Óscares 2026 | Todas as Críticas dos filmes nomeados
Já estamos mesmo em contagem decrescente para os Óscares de 2026. A cerimónia de entrega dos prémios do cinema acontece, pois, já no próximo domingo 15 de março em Los Angeles a partir das 23h (hora portuguesa) e tem transmissão para Portugal através da RTP1 e do Disney+.
Nestes últimos dias antes da cerimónia, compilamos-te neste artigo todas as críticas da Magazine.HD aos filmes nomeados. Assim, fazemos esta compilação por ordem decrescente, desde o filme mais nomeado – “Pecadores” (2025, Ryan Coogler), com 16 nomeações – até aos menos nomeados como “Song Sung Blue” (2025, Craig Brewer) com apenas 1 nomeação.
Pecadores – será o mais nomeado o grande vencedor da noite dos Óscares?
“Pecadores” é o campeão das nomeações aos Óscares de 2026. Com 16 nomeações, contudo, não deverá ser o vencedor do Óscar de Melhor Filme, embora a hipótese não esteja totalmente excluída…
A longa-metragem conta a história de dois irmãos com um passado turbulento que lhes volta para assombrar. Pode ser visto na HBO Max.
A saber, na opinião de Matilde Sousa, “A partir do momento em que o filme começa, é notório o cuidado com a cinematografia do filme. O visual é genial, é claramente estudado. E Ryan Coogler, como amante de cinema, inovou na filmagem de ‘Sinners’.”
Batalha Atrás de Batalha – segue forte com grandes possibilidades de arrasar nos Óscares
Para a MHD, “Batalha Atrás de Batalha” (2025, Paul Thomas Anderson), é o melhor filme do ano passado. Agora, segue forte nos Óscares, com 13 nomeações. Entre elas, é quase certo que a obra vença os prémios de Melhor Filme, Realização e Ator Secundário, pelo menos.
O filme conta a história de um ex-mercenário a quem lhe raptam a filha. Desta forma, ele vai reunir a sua antiga equipa para reaver a sua descendente. Pode igualmente ser visto na HBO Max.
Na opinião de Matilde Sousa, “As perseguições de carro do filme, não só lindíssimas, como são das cenas de ação mais originais que já vi no cinema, numa mistura entre um Paris Texas e um Western Moderno com carros.”
Marty Supreme – Óscar para Timothée Chalamet?
Seguimos a lista com “Marty Supreme” (2025, Josh Safdie). Estreado já no final de 2025 nos E.U.A. e em janeiro de 2026 em Portugal, ainda pode ser visto nas salas de cinema e está nomeado a 9 prémios da Academia. Timothée Chalamet está novamente nomeado para Melhor Ator e até há bem pouco tempo era o favorito. No entanto, a prestação de Michael B. Jordan em “Pecadores” parece estar a ganhar força…
O filme conta a história de um jovem tenista que luta contra as adversidades para se tornar o melhor no meio.
Na opinião de Matilde Sousa, “(…) uma história profundamente humana. De como a solidão da busca pela grandeza te pode tornar egoísta, absorvido por ti próprio e pelos teus sonhos. Mas, ao mesmo tempo, é admirável ver como alguém nunca desiste, e consegue ver para além do olhar limitador dos outros. Alguém que procura a grandiosidade tem sempre de ver além.”
Valor Sentimental – um drama norueguês no meio das artes
Com 9 nomeações aos Óscares, “Valor Sentimental” (2025, Joachim Trier) pode vencer, por exemplo, o prémio de Melhor Filme Internacional.
Conta a história de um família onde o pai é um realizador de cinema que se afastou das filhas há vários anos. Assim, após a morte da mãe, ele regressa para tentar restabelecer o contacto. O filme encontra-se ainda nas salas de cinema.
Na opinião da MHD, através deste autor que vos escreve este artigo: “Se há filmes que fazem dos espaços personagens, ‘Valor Sentimental’ é um deles. A casa da família Borg é a personagem não-humana deste filme.”
Hamnet – consagração para Jessie Buckley?
“Hamnet” (2025, Chloé Zhao) também ainda é recente nas salas de cinema nacionais – onde ainda o podes ver – depois de ter estreado em fevereiro deste ano.
Esta é a história do casal William e Agnes Shakespeare. De como se conheceram até serem atingidos por uma enorme dor: a perda de um filho.
