Thor: O Mundo das Trevas, em análise

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  • Título Original: Thor: The Dark World
  • Realizador: Alan Taylor
  • Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston
  • Género: Ação/Aventura
  • ZON Audiovisuais | 2013 | 112 min

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Thor está de volta na sua segunda aventura a solo, na qual tudo poderá acontecer.

Depois de a Bifrost ter sido destruída no final de “Thor”, os Nove Reinos entraram em guerra. A missão de Thor é voltar a implementar a paz mas, quando tudo parecia bem encaminhado, um velho inimigo, não só de Asgard mas do próprio universo, regressa e nem Odin sabe como pará-lo. Cabe a Thor continuar a sua busca pela paz e fazer tudo o que lhe for possível para parar esta nova ameaça.

São tempos de guerra nos Nove Reinos e isso está bem presente no filme. Comparado com o primeiro, este é um filme mais escuro e sério. Thor já não é uma personagem tão colorida e já sabe qual é o papel que tem de representar ao longo da trama. Ele sabe que é uma questão de tempo para esta ameaça com o nome de Malekith conseguir o que quer e é aí que o filme ganha um ritmo bastante acelarado, deixando-nos descansar  apenas quando tudo acabar. Mesmo em guerra, Asgard não perde a sua grandiosidade, assim como a ação do filme, e isso é tudo graças ao trabalho de Alan Taylor, para o qual guerras pelo trono e poder não é nenhuma novidade. O seu trabalho em “Game of Thrones” sem dúvida que faz dele uma ótima escolha para realizar este filme. A grandiosidade da série em termos de locais e enredo, sente-se de certa forma entranhada no filme.

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Thor neste filme está um pouco diferente daquilo que era no primeiro filme. Apesar de no final deste sabermos que ele mudou e de nos Vingadores termos um cheirinho dessa mudança, agora sim ficamos a saber como é que Thor ficou após a sua passagem pelo Novo México. Chris Hemsworth mais uma vez entrega-se ao Deus do Trovão e juntos conseguem deitar a casa a baixo!

Quem também está de volta, e não podia faltar, é o adorado Loki de Tom Hiddleston, que no meio de tanta desgraça e destruição, é quem está cá para a animar a malta. Vê-lo a trabalhar com Thor é um aspecto bastante interessante do filme. Enquanto um tem a força necessária para derrubar qualquer coisa, o outro é o mestre engano e dos esquemas. Loki sabe que o seu cérebro é a sua grande vantagem contra a força de Thor, mas quando este lhe pede ajuda Loki não esperava que o irmão já soubesse usar o seu. Pela a primeira vez, Thor está em controlo e Loki não pode fazer nada. Ou será que não é bem assim?

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De quem se viu menos foi de Anthony Hopkins, que neste filme prefere ver as coisas do seu trono e deixa a Thor o trabalho de tratar dos Reinos. Foi pena não ter dado mais, depois de uma fantástica prestação no primeiro filme. Natalie Portman também não entregou tanto como no primeiro, não passando de uma menina indefesa à espera que o herói a venha salvar.

Os corajosos  Três Guerreiros e a bela mas perigosa Lady Sif, continuam sempre a proteger Thor de todos os possíveis perigos. Nos Três Guerreiros houve algumas mudanças. Hogun, que no primeiro nada o fazia sorrir, neste está sempre todo sorrisinhos e bem disposto. Porquê? Não diz, mas também não aparece em maior parte do filme por isso não é um grande problema. Fandral, que no primeiro é representado por John Dallas, neste é representado por Zachary Levi. O Chuck não seria a primeira escolha de muita gente mas pronto, podia ser pior. Volstagg continua com o seu charme comilão. Juntamente com Thor, os Três Guerreiros participam numa sequência que assalto, que deixaria Danny Ocean e Rusty Ryan impressionados.

A grande novidade é Christopher Eccleston no papel do vilão Malekith. Se não souberem quem ele é ou o que faz, não se preocupem que no início temos um epílogo que nos conta tudo aquilo que é preciso saber sobre Malekith para conseguirmos acompanhar a história. Ele apesar de ser um vilão simples, tem um objectivo bastante claro e não tem uma grande viagem emocional, consegue fazer com que gostemos dele e que queiramos tê-lo no ecrã. Claro que não é um Loki, mas ao menos não é um vilão parvo que tem um plano mas que nós sabemos não constituir uma ameaça real ao herói. O sucesso da personagem está sem dúvida no trabalho de Eccleston.

