5 razões para veres O Último Padrinho nos cinemas
“O Último Padrinho” chegou aos cinemas no dia 19 de março. O filme italiano acompanha a vida do mafioso italiano Matteo Messina Denaro, que passou três décadas escondido.
Assim, a narrativa centra-se em Catello, um político fictício em desgraça que aceita colaborar com as autoridades numa operação para capturar Denaro, que é seu afilhado. A estratégia passa pela troca de cartas entre os dois, na tentativa de obter pistas sobre o paradeiro do mafioso. O elenco tem Toni Servillo e Elio Germano nos papéis principais.
O Último Padrinho estreou no Festival de Veneza
A sua estreia internacional foi no Festival de Veneza em 2024. O filme esteve em competição na 81ª edição do Festival. Agora, “O Último Padrinho” chega aos cinemas em todo o Mundo. O filme ficou disponível em cinemas no dia 19 de março.
Realizadores
Fabio Grassadonia e Antonio Piazza estrearam-se como uma dupla de realizadores em 2013 na Cannes’ Critics’ Week, a secção paralela do Festival de Cannes que se centra na descoberta de novos talentos através da exibição de primeiros e segundos filmes.
Inspirado numa história real

“O Último Padrinho” é levemente inspirado na história real de Matteo Messina Denaro, um poderoso chefe da Máfia que esteve trinta anos em fuga. Assim, o filme ficcionaliza as interações da personagem e a forma como a paranóia se instala numa vida em constante fuga.
Sendo que o protagonista continuou a exercer o seu poder, mesmo escondido, através de pequenos pedaços de papel que eram entregues aos seus cúmplices. Assim, os realizadores também utilizam esta história para mostrar as partes mais negras do governo, que oferece proteção aos chefes da Máfia.
Inspiração para O Último Padrinho
Segundo um statement dos realizadores, disponível no site do Festival de Veneza, “a ideia inicial para este filme surgiu da leitura dos inúmeros pizzini (bilhetes em código) escritos pelo chefe da máfia Matteo Messina Denaro durante o seu longo período na clandestinidade”.
“Ele conseguia gerir a sua vida e os seus negócios clandestinos através destas cartas incomuns. Os bilhetes, no entanto, transcendiam a função prática da comunicação criminosa e permitiam que aspectos da sua personalidade viessem ao de cima”.
Uma componente Western inesperada
“O Último Padrinho” é descrito como um Western, não por causa do cenário, pois não há cowboys nem o Oeste americano, mas por causa da forma como recupera e adapta os tópicos clássicos do género.
Assim, o filme usa os elementos centrais do género, como um fora-da-lei quase mítico, o conflito entre crime e autoridade, uma paisagem isolada que molda a ação e personagens com moral ambígua.