Na opinião de Matilde Sousa, “A atriz Jessie Buckley assume um papel de destaque em ‘Hamnet’, ao representar a mulher de Shakespeare. É uma personagem que mistura poder, com sensibilidade, força e fragilidade.” Por fim, José Vieira Mendes destaca: “‘Hamnet’ é, acima de tudo, um filme sobre a mãe. Buckley não interpreta Agnes: incorpora-a. Habita-a. Destrói-se com ela. A sua performance é animal, crua, feroz.”
Bugonia – entre 4 nomeações ganhará algum Óscar?
“Bugonia” (2025, Yorgos Lanthimos) volta a juntar Emma Stone, Jesse Plemons e Yorgos Lanthimos num filme. Já pode ser visto no streaming em regime de aluguer ou compra na Apple TV, Rakuten TV e Prime Video.
Com 4 nomeações e um grande papel de Emma Stone, pode, no entanto, ser um dos perdedores na noite.
Conta a história de uma empresária que é raptada por suspeitarem que ela é uma alienígena.
Para José Vieira Mendes, “‘Bugonia’ é um híbrido difícil de classificar, o que é dizer que é puro Lanthimos. Parte de um remake do cult coreano ‘Save the Green Planet!’ (2003), mas o cineasta grego transforma o material numa fábula cruel sobre o poder, a fé e a desinformação.”
F1 – O Filme, Brad Pitt e as corridas de carros
Também com 4 nomeações, “F1 – O Filme” (2025, Joseph Kosinski) tem poucas hipóteses de arrecadar prémios (talvez algum mais técnico como Melhor Som?). Já podes, pois, vê-lo no catálogo da Apple TV.
Conta a história de um ex-piloto de Fórmula 1 que sai da reforma para ajudar um concorrente principiante.
Na opinião de Matilde Sousa, “‘F1’ apresenta um equilíbrio perfeito entre a narrativa, o humor, o romance, a ação, o som e a música, fazendo dele o grande blockbuster do verão. Assim, o som do filme vem confirmar a sua grandeza.”
O Agente Secreto – haverá bis nos Óscares para o Brasil?
Com 4 nomeações aos Óscares, “O Agente Secreto” (2025, Kleber Mendonça Filho) é, pois, um dos possíveis vencedores do Óscar de Melhor Filme Internacional.
Conta a história de um professor especialista em tecnologia que se vê a braços com uma ameaça de morte durante o período da ditadura militar no Brasil. A saber, vai ficar disponível na FilmIn a partir de 26 de março.
Na nossa opinião, “O estilo vincado de Kleber Mendonça Filho está presente ao longo do filme – ou não tivesse ele vencido o prémio de melhor realização em Cannes. O autor faz um trabalho verdadeiramente extraordinário com esta reconstituição de época em que o espectador sente verdadeiramente que está a ver uma história em 1977.”
Avatar: Fogo e Cinzas – o terceiro volume de Pandora
“Avatar: Fogo e Cinzas” (2025, James Cameron) inicia a lista dos filmes com menos nomeações. Neste caso, são duas: Melhor Guarda Roupa e Melhores Efeitos Visuais. Eventualmente, pode mesmo ganhar ambas as categorias.
Ainda pode ser visto em algumas salas de cinema e é, portanto, o regresso da saga “Avatar” onde o reino de Pandora volta a estar sob ameaça, neste caso da tribo das Cinzas.
A saber, temos duas críticas publicadas sobre este filme, ambas de David Passos, para duas versões diferentes. Para a versão mais tradicional, o autor destaca: “Visualmente, “Avatar: Fogo e Cinzas” é arrebatador em cada detalhe. James Cameron volta a elevar o nível do cinema de grande escala, com sequências de ação que decorrem na terra, no ar e na água, agora com uma presença mais forte do fogo e da destruição.” Já na versão 3D XL Vision Atmos, David Passos destaca: “O ecrã de grande dimensão, com mais de 20 metros de largura, impõe-se desde o primeiro plano. Em “Avatar: Fogo e Cinzas”, Pandora volta a ser apresentada com uma escala esmagadora, e o XL Vision faz justiça a essa ambição visual.”
Blue Moon – Ethan Hawke na Broadway
Nomeado a 2 Óscares, “Blue Moon” (2025, Richard Linklater) pode ser visto atualmente nas salas de cinema.
Tudo acontece, portanto, na noite de estreia da peça de teatro musical “Oklahoma!” e retrata o desespero de Lorenz Hart que vê a sua parceria com Richard Rodgers chegar ao fim.
