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Acaba de chegar aos cinemas o novo filme de Steven Spielberg. Basta falar deste nome para deixar todos os fãs do realizador entusiasmados com o seu novo filme. Mas além disso acrescento que é o regresso de Steven Spielberg à ficção científica e aos Aliens.

Desde o início da sua carreira o realizador mostrou grande interesse por este tema, com “Close Encounters of The Third Kind”, “E.T” ou “A Guerra dos Mundos”. Agora, volta com “Disclosure Day”, que acompanha uma meteorologista e um especialista em cibersegurança que se juntam para expor encobrimento do governo de segredos extraterrestres.

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Emily Blunt, Eve Hewson, Colin Firth, Colman Domingo, Josh O’Connor e Wyatt Russell são os protagonistas do novo filme do realizador que muitos dizem ser o seu melhor filme em 20 anos. É, sem dúvida, um grande filme. E já está disponível nos cinemas.

Ficção Especulativa e empatia

O realizador já partilhou em várias entrevistas que não considera, nem “Close Encounters of The Third Kind” nem “Disclosure Day” filmes de ficção científica, mas sim de Ficção Especulativa.

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Steven Spielberg acredita na existência de extraterrestres e quer, com este filme, gerar conversa e debate sobre o tema. Apesar da presença de aliens no filme, acaba por ser assustadoramente realista. As lutas de poder, os segredos escondidos e a falta de informação são temas com os quais lutamos atualmente.

Ainda assim, o filme é muito mais do que apenas extraterrestres. Na verdade, é muito sobre a comunicação, ou a dificuldade da comunicação e, sobretudo, a empatia. É otimista, esperançoso, mas nunca perde o seu sentido de ação.

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Ação, aventura, aliens, drama e humor, tudo misturado em Disclosure Day

O que mais me marcou em “Disclosure Day” foi como parece um “Bohemian Rapsody” de estilos cinematográficos. É um filme que tem cenas de ação incríveis e planos filmados de cima que me relembram “A Guerra dos Mundos”.

No entanto, também tem um sentido de aventura ao estilo de “Indiana Jones”, com fugas e segredos. O humor está sempre presente, no meio do stress e das revelações. E há muitas revelações durante o filme, plot twists que nos surpreendem.

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Temos sempre presente a ficção científica, com a evolução tecnológica como um dos temas. E, por fim, a importância da comunicação e da empatia, que não podemos deixar de associar a “Close Encounters of The Third Kind” e “E.T”.

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Apesar disso, é um filme absolutamente original, com o seu próprio estilo, mensagens e uma mistura entre o moderno e a nostalgia dos anos 80, que só Steven Spielberg sabe fazer.

Viajei até aos anos 80 com Disclosure Day

O Dia da Revelação, de Steven Spielberg
© Niko Tavernise / Universal Studios. All Rights Reserved.

Os anos 80 são a minha década favorita do cinema. Sou absolutamente fã das cores, músicas e sentido de aventura e diversão que os filmes desta época tinham. E nunca tinha visto um filme atual que captasse esse estilo tão bem.

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Atualmente e principalmente na ficção científica, os filmes são incríveis, mas são sempre muito sérios. E apesar de “Disclosure Day” lidar com temas sérios, nunca deixa o sentido de cinema em grande escala.

Steven Spielberg sabe que está a criar o próximo grande blockbuster e sentimos isso com todas as cenas de ação, todas as cenas de aventura e todas as cenas em que nos arrepiamos ou emocionamos (que são muitas).

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Parece que viajei até aos anos 80, num filme que ao mesmo tempo consegue ser absolutamente original e moderno, utilizando a tecnologia e técnicas novas a seu favor. É mesmo magia aquilo que sentimos ao ver este filme.

John Williams está de volta

É impressionante como, aos 94 anos, John Williams continua a compor grandes bandas sonoras. Como obviamente será indicado para os Óscares 2027. E como o seu estilo de música continua a ser notório.

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Mais uma vez, está habituadíssimo a trabalhar com Steven Spielberg, sendo que é o 30º filme juntos. E, por isso, consegue juntar perfeitamente esse estilo que mistura os momentos emocionais, com a aventura e a ação.

Emily Blunt brilha em Disclosure Day

O Dia da Revelação, de Steven Spielberg
© Universal Studios. All Rights Reserved.

Steven Spielberg convocou para o seu novo filme um casting extremamente talentoso. Com Colman Domingo e Colin Firth como dois antagonistas. Um Josh O’Connor que nunca erra e tem trazido personagens absolutamente diferentes em todos os seus filmes.

Aqui é a voz da razão e da segurança, sempre sensato. Mas é mesmo Emily Blunt quem rouba a tela em todos os momentos que aparece. A atriz já merecia este papel de destaque.

Traz sempre muita versatilidade às suas personagens e esta é novamente muito diferente de tudo o que já fez. É acelerada, é cómica e é uma personagem muito exigente, com monólogos que precisa mesmo de acertar.

Além disso, ainda acresce a sua dedicação ao filme. Na cena que vemos no trailer em que parece começar a falar uma linguagem estranha, parece-nos feito a computador, mas não foi. A atriz quis mesmo fazer essa cena e trabalhou até conseguir criar aquele som, que é uma cena marcante no filme.

Conclusão

“Disclosure Day” marca o regresso triunfal de Steven Spielberg aos extraterrestres numa aventura de ficção especulativa que combina ação, emoção, humor e reflexão sobre comunicação e empatia, evocando a magia dos seus clássicos dos anos 80 sem perder a originalidade.

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9/10
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