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The Madison | Entrevista com a realizadora da nova série de Yellowstone

A nova série do universo “Yellowstone” chegou à SkyShowtime há poucos dias. Estão disponíveis, atualmente, três episódios, sendo que são episódios semanais que saem às quintas-feiras.

Neste spin-off de “Yellowstone” acompanhamos Stacy, que após uma tragédia familiar se muda para o Vale do Rio Madison, no Montana, para recomeçar a sua vida e cumprir um sonho do seu marido.

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Assim, seguimos a sua adaptação à vida rural, enquanto acompanhamos os dramas famíliares, as aventuras e as desventuras desta nova realidade de Stacy. Nesse sentido, é uma série familiar, que se foca nos temas do luto, da família e mudanças de vida, sem nunca perder um toque de humor que torna a série mais leve.

Do criador de “Yellowstone”, Taylor Sheridan, a nova série “The Madison” conta com Michelle Pfeiffer no papel principal. A realizadora da série é Christina Alexandra Voros, que nos revela alguns detalhes e behind the scenes da nova série.

Fale-nos um pouco sobre o papel que a paisagem e a geografia desempenharam na produção de The Madison

Acredito que se pode dizer que a paisagem de “The Madison” é uma das personagens principais da série. É a “força” com que todo o elenco teve de se confrontar, tanto dentro como fora do ecrã.

O Taylor Sheridan costuma escrever sobre a terra como se fosse uma personagem e isso vê-se claramente em “Yellowstone”: é aquilo pelo qual todos lutam, aquilo pelo qual todos morrem.

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Penso que, em The Madison, a paisagem assume um papel diferente, mas igualmente ressonante e importante na vida das personagens que percorrem a história e o espaço onde esta decorre.

Já trabalhou bastante com o Taylor Sheridan no passado. Como foi essa conversa inicial para se juntar a The Madison?

Acho que o Taylor simplesmente me ligou e disse: “Tenho uma série que quero que realizes”, e enviou-me os guiões. Senti que me tinha saído a lotaria.

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O Taylor é muito bom a rodear-se de parceiros criativos em quem confia e parece encontrar sempre as pessoas certas para colocar o projeto certo nas suas mãos, em cada ocasião.

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Sinto-me muito sortuda por ter podido trabalhar com ele nos últimos oito anos, e por ele me ter confiado uma história como esta. Identifiquei-me muito com ela desde o início. Sou da Costa Leste, cresci em cidades, conheci um cowboy, apaixonei-me e mudei-me para o oeste do Texas.

Agora realizo westerns. Por isso, compreendo perfeitamente como uma paisagem pode mudar a nossa vida, a forma como se vê e, na verdade, toda a nossa identidade, se uma pessoa estiver disposta a abrir-se a essa mudança.

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Tem-se dito que esta série é a obra mais íntima de Taylor Sheridan. Como alguém que colaborou com ele em tantos projetos, pode dizer-nos o que torna esta série diferente e o que o público pode esperar?

The Madison na SkyShowtime
Photo by Emerson Miller/Paramoun+ – © 2026 Viacom International Inc.

Penso que uma das coisas mais notáveis de “The Madison” é a sua enorme carga emocional. Os temas explorados através da família Clyburn, ao lidar com uma perda, são universais. São questões com as quais, acredito, toda a gente se pode identificar.

Penso que conseguimos reconhecer-nos em cada relação que aparece no ecrã. Parece-me que ele encontrou uma história acessível a qualquer pessoa que a veja, precisamente porque aborda um tema tão universal.

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Os realizadores nem sempre têm a oportunidade de trabalhar em todos os episódios de uma série. Pode falar-nos um pouco sobre as vantagens de o ter feito em The Madison?

Foi uma honra profunda poder realizar os seis episódios de “The Madison”. É um privilégio raro. Sinto que, quando nos é dada a oportunidade de contar uma história completa, esta ganha uma forma diferente do ponto de vista criativo.

Têm-me perguntado muitas vezes quais os episódios com momentos que foram mais importantes para mim, mas acabas por deixar de os ver como episódios individuais. Passas a vê-los como uma única história, e é um verdadeiro privilégio que lhe confiem um relato do início ao fim, sobretudo desempenhando simultaneamente o papel de realizadora e diretora de fotografia.

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A série tem paisagens verdadeiramente grandiosas e momentos muito íntimos. Como abordou ambos os aspetos enquanto realizadora e diretora de fotografia?

The Madison
©SkyShowtime

É curioso, por vezes os momentos mais íntimos surgem precisamente quando estamos num espaço vasto e aberto, porque percebemos realmente quão pequenos somos perante a magnificência da natureza.

Acho que isso é explorado de forma extraordinária na série e no guião do Taylor. Penso que se trata de um confronto que uma família vive ao lidar entre si sem as distrações da cidade, que tende a parecer mais segura e contida.

Há uma espécie de exposição, uma vulnerabilidade contínua que nasce desses espaços amplos e abertos, e que permite às pessoas atingir um nível diferente de intimidade entre si.


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