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Pixel 10a, Google lança o produto mais desejado?

Consegue o Pixel 10a ser o novo Rei da Qualidade/Preço?

Vamos começar pelo óbvio, o ano passado a Google lançou o Pixel 9a, que analisámos neste link, e foi o melhor smartphone para a sua gama de preço. Talvez, o melhor smartphone que há na relação Qualidade/Preço. Com a chegada do novo Pixel 10a, a mais recente aposta acessível da Google, a primeira impressão pode ser a de um déjà vu. Com um aspeto muito semelhante ao seu antecessor e uma lista de especificações aparentemente apenas melhorada nos pontos mais estratégicos, seria fácil descartar este telemóvel como uma atualização desnecessária. No entanto, testes aprofundados revelam que a marca norte-americana aplicou melhorias práticas e significativas onde realmente importa. E o resultado é melhor do que o que vemos no papel.

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Melhor Design e Melhor Estrutura… e que Ecrã

A alteração mais notória no design resolve uma queixa frequente em gerações anteriores: a protuberância das câmaras. Ao tornar o corpo do equipamento ligeiramente mais espesso, a Google conseguiu que o painel traseiro ficasse totalmente plano, permitindo que o telemóvel assente perfeitamente numa secretária sem balançar por causa da espessura das cameras. Vale a pena ter um smartphone no seu todo mais grosso só para a camera não sair? Sinceramente, não sei, mas foi muito pedido e a Google acedeu.

Apesar do ligeiro aumento na espessura, o dispositivo está surpreendentemente mais leve. Mantém a traseira em plástico e a moldura em alumínio, garantindo também a certificação IP68 contra água e poeiras. Na mão, é um produto sólido, robusto, aparentemente melhor e com uma sensação mais Premium do que o antecessor. É importante notar que a disposição das portas na parte inferior foi alterada, o que significa que as capas do Pixel 9a não são compatíveis com este novo modelo.

O painel OLED mantém as 6,3 polegadas, mas dá um salto qualitativo considerável na proteção, trocando o velhinho Gorilla Glass 3 pelo mais moderno Gorilla Glass 7i. A diferença é bem grande! Mas e a qualidade propriamente dita? O ecrã é capaz de atingir uns impressionantes 2200 nits em modo automático e picos de quase 2900 nits em áreas específicas, números dignos de um verdadeiro topo de gama e que nos deixam confortáveis para vermos tudo mesmo numa praia cheia de sol. A seguir, a Google introduz o novo “Tom Adaptativo” (Adaptive Tone), que ajusta a temperatura da cor consoante a luz ambiente, e sim, funciona bem, principalmente em ambientes de luminosidade nos dois extremos.

A taxa de atualização de 120 Hz garante fluidez, podendo descer até aos 60 Hz para poupar bateria, mas é pena não baixar mais, como os topo de gama. O único ponto negativo visual prende-se com as margens (bezels) do ecrã, que continuam a ser bastante grossas. É aqui que o Pixel 10a falha enquanto design e feeling Premium. Existem smartphones piores e mais baratos, que têm margens mais pequenas, e aqui a Google deveria ter feito um esforço.

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Software e Bateria? A Google sabe o que faz…

O Pixel 10a corre o Android 16, adotando a mais recente linguagem visual Material 3 Expressive e é neste campo do software que o Pixel 10a começa a derreter a concorrência no mesmo nível de preço. Surpreendentemente, herda ferramentas dos modelos premium, como o SOS por satélite regional, assistência fotográfica (Camera Coach), e até a capacidade de transferir ficheiros via Airdrop para dispositivos Apple. A Google volta a prometer uma invejável longevidade de sete anos de atualizações, algo que será muito importante para inovações de AI. Contudo, o motor que impulsiona tudo isto é o Tensor G4, um processador desenhado pela Google que, nesta altura, já tem dois anos de mercado. Embora a navegação diária seja rápida e consiga lidar com videojogos sem grandes estrangulamentos térmicos, o chip começa a ficar para trás face à concorrência direta na mesma faixa de preço. Mas a questão é: nota-se? Sinceramente, não muito. Gostava de mais mas raramente preciso, e se isso faz baixar o preço, pode ser uma boa troca.

Olhando agora um dos grandes trunfos dos Pixel a autonomia! Apesar de manter a capacidade de 5100 mAh, a otimização energética é o grande trunfo desta geração. O equipamento superou o seu antecessor por uma margem confortável, alcançando mais de 15 horas de autonomia em uso ativo. Para um smartphne deste tamanho e peso, é muito bom.

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As velocidades de carregamento receberam um ligeiro empurrão:

Com Fios: Passou para 30W (carrega 50% em 30 minutos; carga total em hora e meia).

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Sem Fios: Aumentou para 10W. Fica, contudo, a faltar o suporte para o carregamento magnético Pixel Snap.

Já sabemos que a velocidade de carregamento tem sido um dos pontos mais criticados em todos os Pixel. Aqui nota-se que a Google, melhora, mas sem se “esticar” demasiado. Porquê? Talvez por uma questão térmica, talvez por uma questão de a arquitetura. No entanto, a evolução é agradável e está melhor do que o ano passado.

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Pixel, o Rei das fotografias

O “departamento fotográfico” mantém a receita: um sensor principal de 48 MP e uma ultra-grande angular de 13 MP, ladeados por uma interface simples e puramente point-and-shoot (sem modo Pro). Sim, já sabemos que todos os Pixel são bons a tirar fotografias, com a gama Pro e ser o melhor smartphone do mundo nesse fator. O Pixel 9a de 2025 era muito bom para o seu preço. Mas como será aqui? A câmara principal continua a brilhar, produzindo fotos excelentes tanto de dia como de noite (através do Night Sight), e comportando-se muito bem no zoom digital de 2x e em fotografias macro. A ultra-grande angular e a câmara frontal de 13 MP não possuem foco automático, mas entregam resultados bastante competentes se a distância for a correta. é o melhor para a sua gama de preço? Sinceramente, acho que sim. E sim, gostaria de ver foco automático na camera “selfie”, mas o resultado final é quase sempre muito bom, e o software ajuda imenso.

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Olhando rapidamente para Vídeo e Áudio, a gravação em 4K de dia é sólida, suportada por uma estabilização eletrónica impecável. Em ambientes noturnos, porém, a qualidade cai, revelando algum ruído nas sombras e afastando-se dos topo de gama da Pixel. No departamento sonoro, os altifalantes estéreo receberam uma melhoria bem-vinda, apresentando agora graves mais encorpados e definidos, sendo uma das maiores surpresas desta nova versão. O leitor de impressões digitais sob o ecrã cumpre a sua função, embora não seja o mais rápido do mercado, mas, uma vez mais, está ao nível para o seu preço.

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Vale a pena, ou não?

O Google Pixel 10a prova ser muito mais do que um mero “rebranding” do ano passado. Com uma autonomia substancialmente superior, um design mais ergonómico para uso em superfícies planas, melhor qualidade de som e carregamentos ligeiramente mais rápidos, afirma-se como uma escolha muito racional e forte na gama média. O software, principalmente tudo o que seja Gemini e AI, estão no topo, as fotografias são muito boas, o ecrã é excelente para o preço e é realmente muito difícil apontar um defeito que realmente seja importante. Numa gama de preço onde a concorrência é forte, o Pixel 10a volta a ser Rei para quem quer um smartphone que sirva para tudo. Não tem o melhor ecrã, nem a melhor performance para jogos, nem a melhor autonomia, mas nenhum smartphone deste preço é tão completo, tão bom a saber fazer tudo. Temos um novo Rei da Qualidade/Preço.

 


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