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The Beauty, a Crítica

“The Beauty” é a nova série de Ryan Murphy que chegou a 22 de janeiro ao Disney+. Já estão disponíveis os três primeiros episódios e, a partir de agora, estreia um episódio por semana às quintas-feiras.

Como o nome indica, esta série explora o significado da beleza e leva ao extremo a procura pelos padrões de beleza perfeitos. Mistura mistério, sátira, romance e muito body-horror.

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Assim, acompanhamos dois agentes do FBI que investigam um vírus sexualmente transmissível que transforma pessoas comuns em ideais de beleza. Contudo, a propagação deste vírus tem consequências devastadoras. Ashton Kutcher, Evan Peters, Jeremy Pope, Rebecca Hall, Anthony Ramos e Isabella Rossellini interpretam as personagens principais desta série.

As inevitáveis semelhanças com The Substance

The Beauty Streaming Disney+
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Provavelmente a série e o filme até foram gravados ao mesmo tempo e não tinham qualquer objetivo de serem semelhantes. Contudo este tema está na ordem do dia e é inevitável encontrar semelhanças entre estas duas histórias.

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Ambas abordam os padrões de beleza extremos da atualidade. Ambas são sátiras e ambas levam ao extremo esta procura desenfreada pela perfeição. Contudo, “The Beauty” é uma série, e por isso tem mais tempo. O que faz com que consiga ter um maior desenvolvimento.

Enquanto “The Substance” se foca num conjunto de personagens mais limitado, principalmente numa só protagonista, “The Beauty” tem um largo elenco de protagonistas. Na série de Ryan Murphy não vemos apenas a perspetiva dos afetados pelo vírus, mas também a ascensão da empresa que criou o vírus, a história de quem lá trabalha, o desespero de quem procura este vírus e a jornada de quem quer acabar com esta corrente.

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Assim, conseguimos perceber com maior amplitude as consequências que uma substância deste género teria na sociedade. Uma vez que acompanhamos a história de várias personagens relacionadas com o vírus.

Um cliffhanger não desejado

Claro que isto também tem os seus aspetos negativos. A série tem onze episódios e uma timeline particular. É quase como se fosse uma antologia, uma vez que há episódios em que seguimos timelines secundárias e deixamos a história principal. Contudo, a série tem sempre o mesmo fio condutor.

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Nesse sentido, muitos dos episódios desfocam das personagens principais da série, o que faz com que haja menos desenvolvimento desses protagonistas, que têm histórias muito interessantes e mereciam mais tempo de antena.

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Assim, ao colocarem muito tempo em histórias paralelas, a série acaba com um cliffhanger, a preparar-se para a segunda temporada, quando tinha tempo para conseguir colocar tudo numa minissérie. E, sendo que esta temporada acaba em aberto, apesar de percebermos os temas de “The Beauty”, a sua mensagem final não fica clara.

Um cast de muito talento

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“The Beauty” não só tem um extenso elenco, como muito talentoso também. Além dos atores principais referidos no início, a série também conta com uma série de participações especiais de atores muito famosos e que não revelamos, para um maior impacto.

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É refrescante ver Evan Peters num papel de herói, mas as suas interpretações como vilão continuam a ter mais nuances. Nesse sentido, a MHD esteve presente na conferência de imprensa de “The Beauty”, onde questionamos o ator sobre como é fazer o papel de um agente do FBI depois de passar tantos anos a trabalhar em vilões com Ryan Murphy.

“Um alívio. Foi divertido e emocionante. O Ryan Murphy disse que haveria cenas de ação e um romance e que queria que eu interpretasse uma pessoa normal e que fosse eu próprio. E isso foi difícil e desafiante”, respondeu Evan Peters.

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Os vilões desta série também estão fascinantes, principalmente as personagens de Anthony Ramos e Jeremy Pope, que se juntam de uma forma inesperada. São interpretações carismáticas que nos deixam com vontade de saber mais sobre as personagens e entender porque se comportam daquela forma.

Também tivemos oportunidade de colocar uma questão aos dois atores, sobre a forma como estas duas personagens se influenciam uma à outra durante a série. “O Assassino passa muito tempo sozinho. E o Jeremy faz-lhe lembrar alguém que ele ama. Portanto, acho que há um certo nível de solidão e um vazio que o Jeremy preenche. Um buraco na alma ou no coração do Assassino, se quisermos, e acredito que o Jeremy preenche esse vazio para a personagem”, partilha Anthony Ramos.

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Conclusão

“The Beauty” é uma série ousada, que explora de forma extrema a obsessão pela beleza. Apesar de algumas falhas narrativas e de um final em aberto pouco satisfatório, destaca-se pelo elenco forte e pelas questões que levanta sobre os padrões e excessos da sociedade atual.

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6/10
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