Michael_Jackson_The_Verdict_001_n_S1_E3_00_12_56_02.jpg ©Netflix

Parece que Michael Jackson voltou a estar na moda. Depois do lançamento da cinebiografia homónima, onde os espectadores podem acompanhar o percurso do “Rei da Pop” desde os tempos dos Jackson 5 até à consagração como estrela mundial, a Netflix estreia agora o documentário “Michael Jackson: The Verdict”. Esta é uma produção que revisita um dos casos mais mediáticos da história do entretenimento.

O filme “Michael”, protagonizado pelo sobrinho do cantor, Jaafar Jackson, estreou em abril e revelou-se um enorme sucesso nas salas de cinema. A longa-metragem arrecadou cerca de 217,4 milhões de dólares em todo o mundo. Assim, estabeleceu um novo recorde para a melhor estreia de sempre de uma cinebiografia nas bilheteiras.

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Michael Jackson e o caso mediático que o perseguiu até à morte

Michael Jackson
Crédito editorial: Vicki L. Miller / Shutterstock.com

A minissérie documental conta com três episódios e procura reconstruir o caso judicial que dominou as manchetes internacionais durante vários meses. Para isso, a Netflix reúne várias figuras que acompanharam o julgamento de perto e apresenta ao público detalhes que nunca chegaram a ser vistos em tribunal. Isto deve-se ao facto de, na altura, a presença de câmaras nas audiências não estar autorizada, o que fez com que o público apenas tivesse acesso aos relatos da imprensa. Agora, através de entrevistas a jurados, advogados, jornalistas e outras testemunhas ligadas ao caso, a série recupera os acontecimentos que culminaram no julgamento de Michael Jackson.

Primeiramente, o cantor é acusado de vários crimes relacionados com alegados abusos sexuais de menores. No entanto, acabou absolvido de todas as acusações. O processo envolvia Gavin Arvizo, um jovem de 12 anos que sofria de uma doença oncológica e que se aproximou da estrela pop. Este episódio já tinha sido abordado no documentário “Living with Michael Jackson” (2003), realizado por Martin Bashir, que também participa na nova produção da Netflix.

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Ao longo da série, é exemplificado o impacto da entrevista de Jackson a Bashir. Na entrevista surgiram temas como as alegações de abuso sexual, o alegado fornecimento de álcool a menores, a proximidade do cantor com crianças e o ambiente vivido em Neverland, a propriedade onde, alegadamente, alguns dos crimes teriam ocorrido.

Este momento é apresentado como um dos pontos de viragem na deterioração da imagem pública do artista. Entre as declarações mais polémicas encontra-se a admissão de Michael Jackson de que partilhava a cama com crianças, incluindo Gavin Arvizo, embora sempre tenha rejeitado qualquer conotação sexual nesses encontros.

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Michael Jackson: The Verdict está entre os títulos mais vistos da Netflix

Realizada por Nick Green, a série abre com imagens inéditas da operação policial realizada em Neverland. A propriedade, localizada na Califórnia e conhecida pelo seu parque de diversões privado, foi alvo de buscas por parte das autoridades.

As imagens mostram os agentes a executarem mandados de busca e apreensão, enquanto inspecionam quartos, corredores, compartimentos ocultos e diversas áreas repletas de objetos pessoais do cantor. Nesse sentido, este material contribui para reconstruir o ambiente que rodeava Michael Jackson numa altura em que as acusações ganhavam repercussão mundial.

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Ao longo dos três episódios, Green cruza os testemunhos de várias pessoas que passaram pela vida do artista e traça o retrato do enorme espetáculo mediático que envolveu o julgamento. Assim, a acusação e a defesa apresentam os seus argumentos, permitindo ao espectador conhecer os diferentes lados da mesma história.

Contudo, a série acrescenta poucas revelações à narrativa já conhecida tanto pelos fãs como pelo público em geral. De facto, Michael Jackson nunca escondeu que dormia na mesma cama que algumas crianças. No entanto, sempre insistiu na sua inocência perante qualquer acusação de natureza sexual.

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A produção recorda ainda o caso de 1993 envolvendo Jordan Chandler, que terminou com um acordo extrajudicial avaliado em cerca de 23 milhões de dólares.

Documentário revisita o histórico julgamento do Rei da Pop

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Juntamente com Martin Bashir, a série conta também com a participação de J. Randy Taraborrelli, biógrafo de Michael Jackson, que partilha a sua experiência de proximidade com o cantor. Por outro lado, a jornalista e investigadora Diane Dimond assume papel de destaque ao analisar o trabalho da acusação e da defesa durante o julgamento. Finalmente, antigos assistentes pessoais de Jackson também contribuem com testemunhos sobre os bastidores da vida do artista.

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Como o próprio título sugere, a produção dedica uma parte significativa do seu tempo ao veredicto final. Em 2005, após cerca de 32 horas de deliberação distribuídas por sete dias, o júri considerou Michael Jackson inocente de todas as acusações. Segundo vários jurados entrevistados para o documentário, as dúvidas em torno da consistência de alguns testemunhos e a ausência de provas consideradas conclusivas acabaram por ser determinantes para a decisão final.


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