O preço da botija de gás continua a aumentar em Portugal e poderá atingir um novo máximo até dezembro. Para além disso, a DECO PROteste alerta para o impacto da instabilidade internacional nos mercados energéticos. A evolução dos preços nos últimos meses reforça, assim, as preocupações com novos aumentos durante o outono e o inverno.
Quanto custa atualmente uma botija de gás em Portugal?
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De acordo com os dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), o preço médio de uma botija de gás butano de 13 quilos começou o ano civil nos 34,11€. Contudo, em maio, os consumidores já pagavam, em média, 37,31€ pelo mesmo produto. Entretanto, os valores continuaram a subir e ultrapassaram os 37,50€ em outubro. Desta forma, a diferença face ao início do ano já supera os três euros por garrafa.
A associação dos direitos do consumidor tinha antecipado anteriormente que o preço poderia aproximar-se dos 38€. No entanto, perante a evolução recente do mercado, a associação admite agora que o valor chegue aos 40€ antes do final de dezembro.
Esta situação afeta especialmente os cerca de 2,1 milhões de lares portugueses que dependem do gás engarrafado para tarefas essenciais, nomeadamente cozinhar e aquecer água.
Porque é que o preço do gás continua a aumentar?

A instabilidade no Médio Oriente constitui um dos principais fatores de pressão sobre os mercados energéticos internacionais. Consequentemente, as oscilações das cotações dos produtos petrolíferos acabam por influenciar o preço do gás que chega aos consumidores. Além disso, os custos de produção, transporte e distribuição também contribuem para o valor final das botijas.
Contudo, os aumentos não chegam imediatamente às famílias. A cadeia de comercialização provoca um desfasamento de aproximadamente dois meses entre as alterações dos preços das matérias-primas e os valores que os consumidores encontram nos pontos de venda.
Por isso, a DECO PROteste receia que as subidas recentes no mercado grossista continuem a refletir-se nas faturas durante os últimos meses de 2026.
O que defende a DECO PROteste para reduzir os preços?
Perante este cenário, a associação volta a defender uma redução do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) aplicado ao gás. Mais concretamente, a DECO PROteste pretende que o Governo aplique a taxa reduzida de IVA de 6% ao gás engarrafado e canalizado, tendo em conta a importância destes produtos nas despesas essenciais das famílias.
Ainda assim, esta proposta não representa uma medida aprovada, mas sim uma reivindicação da associação.
Por fim, importa sublinhar que os 40€ correspondem a uma previsão e não a um preço já confirmado. Contudo, a trajetória dos últimos meses aponta para uma pressão crescente sobre os consumidores portugueses, sobretudo aqueles que dependem diariamente do gás engarrafado.



