Entre todas as apostas da Netflix, as minisséries têm sido das que mais se destacam. De “Below” a “East of Eden”, são muitas as que têm conquistado o público no nosso país e no mundo inteiro.
Agora, a plataforma tem mais um caso de sucesso. A 25 de setembro, lançou “O Problema Final”, com José Condessa (“Rabo de Peixe”). Assim, a minissérie chegou ao 1.º lugar no nosso país. Além disso, segundo o NiT, entrou no Top 10 de 42 países. Por fim, a nível mundial, somou 5,8 milhões de visualizações nas duas primeiras semanas.
Qual é a história de O Problema Final?

A ação decorre na primavera de 1959. Uma tempestade isola treze pessoas numa ilhota perto de Maiorca. No pequeno hotel onde estão hospedadas, uma turista inglesa chamada Elisa Mander aparece morta. O que parece um suicídio levanta rapidamente suspeitas de homicídio.
Assim, Basil, um ator reformado que outrora interpretou Sherlock Holmes no cinema, vê-se obrigado a investigar o caso. Ninguém consegue sair da ilha nem lá chegar. Por isso, todos os hóspedes e funcionários tornam-se suspeitos. À medida que a investigação avança, os segredos vêm ao de cima e as suspeitas mudam a cada episódio.
A minissérie tem quatro episódios, que somam pouco mais de três horas. Adapta o romance homónimo de Arturo Pérez-Reverte, publicado em 2023. A realização é de Félix Viscarret, conhecido por “Una Vida no Tan Simple” e “No Mires a los Ojos”.
Quem faz parte do elenco de O Problema Final?
Aos 29 anos, José Condessa ganhou projeção internacional com “Rabo de Peixe”, papel que lhe valeu um Globo de Ouro. Agora, em “O Problema Final”, dá vida a Toni, o mordomo do hotel. Como todos os funcionários, também entra na lista de suspeitos. Além disso, este é o primeiro papel do ator em espanhol. A seguir, vai protagonizar “Avenida Portugal”, a adaptação portuguesa de “Avenida Brasil”.
Ao lado de Condessa, José Coronado (“Entrevías”) protagoniza o projeto e dá vida a Basil. Por sua vez, o elenco conta ainda com Maribel Verdú (“O Labirinto do Fauno”), Martiño Rivas (“El Internado”) e María Valverde (“Exodus: Deuses e Reis”), entre outros.
Quais são os resultados de O Problema Final na Netflix?
Em Portugal, a minissérie chegou ao 1.º lugar do Top da Netflix a 30 de setembro e destronou “Monster: The Lizzie Borden Story”. Manteve a liderança durante quase uma semana. Depois, “East of Eden” ultrapassou-a. Em Espanha, ocupou o 1.º lugar logo desde a estreia. Na semana de 5 a 11 de outubro, estava em 3.º lugar.
A nível mundial, a minissérie estreou em 5.º lugar na lista de séries de língua não inglesa da Netflix. Registou 2,6 milhões de visualizações entre 21 e 27 de setembro, numa semana em que só teve três dias de exibição. Na semana seguinte, subiu ao 3.º lugar, com 3,2 milhões de visualizações. Assim, somou 5,8 milhões nas duas primeiras semanas. Na semana de 5 a 11 de outubro, saiu do top 10 mundial de séries não inglesas.
Aminissérie entrou no top 10 de 42 países e continua entre as dez mais vistas em oito. Supera, assim, “Rabo de Peixe”, que em 2023 entrou no top 10 de 33 países. Na semana de estreia, também apareceu em 4.º lugar na Argentina e em 9.º em França.
O que diz a crítica sobre O Problema Final?

No Rotten Tomatoes, a minissérie tem 100%. O elDiario.es compara-a a “Knives Out” e destaca o último episódio como o melhor da série. No entanto, critica os desenvolvimentos previsíveis e um desfecho anticlimático.
O Clarín atribui 3 em 4 estrelas e faz um balanço positivo. Ainda assim, o jornal argentino nota que a adaptação toma várias liberdades face ao livro.
Por fim, na sua análise para a MHD, o nosso Bruno Teixeira considera que a minissérie “tem muito potencial”, contudo fica “muito aquém”. Para o crítico, somente “a direção de arte e a profundidade das personagens se destacam”.
O que diz o público sobre O Problema Final?
O público está dividido. No IMDb, a minissérie tem 6,3 em 10, enquanto a média no Letterboxd é de 3,1 em 5, com mais de 1.500 avaliações.
No Rotten Tomatoes, um utilizador gostou da minissérie e descreve-a como entretenimento fácil de ver, com uma história intrigante e boas interpretações. Acrescenta que o final o surpreendeu pela positiva. Outro tem a opinião contrária. Diz que o mistério tem demasiados buracos e que perdeu o interesse cedo. Acusa o último episódio de revelar um assassino sem ligação ao resto da história e de deixar muitas perguntas sem resposta.


