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Young Sherlock – a Crítica

Depois de “The Gentlemen”, “Snatch”, “The Ministry of Ungentlemanly Warfare”, “Sherlock Holmes” e por aí fora, já sabemos que Guy Ritchie é mestre em produções sobre um grupo de homens que resolvem crimes, fazem crimes, ou os dois.

Assim, o realizador volta com uma nova série, “Young Sherlock”, que, como o nome indica, adapta a série de livros de Andrew Lane. Nesse sentido, voltamos atrás para conhecer um Sherlock Holmes de 19 anos, que se encontra no meu de uma série de assassinatos em Oxford. Para conseguir a sua liberdade, Sherlock tenta desvendar a conspiração.

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Hero Fiennes Tiffin, Dónal Finn, Zine Tseng, Max Irons, Colin Firth, Joseph Fiennes e Natascha McElhone interpretam as personagens principais da nova série, que chegou à Prime Video no dia 4 de março.

A história de origem de Sherlock Holmes

Em “Young Sherlock” conhecemos esta icónica personagem como um jovem de 19 anos, sempre dividido entre os pequenos crimes, a rebeldia e uma grande inteligência e tato para os mistérios.

Em muitas séries de origem, conhecemos a personagem em criança e vamos desvendando o seu passado, até chegar a adulto. Contudo, achei curioso e gostei que o seu passado fosse desvendado ao longo da série e não logo no primeiro episódio.

Assim, a sua vida em criança é revelada em pequenos trechos em paralelo com o tempo presente da série. Ligando a sua infância à conspiração que estamos a ver desenrolar-se, o que adensa a narrativa e nos dá vontade de ver e conhecer mais da personagem.

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Young Sherlock numa viagem por Oxford

Young Sherlock Prime Video
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Além do realizador e dos atores, que já vamos falar em seguida, também a própria produção e técnica têm qualidade. Como alguém que já esteve em Oxford e adora esta cidade universitária, foi muito interessante ver as paisagens e localizações do ponto de vista de uma série de época.

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Esta cidade encaixa-se perfeitamente na narrativa da série e no seu ambiente misterioso. Destaco, também, os maravilhosos figurinos da série. Tanto os atores, como as atrizes, têm fatos e vestidos que mostram um grande cuidado e detalhe em representar esta época.

O casting não podia ser melhor

Young Sherlock Holmes Prime Video
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Por fim, termino a crítica com um destaque para o que a série tem de melhor, o seu elenco. “Young Sherlock” é uma série com um bom mistério, boa realização e técnica mas, sobretudo, com um bom casting.

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A série tem sempre um toque de comédia, que poderia roçar o ridículo se os atores não soubessem representar este tipo de humor. A rivalidade entre as personagens de Max Irons e Colin Firth é sempre cómica e dinâmica.

As personagens femininas, apesar de com menos destaque, têm sempre um certo mistério e inteligência associadas que nos leva a querer saber mais sobre elas. Hero Fiennes Tiffin é um ator carismático e que encaixa bem neste personagem meio rebelde, que mostra ser astuto, mas também tem um lado emocional e preocupado.

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Por fim, o maior destaque de “Young Sherlock” vai para a personagem de Dónal Finn. Este James Moriarty é uma personagem com muito carisma e que rouba a cena sempre que aparece na tela. É uma personagem que nos gera curiosidade e gostei de como pegaram no futuro némesis de Sherlock Holmes, em vez do seu ajudante Dr. Watson.

Conclusão

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“Young Sherlock” é uma série com um mistério envolvente, uma boa produção e um elenco muito carismático. Ao explorar a juventude de Sherlock Holmes, cria curiosidade em torno da personagem e da história que a rodeia.

Overall
7/10
7/10
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