A apresentadora de televisão egípcia Sarah Khalifa foi condenada à pena de morte por um tribunal do Egito, num processo relacionado com o fabrico e tráfico de substâncias ilegais. A decisão foi conhecida esta semana e colocou novamente o nome da apresentadora no centro das atenções no país e no mundo.
Além disso, Sarah Khalifa está entre os 12 indivíduos condenados à morte no mesmo processo. Segundo as informações divulgadas por vários meios de comunicação internacionais, o caso envolve acusações relacionadas com a produção e distribuição de drogas. No entanto, a condenação surge no âmbito de um processo judicial e, por isso, importa distinguir as acusações apresentadas pelas autoridades da decisão tomada pelo tribunal.
Quem é Sarah Khalifa, a apresentadora condenada no Egito?
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Sarah Khalifa tornou-se conhecida no Egito através da televisão e construiu uma carreira como apresentadora. Aos 39 anos, Khalifa era conhecida pelo programa “Missão Impossível”, dedicado a temas de segurança e criminalidade.
Entretanto, as autoridades egípcias associaram a apresentadora a uma rede acusada de fabricar e comercializar substâncias ilegais. Segundo as informações divulgadas, o Tribunal Criminal do Cairo responsabilizou o grupo por formar uma quadrilha envolvida na importação de materiais utilizados na criação de drogas sintéticas para tráfico. Para além disso, o tribunal informou também que o grupo possuía e transportava armas de fogo e munições sem licença.
Segundo a imprensa internacional, as autoridades detiveram Sarah Khalifa em janeiro de 2025, juntamente com outras pessoas ligadas ao processo. Desde então, o procedimento avançou nos tribunais egípcios até à decisão agora conhecida.
O que aconteceu no processo judicial de Sarah Khalifa?
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De acordo com as informações divulgadas pelo The Guardian, as autoridades acusaram Sarah Khalifa e outros arguidos de integrar uma organização criminosa relacionada com o fabrico e tráfico de drogas. O processo envolveu, portanto, várias pessoas e não apenas a apresentadora. No total, o tribunal condenou nove arguidos à pena de morte, enquanto outros sete foram absolvidos de todas as acusações apresentadas pelo Ministério Público.
Entretanto, a BBC avançou que entrou em contacto com o advogado da apresentadora. Este informou que a equipa da comunicadora de televisão vai recorrer da sentença. A decisão está a ser anunciada durante os últimos dias. Isto após consulta ao mufti do Egito para a emissão de um parecer religioso. Este processo acontece em conformidade com o procedimento previsto na lei egípcia para crimes puníveis com a pena de morte.
Por outro lado, o El-Ahram informou que, durante as operações, as forças de segurança apreenderam mais de 750 quilos de droga e de matérias-primas, entre os quais se encontravam dois apartamentos utilizados como laboratório. Ainda no decorrer de outro processo, o tribunal condenou Khalifa e alguns dos arguidos a cinco anos de prisão devido ao rapto e agressão de um jovem, informa o EuroNews.
A pena de morte continua em vigor no Egito?
A decisão também acontece num país onde os tribunais continuam a aplicar a pena de morte em determinados crimes graves. No Egito, os tribunais podem proferir sentenças de morte, embora o sistema judicial siga um procedimento específico antes da execução. Assim, uma condenação à morte não significa necessariamente que a sentença seja executada imediatamente.
No país, a pena mais grave aplica-se a casos de homicídio premeditado, terrorismo, alguns crimes de agressão sexual e tráfico de droga. Segundo os dados da Comissão Egípcia para os Direitos e Liberdades, foram proferidas 541 sentenças de morte no país em 2025. Neste caso, a decisão agora conhecida constitui uma nova etapa do processo judicial. Consequentemente, ainda é necessário acompanhar os próximos passos legais antes de determinar o desfecho definitivo da sentença.
No entanto, a condenação de Sarah Khalifa recebeu particular atenção precisamente porque a arguida tinha uma presença conhecida na televisão egípcia. Dessa forma, o processo ultrapassou o âmbito criminal e passou a gerar interesse junto do público e da imprensa internacional.