Para a MHD, na minha opinião, “Sobre os atores, é inegável dizer que Ethan Hawke se destaca, apagando por completo o ator e fazendo sobressair a personagem.” Já Maggie Silva destaca: “Inteligentemente, “Blue Moon” passa-se nos bastidores da estreia de um dos mais populares musicais e, assim, o próprio filme desenrola-se também quase como se de uma peça se tratasse, com um cenário único, com as personagens a entrarem e saírem de cena e o nosso protagonista sempre presente, sempre magnético.”
Foi só um acidente – uma vingança pessoal
Vencedor da Palma de Ouro no último Festival de Cannes, “Foi só um acidente” (2025, Jafar Panahi) é um filme que conta a história de um homem que pensa ter reencontrado o seu agressor e, por isso, procura vingança.
Na nossa opinião, em artigo também da minha autoria, “‘Foi só um acidente’ é um filme filosófico sobre a justiça ou não da vingança. Devemos castigar o responsável pelo nosso sofrimento? É essa a grande questão que o filme levanta através de um micro-acontecimento que se vai intensificando.”
A saber, vais poder ver este filme nomeado a 2 Óscares já a partir de dia 12 de março em regime de aluguer na FilmIn. Para já, podes vê-lo no videoclube online do Cinema Ideal e nas operadoras NOS, MEO, Vodafone e NOWO.
Sirât – Espanha e o misticismo
Igualmente com 2 nomeações, “Sirât” (2025, Oliver Laxe) é um filme que também já está no streaming, através da FilmIn.
Segue a história de um pai e do seu filho que partem em busca da filha/irmã e que, pelo caminho, se cruzam com um grupo de ‘ravers’.
Na opinião de Cláudio Alves, “Será justo dizer que ‘Sirât’ é o filme mais acessível e de maior potencial comercial na carreira do seu autor. Não obstante, trata-se de um confronto abrasivo, apoiado no formalismo audiovisual ao ponto de alienar aqueles que não procuram esse tipo de experiência no cinema.”
Por fim, filmes com apenas uma nomeação aos Óscares

Por fim, destacamos vários casos de filmes que têm apenas uma nomeação aos Óscares e dos quais também temos a nossa opinião para partilhar contigo. A saber:
Filmes de terror
- “Hora do Desaparecimento” (2025, Zach Cregger): Para Cláudio Alves, “Ao som de narração infantil e ‘Beware of Darkness’ de George Harrison, o prólogo que Cregger orquestrou é um exercício formidável em estabelecer o tom que domina sua ‘Hora do Desaparecimento’.”
- “A Meia-Irmã Feia” (2025, Emilie Blichfeldt): Para Cláudio Alves, “(…) não posso negar a diversão mórbida deste espetáculo, ou quão os esforços dos atores impressionam.”
Drama
- “A Voz de Hind Rajab” (2025, Kaouther Ben Hania): Para Maggie Silva, “Hind Rajab, e a sua voz, ficam agora imortalizadas no cinema.”
- “The Smashing Machine: Coração de Lutador” (2025, Benny Safdie): Para Matilde Sousa, “Dwayne Johnson veio apenas provar que um ator não é só uma coisa, que escolher a comédia, a animação ou o entretenimento não quer dizer que não tenha capacidade para uma performance dramática.” Já para José Vieira Mendes, “Há momentos em que esquecemos o espetáculo e vemos apenas um homem destruído.”
- “Se Eu Tivesse Pernas Dava-te um Pontapé” (2025, Mary Bronstein): Para Maggie Silva, “Há muito que não via um filme capaz de representar tão bem as ansiedades e culpas associadas à maternidade (…)”
Animação, ação e documentário
- “Elio” (2025, Adrian Molina, Madeline Sharafian e Domee Shi): Para Vítor Carvalho, “Há uma sequência no filme onde Elio interage com uma criatura-lesma chamada Glordon e é aqui que o filme ganha vida. “
- “Mundo Jurássico – Renascimento” (2025, Gareth Edwards): Para José Vieira Mendes, “Bem-vindos ao novo cinema jurássico: onde os dinossauros já têm identidade e, se calhar, até têm contas no Instagram.”
- “Mr. Nobody Contra Putin” (2025, David Borenstein e Pavel Talankin): na minha opinião, “(…) um documentário que é filmado de forma ‘caseira’, sem grande preocupação por fazer planos bonitos. No entanto, o que é que é bonito nesta Rússia? O importante neste filme é o próprio olhar íntimo e pessoal de Pavel Talankin. E isso ele conseguiu.”

