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RTP2 estreia nova minissérie sobre Garry Kasparov com Trine Dyrholm (Nico, 1988)

“Crime no Pântano” (2024-, Richie Conroy e Doireann Ní Chorragáin) estreou apenas ontem na RTP2. No entanto, o canal já tem uma nova série sucessora a estrear dentro de dias. Está a chegar uma nova coprodução franco-húngara falada em inglês: “A Desforra” (2024, Yan England, Bruno Nahon e André Gulluni).

“A Desforra” trata-se de uma série biográfica sobre o campeão mundial do xadrez Garry Kaspararov e venceu o prémio de Melhor Série no festival Séries Mania (um festival francês completamente dedicado a séries de televisão), tendo feito parte da seleção de competição internacional de 2024. Na mesma seleção oficial de 2024 estiveram também presentes outras duas séries já exibidas pela RTP2 “Herrhausen: O Banqueiro e a Bomba” (2024, Pia Strietmann) – atualmente disponível na FilmIn – e “Bolseiros” (2024, Daniel Lawrence Taylor) – ainda disponível na RTP Play. Ou seja, o festival Séries Mania pode funcionar como uma antevisão das séries exibidas pelo canal público.

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Qual a narrativa de A Desforra?

A Desforra
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“A Desforra” é uma minissérie de seis episódios que se foca em concreto no confronto histórico entre o jogador de xadrez Garry Kasparov e o supercomputador Deep Blue da IBM. Kasparov é considerado o melhor jogador de xadrez de sempre. Contudo, frente a um supercomputador, a luta foi dura.

Kasparov e o Deep Blue fizeram duas séries de seis jogos, uma em 1996 e outra em 1997. Na primeira série ele conseguiu vencer o supercomputador por 4 a 2. No entanto, no segundo confronto, o Deep Blue ganhou ao campeão de xadrez (3 e meio contra 2 e meio)! Kasparov foi relutante a participar na desforra de 1997 mas fê-lo e, com a sua derrota, abriu caminho para grandes debates sobre a inteligência artificial, 25 anos antes de se tornar ‘banal’. Esta série foca-se, sobretudo, na história da desforra de 1997, a primeira vez que um campeão mundial perdeu frente a um computador. No entanto, não esquece o primeiro confronto…

Simultaneamente um drama histórico de época, uma biografia e um thriller psicológico, não vais querer perder “A Desforra”!

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Quando estreia a nova série da RTP2?

A nova minissérie “A Desforra” vai estrear na RTP2 na quarta-feira 18 de fevereiro às 22h01. A série substitui, assim, “Crime no Pântano” que termina a sua exibição no dia anterior no mesmo horário.

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Fazem parte do elenco nomes como Christian Cooke (que interpreta Garry Kasparov), Sarah Bolger (Helen Brock), Trine Dyrholm (Klara Kasparova), Aidan Quinn (Roger Laver), Tom Austen (Paul Nelson), Luke Pasqualino (Xavier Valens), entre outros.

A título de curiosidade podes reconhecer trabalhos anteriores de alguns destes atores. Christian Cooke foi protagonista de “Cemetery Junction” (2010, Ricky Gervais e Stephen Merchant). Sarah Bolger teve um dos seus primeiros papéis – ainda em criança – em “Na América” (2002, Jim Sheridan) onde foi a pequena Christy. Trine Dyrholm já foi, por exemplo, a cantora Nico em “Nico, 1988” (2017, Susanna Nicchiarelli). Aidan Quinn foi um dos irmãos de “Lendas de Paixão” (1994, Edward Zwick): Alfred.

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“A Desforra” teve a sua primeira estreia televisiva na Suíça através do canal público RTS1. Depois disso, foi exibida na Alemanha e França através do canal público franco-alemão ARTE. Mais tarde, ficou igualmente disponível através do Disney+ em alguns países (como o Reino Unido). Para além disso, está disponível em Portugal no catálogo da HBO Max com o título original “Rematch”. Ou seja, se quiseres ver a série ainda antes da estreia na RTP2, poderás fazê-lo por essa via.

A Desforra para os seus autores

A Desforra
© Leo Pinter / Unité

Numa entrevista ao jornal Les Echos, o cocriador da série André Gulluni revelou que “A Desforra” levou sete anos a ser preparada. “Demorou muito tempo, e várias vezes acreditei que o projeto não se iria concretizar. O que também foi um verdadeiro luxo, porque tínhamos tempo para escrever, para deixar o projeto de lado por vezes e depois voltar a ele. Tive a sensação que o canal Arte ia ligar-nos e dizer-nos que tínhamos de parar tudo, mas não, deram-nos tempo para desenvolver. (…) Além disso, era uma história particularmente complexa que exigiu muitas pesquisas.”

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Já sobre as diferenças realidade / ficção, o autor referiu: “Penso que quando contamos uma história como esta, temos inevitavelmente de brincar um pouco com a realidade, simplesmente porque temos um limite de tempo e de episódios para a contar. Estou aqui para contar uma história bastante complexa, por isso tenho de sintetizar certas coisas e de fundir certas ideias. O exemplo mais concreto é a personagem Helen Brock, diretora de marketing da IBM, a única que não existiu de facto. Precisava de uma personagem forte que pudesse representar as intenções da IBM por detrás do Deep Blue.”

Por fim, André Gulluni revelou que preferiram não contactar Garry Kasparov sobre a série pois consideraram que ele não iria querer falar sobre as suas fraquezas. Contudo, falaram com várias pessoas próximas dele. Inclusive, tentar falar com a sua esposa mas ela não lhes respondeu.

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