Este artigo contém spoilers sobre a minissérie “Below”
A 8 de outubro, a Netflix estreou “Below”, uma minissérie de terror com Josh Hartnett que derrubou “A Leste do Paraíso” do Top da plataforma. Os seis episódios chegaram todos de uma vez e a série estreou com 17 milhões de visualizações em quatro dias, um recorde para uma estreia canadiana na plataforma.
Criada por Jesse McKeown (“The Umbrella Academy“), “Below” tem 87% de aprovação da crítica, mas apenas 52% no Popcornmeter, que mede a opinião do público. No Metacritic, os críticos dão 70 pontos em 100 e os utilizadores 6,5 em 10. No IMDb, a nota fica nos 6,6.
Por isso, reunimos o que dizem uns e outros, e comparámos.
Qual é o enredo de Below?
A ação decorre numa pequena comunidade piscatória da Terra Nova, no Canadá. Quando uma misteriosa criatura marinha começa a atacar a cidade, Calvin Penney, um pescador e pai solteiro, tenta proteger a família e o seu modo de vida.
Além disso, Calvin carrega a morte inexplicada do pai, que aconteceu há várias décadas. Por isso, para enfrentar a ameaça, precisa da ajuda de uma bióloga marinha. No entanto, essa parceria revela-se mais difícil do que parecia.
Josh Hartnett (“Verity“) lidera o elenco no papel de Calvin. Mackenzie Davis (“Blade Runner 2049”, Charlie Heaton (“Stranger Things“), Natasha Henstridge (“Species”) e Rohan Campbell (“Halloween Ends“) completam o grupo.
O que diz a crítica da nova minissérie fenómeno da Netflix?
O consenso do Rotten Tomatoes, baseado em 45 críticas, diz que “Below” reúne os tropos clássicos dos melhores filmes de monstros e usa bem o seu tempo limitado, deixando quem mergulha “completamente entusiasmado”. No Metacritic, a série soma 70 pontos com base em 17 críticas.
Entre os elogios, o RogerEbert.com foi dos mais entusiastas e escreveu que a série “promete ser uma das melhores e mais marcantes do ano”. A Variety chamou-lhe “um thriller com o ritmo perfeito” e destacou o episódio 4, “The Ocean Will Have Us All”. Também Decider elogiou a “encantadoramente áspera” interpretação de Hartnett, enquanto o The Playlist, que lhe deu um A-, acha que a série compensa a falta de ameaça de outros clássicos com uma narrativa “invulgarmente disciplinada”.
Por outro lado o The Hollywood Reporter, mais contido, admitiu que a série nunca está à altura da cena de abertura, mas considerou-a “uma agradável surpresa”.
O que diz o público sobre a minissérie com Josh Hartnett?

Se a crítica recebeu “Below” de braços abertos, o cenário com o público é bastante diferente. No Popcornmeter, com mais de 250 avaliações, a série fica nos 52%.
Os fãs elogiam a atmosfera e o ritmo. Um utilizador do Metacritic escreveu que “é como o ‘Tubarão‘, prende-nos desde o início”, e outro diz que é “uma série excelente, muito divertida”. No Reddit, há quem confesse que “via o Josh Hartnett em qualquer coisa”, e outro que se divertiu a ver tudo de seguida, com episódios de apenas 40 minutos.
Contudo, há um post popular que acredita que a série “começou com um mistério genuinamente arrepiante” ese foi perdendo, sendo que “passou de ‘Tubarão’ a ‘Free Willy'”.
Um espectador do Rotten Tomatoes foi mais longe defendeu que a minissérie é “quase impossível de ver”. Por fim, uma espectadora resumiu tudo como “uma perda de tempo” e comparou o ato de ver a série até ao fim a uma má relação, da qual devia ter saltado do barco mais cedo.
Crítica e público: Onde concordam e onde divergem sobre Below
Há duas coisas em que ambos concordam. A primeira é Josh Hartnett. Os críticos elogiam o seu trabalho e até os espectadores mais desiludidos reconhecem que “o Josh carrega a série”. A segunda é o arranque, que quase todos acham o ponto mais forte. Para um internauta, “os três primeiros episódios foram épicos”.
Mas as diferenças são grandes, e começam no que cada lado pede à série. A crítica avalia “Below” como um filme de monstros e perdoa os clichés do género. O público, que foi atraído por um mistério, quer respostas, e é aí que o culto, a ilha de Little Pot Rock e os furos de argumento pesam mais.
O mesmo acontece com o final. Segundo a Hollywood Reporter, o desfecho é conclusivo e deixa a porta aberta para uma segunda temporada. Já para muitos espectadores, terminar uma minissérie com mais blocos de gelo a esconder monstros foi uma má ideia. E a mensagem ambiental, que o RogerEbert.com vê como uma das forças da série, soou a um espectador como se estivesse a ver “uma série de ativismo climático”.
Quanto ao futuro, Josh Hartnett já garantiu que “a história funciona muito bem sozinha” e que não há planos para uma segunda temporada, embora a porta não esteja fechada.


