Mesmo em pleno Verão, a RTP2 continua a surpreender os seus telespectadores com as melhores estreias. Assim, apesar deste filme português ter estreado nas salas de cinema no passado dia 30 de abril deste ano, a verdade é que a obra de cariz histórico “Damas” (2025, Cláudia Alves) já tem a sua estreia televisiva marcada!
“Damas” inspira-se, portanto, em acontecimentos reais durante a I Guerra Mundial onde mulheres da alta sociedade prestaram auxílio como enfermeiras.
Qual a narrativa de Damas?

A saber: “Damas” é a história de um grupo de mulheres corajosas que se ofereceram para uma nobre missão durante a I Guerra Mundial.
Embora a frente de batalha fosse dos homens, as mulheres tiveram igualmente um papel fundamental na guerra. Assim, “Damas” inspira-se em factos reais para contar a história de um grupo de mulheres da alta sociedade que decidiram servir em França como enfermeiras da Cruz Vermelha. Ganhando o apelido de “damas enfermeiras”, além de auxiliarem os feridos e doentes, tiveram também uma importante missão: construir um hospital.
Apesar dos contratempos e obstáculos, as Damas conseguiram inaugurar o hospital a 9 de abril de 1918, precisamente o dia em que se iniciou a Batalha de La Lys.
Qual o elenco completo do filme, além de Teresa Mello Sampayo?

Entre a ficção e o documentário, “Damas” tem um elenco sobretudo feminino.
A saber, o elenco do filme inclui nomes como Teresa Mello Sampayo (no papel de Maria Inez), Leonor Alecrim (Beijinha), Beatriz Rodrigues (Angélica), Joana Botelho (Ângela B. Machado), Alice Ruiz (Gladys Cannell), Teresa Faria (Dª. Maria Antónia), Jorge Vaz Gomes (Repórter), André Imenso Cruz (Arnaldo Garcêz), entre outros.
Quando estreia Damas na RTP2?
A saber: o novo filme de Cláudia Alves “Damas” tem a sua estreia televisiva marcada para a próxima quinta-feira 30 de julho às 22h50 na RTP2.
A exibição acontece, portanto, logo após a transmissão de um novo episódio da série “Harry Wild” (2022-, David Logan).
Damas, explicado pela realizadora Cláudia Alves
Em entrevista à RTP, Cláudia Alves desvendou os motivos que lhe levaram a realizar “Damas”.
“O tema veio ter comigo. Estava a trabalhar na investigação de uma ficção e também de um documentário, em 2018, precisamente 100 anos depois do armistício. Olho para as fotografias de um álbum pessoal de uma dama enfermeira na Cruz Vermelha Portuguesa e digo, ‘mas isto é incrível, esta história tem de ser contada’.”, começou por referir a autora.
A distância do tempo foi um percalço para Cláudia Alves. No entanto, a realizadora não desistiu: “Encontrei uma listagem dessas mulheres, foram cerca de 39. Identifiquei cada uma das delas. Fui à Liga dos Combatentes e também havia lá fotografias. A primeira ideia era ir à procura das famílias, mas não encontrei assim tantas pessoas. Percebi que, ao fim de 100 anos, não deixamos praticamente rasto. Pensei que daqui a uns anos já há nenhuma memória destas mulheres. Encontrei uma neta, que é a Luísa Beltrão, neta da dama enfermeira Maria Jesus Beltrão. Curiosamente, tinha aquilo que eu esperava que elas tivessem, que era um diário, um registo das memórias do pai dela. Um documento incrível.”
Podes ler a entrevista completa aqui.