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Como já é de costume nos filmes da Marvel, a meio do filme temos uma aparição do grande Stan Lee, que apesar de ser um bocado forçada, o prazer de dizer “Olha o Stan Lee!” faz-nos esquecer isso. Temos também, não uma, mas duas cenas pós-créditos. A primeira remete-nos para os Guardiões da Galáxia, um filme de uma equipa de super-heróis intergaláctica que a Marvel irá lançar para o ano. A segunda, serve de conclusão para o filme. Por isso se não queres ficar na dúvida do que é que vai acontecer fica mais um bocado dentro da sala.

“Thor: The Dark World” é a prova de que a Marvel não cruzou os braços depois dos Vingadores e que desiludir o seu público não faz parte dos seus planos. Thor volta a deixar uma marca positiva e agora só em “The Avengers: The Age of Ultron” é que o iremos voltar a ver.

RM

O regresso de Thor aos cinemas não podia ser melhor. O filme do super herói nórdico que vem a dar continuidade à 2ª fase da Marvel, desta vez foi realizado por Alan Taylor, e conta novamente com a participação de Chris Hemsworth como Thor e Tom Hiddleston como Loki. Natalie Portman, Stellan Skarsgård, Idris Elba, Ray Stevenson, Jaimie Alexander, Zachary Levi, Rene Russo e Antony Hopkins regressam também aos seus papéis principais e o vilão de serviço chamasse Malekith, líder de um exército dos elfos negros, interpretado por Christopher Eccleston.

Depois da primeira aventura de Thor pela Terra e do ataque de Nova Iorque em Os Vingadores, Thor (Chris Hemsworth) luta para restaurar a paz e ordem nos 9 reinos, mas uma raça antiga de Elfos Negros, liderada por Malekith (Christopher Eccleston), um inimigo poderoso que no passado lutou com o pai de Odin. Malekith com a ajuda de um elemento chamado Éther, queria fazer com que o Universo voltasse a ser como era antes da sua criação, mas foi derrotado pelas forças de Asgard, que entretanto escondem o elemento Ether num local desconhecido, uma vez que este não pode ser destruído.

Thor-2-Mundo-Sombrio-teaser-poster233Milhares de anos mais tarde, na Terra, mais exactamente em Londres, Jane Foster (Natalie Portman) e Darcy Lewis (Kat Dennings) descobrem numa fábrica abandonada uma falha temporal onde ocorre uma quebra no espaço e tempo. Jane descobre por mero acaso, o elemento Éther e este entra no seu corpo. Entretanto Thor resgata Jane, e leva-a para Asgard. Odin (Anthony Hopkins) vê o seu reino atacado pelos exércitos negros de Malekith que procuram Jane, que está possuída pelo elemento Éther. Thor terá que lutar pelo futuro do reino de Asgard, mas a única maneira que ele tem fazer isso é unir forças com o seu irmão Loki (Tom Hiddleston), que entretanto fora condenado à prisão.

Neste filme, os actores têm uma performance razoável dentro de cada um dos seus papéis, destacasse o papel do protagonista. O actor Cris Hemsworth já demonstrou ser um grande actor, o seu desempenho como James Hunt em RUSH é prova disso, e este papel de Thor assenta-lhe como uma luva. Tom Hiddleston como Loki, confere-lhe um carisma misterioso ao personagem mas muito eficaz. O vilão Malekith deixa um pouco a impressão de que não é um grande desafio à altura de Thor, mas dentro do género é um vilão razoável, foi talvez pouco explorado, pois nunca chegamos a saber ao certo as suas intenções e o porquê de tanto esforço, pois só uma vingança pessoal e o controlo de poder pode parecer que é um mero cliché.

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O Argumento deste filme, vê-se que foi muito bem construído, a acção do filme decorre de uma forma equilibrada, balançando entre o humor, o drama e a acção que é servida em doses certas. Nota-se que houve um cuidado assertivo na Montagem eficaz do filme. A Fotografia, Efeitos visuais e Cenários foram muito bem trabalhados, houve um cuidado especial em ser fiel ao ambiente criado para o primeiro filme, destaco as cenas de combate aéreo, durante a invasão de Asgard, fazendo lembrar os combates espaciais de Star Wars.

A Banda Sonora fica a cargo de Brian Tyler, que criou uma BSO bastante aceitável, inspirando a demanda do super herói, confere-lhe um tom épico, dá-lhe um ambiente certo, temperado por acção e comédia. A Realização e Produção desta sequela, ficou a cargo de Alan Taylor, conhecido pelo seu magnífico trabalho na série Game of Thrones. A sua tarefa Asgardiana foi cumprida com sucesso e mestria. Nota-se que houve respeito pelo trabalho deixado por Kenneth Branagh, a continuidade foi respeitada ao máximo, tanto da história, como no desenvolvimento dos personagens, e na introdução de novos elementos.

