, rock, rap a hip hop. Deram um concerto que superou as expectativas de muitos, e a euforia do público foi a prova de que foram muito felizes.

Queens of The Stone Age

Os Queens of the Stone Age não foram assíduos o que aumentou a expectativa, até porque a última vez que tocaram em Portugal tinha sido no Rock in Rio, há quatro anos, tendo sido um concerto que deixou poucas recordações.  Mas, se nos pedissem para descrever este concerto numa palavra, talvez a frase que empregaríamos fosse vibrante!

Trouxeram-nos “Villains”, último álbum de originais, deram-nos, logo no início ‘Feet Don’t Fail Me’. Um single que se tornou ainda mais especial ao vivo. Depois dançamos com ‘The Way You Used to Do’ , ‘The Evil Has Landed’ e delirámos em ‘Domesticated Animals’.

Como seria de esperar, o público ansiava por ouvir os singles que deram aos Queens of the Stone Age o estatuto de uma das melhores bandas rock dos últimos 20 anos. E a banda não desiludiu. Tivemos a certeza disso em ‘No One Knows’, que foi aplaudida de início ao fim, em ‘Make it Wit Chu’, com a sua delicadeza única e em ‘Little Sister’, uma explosão de energia dedicada “ às senhoras”. ‘Go With the Flow’ e ‘A Song for the Dead’ foram trazidas do passado e levaram o público ao delírio. Pelo meio, a banda renovou com laços com Portugal com um “adoro-vos” proferido diversas vezes pelo vocalista.

Em Two Door Cinema Club, o público já estava mais disperso, mas os resistentes continuavam a dançar alegremente pelo palco. Ainda assim, a banda dividia as atenções com Future Islands, no Palco Sagres. Estes últimos, com a sua habitual energia rock, deram concerto que pode muito bem ter sido um dos melhores que passou por este palco.

Cátia Santos

Observadora, comunicadora, crítica, muito curiosa, apaixonada pela escrita criativa e informativa. Devoradora de livros e de música, com um especial gosto por tecnologia.

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