Watch Dogs (PS4) | Análise

 

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  • Editora: Ubisoft
  • Produtora: Ubisoft
  • Plataformas: PS3, Xbox 360, PS4, Xbox 360, PC, Wii U

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Quando em 2012 a Ubisoft lançou o primeiro vídeo de Watch Dogs, os jogadores começaram a olhar para a próxima geração com grandes esperanças. De tempos a tempos novos vídeos e um adiamento no final do ano passado, até ao lançamento esta semana. A Ubisoft prometeu um grande jogo, mas será que cumpriu?

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O que salta à vista de imediato são os gráficos, realmente muito bons, ao ponto de dizermos que serão, provavelmente, os melhores da nova geração de consolas. Excelentes efeitos de luz, com uma cidade viva e que brilha ao pôr do sol, mas que demonstra a sua maior qualidade gráfica quando chove, em que somos brindados com excelentes efeitos de água no chão e roupas. A isto junta-se uma boa caracterização visual das personagens com expressões faciais muito bem conseguidas e movimentos corporais fluidos. O que fica na memória é a cidade! Chicago é aqui um open world realmente fantástico, enorme e cheio de detalhe, tornando-se no grande foco do jogo. É realmente impressionante tudo o que podemos fazer com o que existe nesta cidade, tendo sempre como base a própria base do enredo. Preparem-se para uma grande variedade de cenários a serem explorados, principalmente nas perseguições automóveis.

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Estas perseguições são um dos aspetos mais importantes na jogabilidade, que apesar de não ser fantástica quando conduzimos, é realmente muito boa em todos os outros momentos do jogo. Aos poucos estas perseguições tornam-se um pouco repetitivas, mas o facto de poderes “hackear” enquanto conduzimos, proporciona uma experiência que nunca tínhamos tido, e que vale a pena ser experimentada. Fora do carro, o que sentimos é uma enorme facilidade em fazermos o que queremos, deixando a dificuldade para o resto, a sensação que temos de controlo é plena e bastante agradável, proporcionando momentos de pura diversão e nunca sentimos a frustração de não conseguirmos fazer algo por problemas nos controlos.  Destaque para a forma como o jogo nos leva a preparar as nossas missões, sendo a ação furtiva muito importante. Invadir sistemas, ver os nossos inimigos a partir das suas câmaras de vigilância, e claro, apagar as luzes… há mesmo muitas formas de avançar neste jogo.

Em termos sonoros o jogo também está muito bom, com um bom trabalho de vozes e uma banda sonora agradável, mas, principalmente, existe um grande trabalho nos efeitos sonoros, sempre importantes quando estamos perante um open world onde tanto pode ser feito e o som é tão importante.

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A “parte” mais fraca do jogo é o seu enredo. Curiosamente, o conjunto de personagem do jogo está muito bem criado, com coerência e nota-se que encaixam mesmo muito bem na narrativa, não só pelas suas motivações, mas também pela forma como ajudam esse mesmo enredo a desenvolver-se… mas é a nossa personagem principal aquela que denota mais fraquezas na sua construção. É muito raro estarmos perante um argumento em que a personagem principal é a mais fraca, e aqui é isso que acontece. Todavia, não se trata de uma má personagem, mas estranha-se alguma incoerência num elenco tão bom.

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Ainda no enredo, Watch Dogs dá uma visão bastante negra da sociedade, do “mundo hacker” e também alerta para os perigos que criamos diariamente ao passarmos cada vez mais informação para este mundo que é a internet e a alta tecnologia. Há um claro alerta para a nossa dependência de certos meios, mas principalmente para a nossa ignorância sobre tal. A narrativa ainda toca noutros pontos mais sensíveis, só que sem “concretizar” nenhum, deixando a sensação que Watch Dogs poderia, e deveria, ser um jogo muito mais maduro. A isto junta-se um grupo de vilões que não demonstram a qualidade que poderiam ter, principalmente porque a base do jogo é fantástica.

Com mais de 20 horas de jogo e missões bastante variadas, Watch Dogs é um jogo que diverte a cada instante, e que ainda oferece muito para se fazer em missões secundárias (e sim, podemos controlar uma aranha-robô e a diversão e total!). No modo online, destaque para o caos em que se torna este mundo quando tantos jogadores podem fazer tanta coisa. Preparem-se para muita destruição e nem um segundo sossegados.

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Resumindo, Watch Dogs é um grande jogo que poderia ter sido fantástico. As pequenas falhas que tem não retiram diversão ao jogo mas retiram-lhe o rótulo de obra prima. Um jogo verdadeiramente singular, com uma ideia base fantástica, e que deve ser jogado.

 

Pontos fortes:

  • Excelente open world
  • Muitas missões, diversificadas e divertidas, oferecem muitas horas de jogo
  • Diversão total!
  • Gráficos de alto nível

Pontos fracos:

  • O enredo não está ao nível do jogo

LP

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Luis Pinto

Developer de videjogos e inteligência artificial - Autor do canal Luís Pinto - Apaixonado por jogos desde o tempo do Spectrum!

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One thought on “Watch Dogs (PS4) | Análise

  • Poxa, verdade, com as PEQUENAS falhas, o jogo deixou de ser (OBRA PRIMA).
    Agora vou ter que me contentar com um mero (JOGO EXPETACULAR E INCRIVEL) e esperar um outro pra ser OBRA PRIMA.
    Fazer o que…

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