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Em conclusão, esta nova aventura de Thor foi um bom regresso, mostrando que a 2ª fase da Marvel está para durar e para vencer, Capitão América e Os guardiões da Galáxia vem aí para anteceder o regresso da equipa maravilha em Avengers:Age of Ultron. Um grande filme de Super Heróis da Marvel a não perder, que na minha humilde opinião vale 8 valores em 10. Não percam nos Cinemas, recomendo!

Carlos Miguel Reis  in Facebook MHD

Thor está de volta! O príncipe e futuro rei de Asgard regressa para um nova aventura, na qual agora tem de defender não só a sua terra natal de um novo vilão, mas também todo o Universo.

Neste novo filme, encontramos Thor (Chris Hemsworth) a restaurar a paz nos Nove Reinos, juntamente com os seus amigos guerreiros Sif (Jaimie Alexander), Hogun (Tadanobu Asano), Volstagg (Ray Stevenson) e Fandral (Zachary Levi). Ao mesmo tempo na Terra, a amada de Thor, Jane Foster (Natalie Portman), e a sua estagiária Darcy Lewis (Kat Dennings) “tropeçam” num portal dimensional encontrado por crianças, e Jane acaba por encontrar algo mais, algo muito poderoso… O Aether, uma força misteriosa que já existia antes do nascimento dos Nove Reinos, conhecida e temida pela sua capacidade de transformar matéria em matéria das trevas, instala-se no corpo do Jane, alimentando-se do seu corpo de mortal. Este Aether anteriormente tinha estado no corpo de Malekith (Christopher Eccleston), o líder dos Elfos Sombrios, o qual agora acorda e quer novamente utilizar a Convergência, um acontecimento que a cada 5 mil anos faz com que os Nove Reinos estejam alinhados, para libertar o Aether e lançar as trevas nos Nove Reinos e em todo o Universo
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Todos os Asgardianos julgavam que Malekith e os Elfos Sombrios tinham sido destruídos há milhares de anos e, depois da última vitória sobre eles pelas gentes de Asgard, o Aether tinha sido guardado num sítio secreto, o qual só foi “descoberto” por Jane Foster após ter caído num dos portais que se abrem quando os Nove Reinos se estão prestes a alinhar. Aproveitando a oportuna visita de Thor à Terra depois das celebrações da restauração da paz nos Nove Reinos, Thor apercebe-se do estado doente de Jane e leva-a para Asgard para ser tratada, devido ao grande avanço tecnológico lá existente. Ao mesmo tempo, já Malekith e o seu exército de Elfos Sombrios, acordou do seu sono milenar e procura o Aether, dirigindo-se à Terra, semeando o pânico e destruição. Este inimigo é invisível aos olhos de Heimdall (Idris Elba), a sentinela de Asgard, pelo que apenas uma pessoa conhece e pode ajudar a combater Malekith: Loki (Tom Hiddleston), o irmão adoptivo de Thor, amado por Frigga (Rene Russo) a sua mãe, e encerrado nas masmorras por Odin (Anthony Hopkins), rei de Asgard.

E é chegado a Loki que me apraz dizer que é a melhor personagem deste filme, não só porque Tom Hiddleston o faz brilhantemente, mas também porque é uma personagem decisiva no filme e no desenrolar dos acontecimentos. Os outros dois protagonistas, Thor e Malekith, são ofuscados por um Loki seguro, cómico q.b. e com o seu lado negro sempre presente. Thor acaba por estar igual a si próprio, isto é, não desilude nem surpreende, corresponde ao esperado. A desilusão é mesmo o vilão desempenhado por Christopher Eccleston, pois é insosso, tem pouco destaque, e parece que ficou “adormecido” no filme mesmo depois de ter acordado, se me faço entender.
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Em resumo, o 2º filme de Thor não desilude totalmente, mas também não podemos dizer que entra para o top dos filmes de heróis da Marvel. Podia ser bem melhor, caso apostasse menos em momentos cómicos (a cena de promoção do 2º filme de outro herói da Marvel durante o filme era desnecessária, na minha opinião) e mais em acção, com maior destaque ao vilão Malekith, tanto como o seu “currículo” merecia.

Ficamos sempre com aquela sensação de que começa a apostar-se demais em momentos cómicos em filmes que não têm de ter comédia, sendo que neste caso exceptuava-se Loki, pois é inerente à sua personagem.

Classificação: 6/10

 

Pedro Almeida in Facebook MHD

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