Debbie Reynolds nasceu Mary Frances Reynolds a 1 de abril de 1932, em El Paso, no Texas. Os pais chamavam-se Maxine e Raymond Reynolds. Além disso, tinha um irmão mais velho, William Owen. Quando Mary tinha sete anos, a família mudou-se para Burbank, na Califórnia, em busca de melhores oportunidades. Por essa altura, o pai trabalhava nos caminhos-de-ferro como carpinteiro. Entretanto, Mary frequentou o John Burroughs High School, ainda em Burbank.
Como começou a carreira de Debbie Reynolds?

Tudo mudou em 1948, quando venceu o concurso Miss Burbank. Consequentemente, foi descoberta por um caçador de talentos da Warner Brothers. Assim, aos dezasseis anos, estreou-se no cinema com um pequeno papel em “June Bride”. Pouco depois, surgiu em “The Daughter of Rosie O’Grady”. Contudo, foi o papel da cantora Helen Kane em “Three Little Words”, já pela MGM, que lhe valeu uma nomeação para os Golden Globes e um contrato com o estúdio. Foi também a MGM que sugeriu a mudança de nome para Debbie Reynolds. Logo a seguir, o dueto com Carleton Carpenter em “Aba Daba Honeymoon” chegou ao terceiro lugar da Billboard, em 1951.
Que papel tornou Debbie Reynolds uma estrela?

Em 1952, chegou o grande salto: o papel de Kathy Selden em “Singin’ in the Rain”, considerado um dos maiores musicais de sempre. Na altura, com apenas dezanove anos, Reynolds não tinha qualquer formação em dança. Ainda assim, dividiu o ecrã com veteranos como Gene Kelly e Donald O’Connor. Mais tarde, admitiu que aquele foi um dos desafios mais difíceis da sua vida. Depois disso, os papéis sucederam-se, incluindo “The Tender Trap”, ao lado de Frank Sinatra, e “The Catered Affair”. Já na década seguinte, destacou-se em “How the West Was Won” e, sobretudo, em “The Unsinkable Molly Brown”, onde interpretou a sobrevivente do Titanic, Margaret Brown. Aliás, a própria atriz considerava este o seu papel preferido, e a Academia reconheceu o trabalho com uma nomeação para Melhor Atriz.
Debbie Reynolds também foi cantora!

Paralelamente ao cinema, Reynolds construiu também uma carreira musical de sucesso. Em 1957, alcançou o primeiro lugar da Billboard com “Tammy”, tema do filme “Tammy and the Bachelor”. A canção manteve-se nas tabelas durante mais de vinte semanas e chegou a disco de ouro. No plano pessoal, casou com o cantor Eddie Fisher em 1955, com quem teve dois filhos: Carrie Fisher, que se tornaria uma atriz reconhecida, e Todd, futuro produtor. O casamento terminou em 1959, em meio a um escândalo mediático envolvendo Elizabeth Taylor. Depois, em 1960, casou com o empresário Harry Karl, união que também não resistiu aos problemas de jogo do marido e acabou em divórcio, em 1973.
Debbie Reynolds fez parte do universo Disney?

Sim, e vale a pena recordar. Décadas mais tarde, já numa fase mais tardia da carreira, Reynolds tornou-se ainda mais próxima de gerações mais novas ao integrar a saga “Halloweentown”, do Disney Channel. Assim, além do legado dos grandes musicais clássicos, deixou também marca junto do público mais jovem, através de um dos formatos televisivos mais queridos da própria Disney.
O legado de Debbie Reynolds e a filha, Carrie Fisher

Nos anos seguintes, Reynolds continuou ativa em palcos, cinema e televisão, com destaque para a participação em “Will & Grace”, que lhe valeu cinco nomeações para o Golden Globe. Em 2015, recebeu o Life Achievement Award do Screen Actors Guild, além do Jean Hersholt Humanitarian Award. Por fim, a 28 de dezembro de 2016, morreu subitamente na sequência de um AVC, apenas um dia depois da morte da filha, Carrie Fisher. Atriz que se tornou ainda mais famosa após interpretar a princesa Leia Organa na saga “Star Wars”, de George Lucas. O irmão, Todd, afirmou que a mãe “queria estar com a Carrie”. Hoje, o legado de Mary permanece vivo. Tanto através do cinema clássico como da memória afetiva que deixou em produções mais recentes.

