People We Meet on Vacation – Análise
“People We Meet on Vacation” é a primeira adaptação de Emily Henry ao ecrã, já disponível na Netflix. A autora já vendeu mais de dez milhões de cópias dos seus livros, muito famosos por equilibrarem o romance, o drama e as vibes de verão.
Esta história acompanha Poppy e Alex, dois amigos que se conhecem na faculdade e se tornam inseparáveis, mesmo tendo personalidades muito diferentes. Enquanto Poppy é extrovertida e gosta de aventuras, Alex é introvertido e refugia-se nas suas rotinas.
Ainda assim, todos os anos os amigos decidem fazer umas férias de verão juntos, sempre num destino diferente. Contudo, numa destas viagens, acontece um mal entendido e os amigos zangam-se.
Após dois anos sem se falarem, Poppy e Alex voltam a encontrar-se para um casamento, numas novas férias que trazem de volta os seus desentendimentos, os seus problemas e os seus sentimentos.
As rom-coms fazem falta
Enquanto comédia romântica, “People We Meet on Vacation” é um filme divertido, com muita dinâmica e um romance que vai crescendo ao longo do filme. É interessante ver a forma como os dois amigos se foram conhecendo e como as diferenças entre os dois os põe à prova e os fazem crescer.
Assim, apesar de ser um filme pequeno, consegue ter um bom desenvolvimento de personagens e conseguimos ver como, lentamente, o relacionamento entre as personagens vai evoluindo. Nada parece demasiado rápido ou apressado, saímos do filme a sentir que conhecemos as personagens.
Fazem falta este tipo de filmes, em que nos divertimos, em que rimos e ainda nos emocionamos também. E em que torcemos para que estas personagens fiquem juntas. Esta é a prova de que as comédias românticas ainda estão boas e recomendam-se.
Esta adaptação podia ser mais fiel à sua história de origem

Apesar de, como disse, este filme ser uma ótima rom-com, as suas diferenças quanto ao livro são visíveis e pioram a experiência de quem o leu. “People We Meet on Vacation” não é uma boa adaptação, no sentido em que mudou muito do “core” da história.
Emily Henry não escreve comédias românticas, escreve dramas românticos. Está aí a primeira grande diferença entre o livro e o filme. Além disso, mudaram todo o setting da história. No livro, o casamento acontece em Palm Springs, após Poppy se despedir do emprego e alugar um Motel para a sua estadia.
Esse Motel é quase uma personagem do livro, tem muita importância no desenvolver do relacionamentos de Poppy e Alex e cria uma atmosfera muito própria na história. Não fez sentido mover a ação para Barcelona, quando não aparecem paisagens e cenários na cidade.
Além disso, as últimas férias dos amigos, na Toscana, foram totalmente alteradas. No livro, Alex não pede Sarah em casamento. Os amigos desentendem-se após um beijo e a falta de comunicação faz com que deixem de falar um com o outro. Nesta versão em filme, parece que Alex faz a proposta em tom de vingança para com Poppy, o que muda a personalidade da personagem.
Estas são mudanças que não fazem diferença para quem apenas viu o filme. Pois o filme está bem construído enquanto rom-com. No entanto, para quem leu o livro, as diferenças são demasiadas.
Emily Bader e Tom Blyth deviam contracenar mais vezes

Para quem não sabe, Emily Bader ficou conhecida por “My Lady Jane”, a série da Prime Video que junta fantasia a ficção histórica. Já Tom Blyth tornou-se num fenómeno após interpretar o Presidente Snow em “Ballad of Songbirds and Snakes”, a prequela de “Hunger Games”.
Agora, os dois carismáticos atores juntam-se no romance “People We Meet on Vacation”. A dupla de atores tem muita química e é isso que faz o filme, pois todo o desenvolvimento do romance torna-se mais credível pela dinâmica entre os dois. Cada um dos atores encaixa perfeitamente na sua personagem e nunca parecem falsos ao interpretarem estas duas pessoas tão diferentes.
Conclusão
“People We Meet on Vacation” resulta enquanto comédia romântica divertida e emocional, sustentada pela forte química entre os protagonistas. Como adaptação do livro, perde alguma profundidade por deixar de lado partes importantes da história.

