The Bridge | Primeiras Impressões

The Bridge

A grande aposta da FX para este Verão era aguardada com alguma ânsia por parte dos espectadores atentos de séries, incluindo os portugueses. Por um lado, se a série conduziu a um feito quase inédito, nomeadamente a sua estreia concomitante em todos os canais da FOX International Channels com emissão no nosso país, por outro lado, dada a sua sinopse e depois de um ano com as estreias de séries como “Hannibal”, “Bates Motel” e “The Following”, “The Bridge” apresentava-se como mais uma abordagem ao provável tema do ano, no que diz respeito a séries de TV: serial killers. Deste modo, as expectativas por algo que de alguma forma fosse inovador colocavam-lhe assim alguma pressão adicional!

The Bridge 1
Com um início que dispensou qualquer tipo de ‘ornamentos’ secundários, a série de imediato nos conduz à apresentação dos intervenientes principais: Marco Ruiz (Demian Bichir), polícia do Estado de Chihuahua e a Detetive Sonya Cross (Diane Kruger), da Homicídios de El Paso. O aparecimento de um corpo colocado meticulosamente entre o México e os EUA obriga a uma colisão inevitável entre ambos. O primeiro, com o seu ar sereno e ao mesmo tempo fatigado, típico de quem é expulso da cama a horas não religiosas, e a segunda, algo agitada mas com os 5 sentidos totalmente apurados e auscultadores nos ouvidos como se tivesse na sua hora semanal do jogging. Depois de uma troca seca de boas noites em forma de “Who are you?” e face ao resultado da identificação do corpo, Sonya mostrou desde logo que não estava ali para tomar o pequeno-almoço, a sua convicção e o seu desejo petulante pelo caso não deu qualquer hipótese a Ruiz de sequer pensar sobre o assunto, afinal, era apenas mais um corpo para os registos da polícia de Juárez!

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The Bridge 2

Num plano secundário é-nos apresentado um casal com idades na casa dos 50 e 40, Karl (Robert R. Shafer) e Charlotte (Annabeth Gish), respectivamente. Donos de um rancho majestoso em El Paso e que surgem subitamente numa ambulância oriunda de Juárez, com Karl em estado crítico evidenciando sinais de um ataque cardíaco, condição essa que acabou por ser fatal. Quando numa primeira instância tudo indicava que estes se tratavam apenas de figurantes de passagem, eis que emerge na trama um novo plano à volta de Charlotte, a recém viúva que após a descoberta de uma chave de um casebre recôndito, tira delicadamente da cartola um cliffhanger, com certeza a explorar nos próximos episódios!

Apesar do pequeno contratempo, adivinhava-se mais uma noite serena para o casal Ruiz, até que o corpo desemparelhado da juíza Lorraine Gates, adepta voraz de que os mexicanos deveriam permanecer no seu país, obriga Marco a ‘invadir’ novamente a América! Face a um homicídio tão bem orquestrado, Ruiz sente-se impelido a fazer algo contra as estatísticas ignoradas, nem que tal signifique um ‘casamento’ vergastante com Sonya Cross, a atleta que não dorme, viril, mas ríspida, completamente introspectiva! Abençoados pelo tenente Hank, Marco e Sonya iniciam assim a sua caminhada em busca de um suspeito, minucioso, extremamente calculista e habilidoso.

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The Bridge 3
Está aberta a época da caça! Dois detectives com personalidades bastante peculiares que terão de trabalhar em equipa. Marco com uma postura apaziguadora e um humor sarcástico capaz de despoletar um sorriso aos espectadores nas alturas mais imprevisíveis, Sonya uma mulher solitária, ainda a ‘sangrar’ da perda de um ente querido e que vê o seu trabalho como o seu lar e o seu tenente como uma figura paternal. Depois, temos um serial killer, um psicopata sem margem para dúvidas, mas inovador dado os seus interesses e ideais, controverso mas impecavelmente calculista e habilidoso, capaz de nos presentear com momentos de cortar a respiração como foi o caso do jornalista arrogante Daniel Frye (Matthew Lillard).

“The Bridge” aparenta ter tudo para continuar a ser uma ‘ponte’ de eleição dos fãs, um bom argumento bem como uma vertente esotérica, características essenciais para manter um espectador atento e fiel!

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