Hoje, 31 de outubro, celebra-se o 65º aniversário de Peter Jackson. Nascido a 31 de outubro de 1961 em Pukerua Bay, na Nova Zelândia, é realizador, produtor e argumentista. Jackson destacou-se ao longo das décadas pela sua capacidade de transformar mundos de fantasia em experiências cinematográficas transformadoras e que perduram no tempo. O seu nome ficará para sempre ligado à adaptação de O Senhor dos Anéis, uma das produções mais ambiciosas e marcantes da história do cinema composta por “O Senhor dos Anéis: A Irmandade do Anel” (2001), “O Senhor dos Anéis: Duas Torres” (2002) e “Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei” (2003). No entanto, há que reconhecer igualmente o seu percurso inicial pelo cinema independente, destacando-se o filme “Trash – Náusea Total” (1987).
A Nova Zelândia enquanto local de rodagem

A escolha da Nova Zelândia como cenário da trilogia “O Senhor dos Anéis” foi uma das decisões mais marcantes da carreira de Peter Jackson. Assim, o realizador neozelandês encontrou no seu país natal as paisagens ideais para trazer à vida a Terra Média tal como J.R.R. Tolkien imaginou. Desde as montanhas imponentes, passando pelas florestas densas e vales verdejantes até às longas planícies, a beleza natural do país da Oceânia foi a tela ideal para pintar a Terra Média. Desse modo, a Nova Zelândia tornou-se uma personagem neste universo e a projeção mundial dos filmes levou vários turistas a visitar todos os locais de filmagem conhecidos.
Gravação consecutiva dos 3 filmes
Peter Jackson tomou a decisão arriscada de filmar os três capítulos de O Senhor dos Anéis consecutivamente entre 1999 e 2000, o que motivou a mudança do projeto da Miramax para a New Line Cinema. Embora parecesse ao início um ato de loucura por ser um projeto com investimento significativo sem retorno garantido, a verdade é que a escolha se revelou justificada. Primeiramente, a opção obteve benefícios criativos, já que permitiu manter a continuidade visual e narrativa ao longo de toda a trilogia.
Por outro lado, também permitiu uma comunhão ímpar entre equipa de produção e o elenco, criando laços de amizade e uma verdadeira família pelo caminho durante 18 meses. A convivência nos bastidores deu origem a várias histórias caricatas. Então, destaca-se a iniciativa partilhada pelos 8 atores que integravam a Irmandade do Anel. Os atores fizeram uma tatuagem do número 9 em Tengwar como forma de eternizar o projeto.
A fidelidade ao material original
Por fim, destaca-se a fidelidade que Peter Jackson manteve ao universo criado por Tolkien. Muitas vezes os realizadores tomam liberdades criativas na adaptação de obras cinematográficas, o que indigna os fãs acérrimos das mesmas. No entanto, a maioria dos fãs e críticos elogia o neozelândes pela sua capacidade de se manter fiel à essência do universo e aos acontecimentos e personagens mais importantes. Em suma, caso queiras revisitar a trilogia, podes fazê-lo na HBO Max Portugal.



